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Brasil,09/05/2026

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    Caso Benício: entenda diferença entre inalação e injeção de adrenalina

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    Caso Benício: entenda diferença entre inalação e injeção de adrenalina

    Benício Xavier de Freitas, de 6 anos, morreu após receber uma dose de adrenalina na veia aplicada para tratar sintomas de crise respiratória. O episódio aconteceu na madrugada do dia 23 de novembro, em uma unidade hospitalar de Manaus. 


    O uso da adrenalina, medicamento geralmente associado a emergências cardíacas, possui diferenças cruciais de manipulação e indicação, especialmente em casos que envolvem problemas respiratórios. 


    Em uma análise sobre os possíveis efeitos do medicamento no corpo, o Dr. Anis Mitri – Cardiologista e Presidente da AHOSP (Associação de Hospitais do Estado de São Paulo) – detalhou as particularidades dos métodos inalatório e injetável. 




    Segundo o especialista, a principal diferença está na forma como a substância alcança o organismo, e o mais importante, na sua potência. 


    “A diferença é que na inalação você coloca a adrenalina dentro de um vaporizador, igual você faz na inalação para bronquite e asma, e aí essa adrenalina vai pelas gotículas de ar entrando pelas narinas. Então ela entra pela respiração, ela não entra na corrente sanguínea. A injeção entra na corrente sanguínea — ela pode entrar na corrente sanguínea ou muscular — e aí tem um efeito muito mais potente do que a inalatória,” explica o cardiologista. 


    Segundo o especialista, a via inalatória envolve a absorção de “micropartículas de adrenalina que vão entrando pela via respiratória.” Em contrapartida, quando injetada diretamente na corrente sanguínea, “o efeito é imediato e total, bem mais potente.”


    O cardiologista ressaltou que as indicações para cada via são distintas, geralmente separando problemas circulatórios de respiratórios: 



    • Adrenalina Inalatória (tratamento respiratório): 


    “Quando você faz adrenalina inalatória, é para tratar doenças respiratórias, o que era o caso da criança. É para tratar doenças respiratórias como asma, bronquite, pneumonia, pneumonite, doença do bebê chiador, sintomas de insuficiência respiratória, pacientes que já receberam outras medicações chamadas broncodilatadoras — que servem para abrir o pulmão, dilatar o pulmão — e aí não fizeram efeito. Você usa adrenalina inalatória.” Ele adiciona que também é usada para pacientes com “algum problema na glote, que é um orgãozinho do esôfago que fecha a garganta e não deixa a passagem de ar aberta.”



    • Injeção de Adrenalina (emergências circulatórias): 


    “A injeção de adrenalina você usa basicamente em pacientes que estão em parada cardiorrespiratória, pacientes que pararam o coração. Ela serve para problemas circulatórios e não respiratórios.”


    Finalizando, o Dr. Mitri enfatizou a importância da escolha da via correta de administração, especialmente em um contexto de crise respiratória: 


    “No caso do menino, o mais indicado seria ter sido feita a via inalatória, porque era um problema respiratório. Então é contraindicado; não havia nenhuma indicação de ser feita a via circulatória, o que foi feito — e aí gerou óbito.” 


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