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Brasil,01/04/2026

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    Onde a cura encontra o caminho: crianças do SUS conectadas ao maior centro oncológico do mundo

    Entre corredores de hospital e histórias de resistência, uma ponte invisível liga a periferia de São Paulo a Nova York e transforma o futuro de crianças com câncer


    Onde a cura encontra o caminho: crianças do SUS conectadas ao maior centro oncológico do mundo Parceria inédita na América Latina conecta Santa Marcelina e TUCCA ao Memorial Sloan Kettering Cancer Center, ampliando acesso a diagnóstico avançado e decisões terapêuticas de alta complexidade

    Crianças e adolescentes com câncer atendidos pelo
    Sistema Único de Saúde (SUS) na periferia de São Paulo passam, a partir de
    agora, a contar com o suporte de um dos maiores centros oncológicos do mundo. 
    A
    parceria entre o Santa Marcelina Saúde e a TUCCA (Associação para Crianças e
    Adolescentes com Câncer) foi selecionada como a primeira da América Latina a
    integrar o SNF Global Pediatric Cancer Program, iniciativa do Memorial Sloan
    Kettering Cancer Center, nos Estados Unidos.

    A presidente do Santa Marcelina Saúde, irmã Rosane
    Ghedin, destaca o impacto da conquista:

    “Ser reconhecido por um centro como o MSK mostra que é
    possível entregar excelência internacional enquanto cuidamos, todos os dias, de
    quem mais precisa.”

    Na prática, a colaboração permite que casos complexos
    sejam discutidos diretamente com especialistas internacionais, além de garantir
    acesso a exames moleculares de alta precisão ainda indisponíveis no Brasil, um
    avanço significativo para pacientes da rede pública.

    A diretora-presidente, Rosane Ghedin, foi homenageada
    com a Medalha de Honra e Mérito “Walter Leser”, concedida pelo Governo de São
    Paulo, em reconhecimento aos serviços prestados ao SUS.


    Segundo o oncologista pediátrico Sidnei Epelman, a
    parceria tem impacto direto no tratamento:

    “Em casos complexos, discutir o paciente com
    especialistas do MSK pode mudar completamente a estratégia terapêutica. Não é
    uma teleconsulta genérica, é uma troca científica de altíssimo nível.”

    Um novo centro, muitas possibilidades

    O caminho até o tratamento de um câncer infantil
    raramente é simples. Ele passa por filas, incertezas, longas viagens e, muitas
    vezes, pelo peso silencioso de um diagnóstico que chega tarde demais. Na Zona
    Leste de São Paulo, porém, esse percurso começa a ganhar um novo significado.

    Ali, onde famílias atravessam a cidade em busca de
    cuidado, nasce agora uma conexão improvável: crianças atendidas pelo SUS passam
    a ter seus casos discutidos com especialistas do Memorial Sloan Kettering
    Cancer Center, referência mundial em oncologia.

    Mais do que uma parceria institucional, trata-se de uma
    travessia, da vulnerabilidade à excelência.

    Há quase três décadas, a TUCCA constrói, na prática, um
    modelo de cuidado que vai além da medicina. Em suas redes sociais, a
    organização se define de forma direta: “100% pela cura do câncer
    infantojuvenil”. Mais do que um slogan, é um posicionamento que se traduz em
    cada etapa do atendimento.

    O tratamento não é apenas técnico, é integral,
    gratuito e profundamente humano, envolvendo equipes multidisciplinares e apoio
    contínuo às famílias.

    Essa filosofia ganha agora uma nova dimensão com a
    integração ao programa global do MSK, tornando o Santa Marcelina Saúde | TUCCA
    o primeiro centro da América Latina a participar da iniciativa.

    Quando o mundo cabe dentro de uma decisão
    clínica

    Para o oncologista pediátrico Sidnei Epelman, o impacto
    da parceria é concreto e imediato.

    Casos complexos, antes limitados às possibilidades
    locais, passam a ser discutidos em nível internacional. Tumores raros, recaídas
    ou situações sem resposta aos tratamentos convencionais ganham novos olhares,
    novas hipóteses, novas chances.

    Não se trata de uma consulta remota, mas de uma troca
    entre especialistas que compartilham um mesmo objetivo: salvar vidas.

    E, junto com essa troca, chegam ferramentas que mudam o
    jogo: exames moleculares avançados capazes de revelar a biologia exata do tumor
    e orientar terapias mais precisas.

    Histórias que sustentam a ciência

    Quem acompanha o cotidiano da TUCCA percebe que os
    números, mais de 400 pacientes atendidos por ano, são apenas parte da história.

    Nos bastidores, há vídeos que mostram profissionais
    pelo nome, crianças em tratamento com sorrisos tímidos, famílias que encontram
    acolhimento onde antes havia medo. Há campanhas, eventos, mobilizações; tudo
    movido por um mesmo propósito: garantir continuidade de vida, em todas as fases
    do tratamento.

    Essa dimensão humana é o que sustenta a tecnologia.

    Com a integração ao programa internacional, São Paulo
    deixa de ser apenas um ponto de atendimento e passa a ocupar um lugar
    estratégico: o de hub latino-americano em oncologia pediátrica.

    Para Andrew Kung, o avanço está na troca:

    “Quando fortalecemos os profissionais locais e
    conectamos experiências, criamos resultados duradouros.”

    Na prática, isso significa formação contínua, acesso a
    discussões clínicas globais e desenvolvimento de pesquisas conjuntas, um ciclo
    que transforma não só o presente, mas o futuro da oncologia pediátrica na
    região.

    O desafio que ainda persiste

    Apesar dos avanços, há uma realidade que insiste em
    atravessar todas as histórias: o diagnóstico tardio.

    No Brasil, milhares de crianças ainda chegam aos
    centros especializados em estágios avançados da doença. E, como alerta Epelman,
    não basta diagnosticar cedo, é preciso garantir acesso rápido ao lugar certo.

    A equação da cura passa, inevitavelmente, pela
    equidade.

    “A cura já chegou, mas não para todos.”

    A frase ecoa como um lembrete e um chamado. Porque,
    enquanto a ciência avança, o desafio maior continua sendo fazer com que esse
    avanço alcance quem mais precisa.

    A parceria com o Memorial Sloan Kettering Cancer Center
    não resolve todos os problemas. Mas encurta distâncias, geográficas, sociais e
    científicas.

    E, para muitas crianças, isso pode significar algo
    simples e imenso ao mesmo tempo:

    a chance de continuar.









































































     

    Para apoiar ou saber mais: www.tucca.org.br 

    Santa Marcelina Saude

    Memorial Sloan Kettering




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