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Brasil,13/04/2026

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    Síndrome dos Ovários Policísticos ainda é cercada por mitos — e informação correta faz toda a diferença

    Com até 13% das mulheres afetadas, ginecologista Loreta Canivilo reforça que diagnóstico e acompanhamento são essenciais, inclusive para quem deseja engravidar


    Síndrome dos Ovários Policísticos ainda é cercada por mitos — e informação correta faz toda a diferença Gerada por IA

    A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é uma das alterações hormonais mais comuns entre mulheres em idade reprodutiva — e, ao mesmo tempo, uma das mais cercadas por desinformação. Apesar de afetar entre 10% e 13% das mulheres no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde, o desconhecimento sobre a condição ainda impacta diretamente o diagnóstico e o tratamento.

    De acordo com a ginecologista Loreta Canivilo, um dos principais mitos envolve a fertilidade. “Existe uma crença muito comum de que mulheres com SOP não podem engravidar, mas isso não é verdade. Elas podem, sim, engravidar com o acompanhamento adequado”, afirma.

    A síndrome é caracterizada por um desequilíbrio hormonal, especialmente pelo aumento dos andrógenos — hormônios tradicionalmente associados ao sexo masculino. Esse desajuste pode provocar uma série de sintomas, como irregularidade menstrual, ausência de ovulação, acne persistente, aumento de pelos no rosto e no corpo, queda de cabelo e ganho de peso.

    Outro ponto importante destacado pela especialista é que a SOP muitas vezes está associada à resistência à insulina, o que agrava o quadro hormonal e metabólico. “Essas alterações interferem diretamente na ovulação. Muitas mulheres não ovulam todos os meses ou ovulam de forma imprevisível, o que pode dificultar a gravidez, mas não impede”, explica Loreta.

    Além da dificuldade para engravidar, a falta de diagnóstico é um dos maiores desafios. Estima-se que até 70% das mulheres com SOP não saibam que têm a condição, o que reforça a importância da atenção aos sinais do corpo e da realização de consultas regulares.

    A médica também chama atenção para um comportamento de risco gerado justamente pelo mito da infertilidade. “Muitas mulheres acreditam que não podem engravidar e acabam negligenciando métodos contraceptivos. Isso é perigoso, porque a ovulação pode acontecer — e a gravidez também”, alerta.

    Apesar de não ter cura definitiva, a SOP tem tratamento e controle. O manejo inclui mudanças no estilo de vida, acompanhamento metabólico e, quando necessário, o uso de medicamentos que ajudam a regular o ciclo hormonal e estimular a ovulação.

    “O tratamento consiste em organizar essa ovulação, tornando o ciclo mais previsível e aumentando as chances de gravidez para quem deseja”, destaca a especialista.

    Mais do que um diagnóstico, a Síndrome dos Ovários Policísticos exige informação, acompanhamento e cuidado contínuo. Com orientação médica adequada, é possível controlar os sintomas, melhorar a qualidade de vida e, sim, realizar o sonho da maternidade.




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