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Brasil,20/03/2026

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    Pix avança nas empresas, mas cartão ainda domina: o que isso revela sobre gestão e estratégia financeira no Brasil

    Crescimento acelerado do Pix nas despesas corporativas indica mudança de comportamento, enquanto o cartão segue como pilar de controle e gestão nos negócios


    Pix avança nas empresas, mas cartão ainda domina: o que isso revela sobre gestão e estratégia financeira no Brasil Gerada por IA

    A forma como as empresas brasileiras lidam com dinheiro está passando por uma transformação silenciosa — e estratégica. O avanço do Pix nas despesas corporativas, que praticamente dobrou sua participação em 2025, revela muito mais do que uma simples mudança de meio de pagamento: aponta para uma nova mentalidade na gestão financeira dos negócios.

    De acordo com levantamento da Onfly, baseado em mais de 2 milhões de transações realizadas por mais de 1.200 empresas, o Pix saltou de cerca de 5% para 9% do volume de despesas corporativas entre janeiro e junho de 2025. O crescimento mensal médio de 41% reforça a velocidade dessa adoção. Ainda assim, o cartão corporativo continua dominante, concentrando aproximadamente 90% das transações.

    Esse cenário não representa uma substituição, mas sim uma complementaridade estratégica.

    Para o empreendedor, isso significa que o Pix está se consolidando como uma ferramenta de agilidade operacional — especialmente em atividades descentralizadas. Setores como transporte de carga e construção civil já apresentam maior adesão ao meio de pagamento instantâneo, com destaque para transações realizadas diretamente em campo, onde a rapidez é essencial.

    Por outro lado, o cartão corporativo segue insubstituível quando o assunto é controle financeiro, rastreabilidade e organização de despesas. Essa dualidade mostra que empresas mais eficientes são aquelas que conseguem integrar diferentes formas de pagamento dentro de uma estratégia clara de gestão.

    Outro dado relevante para o universo dos negócios está no comportamento de consumo corporativo. Postos de combustível e hotéis concentram 59% dos gastos com cartão, enquanto restaurantes lideram em volume de transações nas capitais, representando quase 38% do total. Isso evidencia o peso das operações externas e das viagens corporativas no dia a dia empresarial.

    Além disso, os dados mostram variações importantes entre cidades, indicando que o empreendedor precisa olhar para sua realidade local ao definir estratégias financeiras. Enquanto São Paulo concentra o maior volume de transações, outras capitais apresentam tickets médios mais altos, o que pode impactar diretamente no planejamento de custos.

    No cenário internacional, o comportamento é ainda mais digital: quase metade das transações ocorre com cartão virtual e mais da metade via e-commerce. Os gastos com marketing digital lideram, representando 28% das despesas — um sinal claro de que a presença online deixou de ser opcional e passou a ser investimento prioritário.

    Para quem empreende, a principal leitura é clara: não se trata de escolher entre Pix ou cartão, mas de entender como cada ferramenta pode impulsionar eficiência, controle e crescimento.

    Empresas que dominam seus meios de pagamento conseguem não apenas reduzir custos e ganhar agilidade, mas também tomar decisões mais inteligentes com base em dados. Em um ambiente de negócios cada vez mais dinâmico, essa capacidade pode ser o diferencial entre crescer ou ficar para trás.




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