Após ser adquirida pela Boali, Mana Poke aposta em shoppings para turbinar receita em R$ 40 milhões
Após cerca de sete anos operando somentem com lojas de rua, a rede Mana Poke, de comida havaiana, inaugurou neste ano sua primeira operação em shopping. Agora, a empresa aposta nos centros comerciais como parte central da estratégia de expansão para 2026. A expectativa é contar com 17 unidades em shoppings até o final do próximo ano e somar mais R$ 40 milhões ao faturamento anual a partir destas operações.
Segundo Guilherme Kuyumjian, sócio fundador do Mana Poke, a chegada da rede aos shoppings tem como objetivo fortalecer a imagem da marca e ampliar os pontos de contato com os consumidores. A projeção da empresa é levar o novo modelo de franquia a todas as capitais brasileiras. Já há negociações em andamento para novas unidades em São Paulo (SP), Campinas (SP) e Brasília (DF).
O modelo das lojas em shopping segue o mesmo padrão estético das unidades de rua, com cores, elementos e decoração inspirados no clima havaiano.
Um dos diferenciais do formato é o atendimento facilitado por totens interativos, que visam agilizar o processo de pedido.
Atualmente, o Mana Poke conta com 70 unidades em 13 estados e no Distrito Federal. Fundada em 2018 pelos amigos e sócios Filipe Moreno, Guilherme Kuyumjian e Gustavo Pavan, a marca foi adquirida pelo Grupo Boali em setembro deste ano. Os fundadores permanecem na gestão da empresa.
Gustavo Pavan, sócio do Mana Poke; Filipe Moreno, CEO e sócio-fundador do Mana Poke; Rodrigo Barros, CEO do Grupo Boali; e Guilherme Kuyumjian, sócio-fundador do Mana Poke
Divulgação
Para Kuyumjian, a entrada da marca no Grupo Boali apoia a rede no movimento de expansão em centros comerciais a partir dos 10 anos de know how da empresa. O sócio-fundador afirma que o grupo cumpre um papel essencial para apoiar a marca de comida havaiana no que ele considera o principal desafio da entrada em shoppings: o custo de operação.
“Desde muito cedo eu aprendi que o custo de ocupação de shopping era um denominador complicado e, na rua, há mais oportunidades de ir para espaços com custos de ocupação bem mais baixos.
Mas chega uma hora em que é preciso ampliar e os shoppings se tornam importantes”, diz Kuyumjian.
De acordo com Rodrigo Barros, CEO do Grupo Boali, a partir da aproximação com shoppings e com a atratividade das marcas da holding diante do público, o grupo vem consolidando estratégias para reduzir os custos de operação em centros comerciais. Segundo o executivo, até 2022 a Boali contava com um CTO (Custo Total de Operação) médio de 15%. Neste ano, a marca atingiu um CTO médio de menos de 10%.
“A gente percebeu que, no shopping, o importante é fazer uma boa negociação na entrada porque, se não, o negócio se torna pouco atrativo com o tempo, já que vai espremendo demais sua margem”, afirma Barros.
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De acordo com Kuyumjian, a expectativa para o Mana Poke é dobrar o tamanho da rede nos próximos dois anos e ter 80% das operações em shoppings.
Na avaliação do CEO do Grupo Boali, a expansão prevista para a rede também deve ser impulsionada por multifranqueados interessados nas duas marcas. “Esse ecossistema permite pegar bons franqueados da Boali, olhar para praças que ainda não têm Mana e dar a oportunidade de montarem essa operação”, diz Barros.
Atualmente, as duas marcas já apostam em multifranqueados: no Mana Poke, 70% da base de franqueados operam mais de uma loja; na Boali, 17 franqueados concentram 60 dos 136 contratos assinados.
Somando lojas de shopping e rua, a meta para 2026 é chegar a 110 unidades Mana Poke no Brasil. Ainda no próximo ano, a rede espera dar os primeiros passos rumo à internacionalização, com foco nos Estados Unidos e Europa. A empresa não abre o faturamento geral da rede, mas Kuyumjian afirma que a expectativa é crescer 30% neste ano.
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