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Brasil,03/04/2026

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    Ele abriu uma academia aos 21 anos e transformou em rede de R$ 40 milhões que tem até sinuca e fliperama

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    Ele abriu uma academia aos 21 anos e transformou em rede de R$ 40 milhões que tem até sinuca e fliperama


    Em um cenário onde o sonho e a ousadia convergem, Amin Ibrahim decidiu, aos 21 anos, desafiar o destino. Filho de uma família ligada ao ramo de cosméticos, o jovem escolheu trilhar um caminho próprio — o do fitness. Em julho de 2013, inaugurou a primeira unidade da Lifefit, em Nilópolis, na Baixada Fluminense. Hoje, tem uma rede com 21 unidades, entre próprias e franquias, que projeta fechar o ano com R$ 40 milhões em faturamento.
    “Eu sempre fui apaixonado por movimento, mas o que me movia mesmo era a vontade de construir algo que transformasse vidas”, lembra Ibrahim. A primeira unidade, de 840 m², nasceu com uma estrutura modesta e uma equipe pequena. O empreendedor investiu R$ 1 milhão no espaço, que conseguiu a partir de um empréstimo feito com o pai.
    Ibrahim e a esposa assumiam praticamente todas as funções: da recepção ao atendimento. “A gente vivia aquilo intensamente. O cliente chegava e era recebido por nós. Eu queria que cada pessoa se sentisse única”, conta.
    Mas o sonho enfrentaria seu primeiro grande teste em 2015. Com o país mergulhado em uma crise econômica e o avanço das redes low cost, como Smart Fit e Blue Fit, a Lifefit sentiu o impacto. “Foi um momento muito difícil. Ou a gente se reinventava, ou não sobreviveria”, diz. Ibrahim apostou alto. Contraiu um empréstimo, contratou uma consultoria, redesenhou processos e modernizou o espaço físico. Com a ajuda de um arquiteto, a Lifefit passou a incorporar o conceito de CrossTraining e adotou treinamentos e metodologias exclusivas. “Não era só uma reforma — era um renascimento”, afirma.
    O resultado veio rápido. Em apenas três meses, a unidade de Nilópolis registrou seu maior faturamento desde a abertura. O sucesso acendeu o plano de expansão.
    O nascimento de uma rede

    O modelo de franquias da Lifefit começou a ganhar corpo em 2018. “Eu sabia que o segredo do crescimento estava em padronizar processos e treinar pessoas. A marca só se sustenta se a experiência for a mesma em qualquer unidade”, afirma Ibrahim.
    A estratégia funcionou. Em menos de três anos surgiram seis novas unidades, impulsionadas por um sistema de gestão próprio. Para coordenar o crescimento, Ibrahim criou o CALFIT (Central de Assessoria Lifefit), em Jacarepaguá — uma estrutura que reúne salas de treinamento, coordenação operacional, financeira e administrativa, além de espaços destinados a acolhimento e alinhamento de equipes. “O CALFIT é o coração da rede. Lá a gente treina equipes, acompanha resultados e garante que tudo funcione com excelência”, resume.
    Hoje, cada unidade Lifefit costuma ocupar em torno de 1.000 m². Segundo o material institucional, o investimento inicial é de R$ 3,5 milhões, com capital de giro de R$ 100 mil e taxa de franquia de R$ 150 mil. A taxa de royalties é 7% e a taxa de publicidade 2%. O prazo de contrato padrão é de 5 anos, o prazo de retorno estimado é 30 meses.
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    De acordo com o empreendedor, a aposta da Lifefit foi clara desde cedo: não competir por preço, mas por experiência. “As academias low cost vieram com um ambiente frio: você chega, treina e vai embora. Eu enxerguei a necessidade de um lugar acolhedor”, diz Ibrahim. A Lifefit concentra as ofertas em três frentes: atendimento humano (recepção e acolhimento), infraestrutura arquitetônica e programas coletivos (a rede tem forte portfólio de aulas).
    Os elementos que formam essa “experiência sensorial” vão de pequenos mimos a estruturas pensadas para o dia a dia do aluno: shampoo e condicionador Skafe Cosméticos nos vestiários, espaço café em parceria com a Três Corações, Estação Game com fliperama, totó e sinuca, áreas de lounge, cadeiras de recovery (massagem), secadores de cabelo em todos os vestiários e até uma máquina de gelo na unidade da Zona Sul para manter suplementos e shakes gelados. Há também banheiros com cabines de troca individuais (antibox) para maior privacidade.
    Área de lazer da Lifefit, com mesas de sinuca e estação de games: proposta de integrar bem-estar e diversão ao treino.
    Divulgação / Lifefit
    Esses detalhes — que Ibrahim descreve como “pequenas decisões arquitetônicas e de serviço” — são parte do diferencial que a marca vende ao franqueado e ao cliente final. “A academia tem que estar bonita, instagramável; tem que ser acolhedora”, afirma.
    A expansão da Lifefit também passou por parcerias comerciais: além das marcas de cosméticos e café, a rede tem ativações com empresas de suplementos (monster/Rain) e firmou presença no Botafogo, montando estrutura no CT do clube para atletas e desenvolvimento da base, incluindo o futebol feminino. Essas conexões ajudam na visibilidade e no posicionamento da marca, sobretudo para o público de 20 a 40 anos, que Ibrahim identifica como seu maior público-alvo.
    A Lifefit começou a franquear para um círculo próximo — empresários e contatos do network de Ibrahim — e manteve critérios rigorosos de seleção. “Eu não quero franqueado que trate a Lifefit como plano B. Tem que ser alguém que queira operar como plano A”, diz. Muitos franqueados iniciais eram jovens empresários ou investidores com histórico no comércio e com capacidade de operar redes — exemplos citados por Ibrahim incluem empresários com portfólios já consolidados em outros segmentos.
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    O modelo de governança mistura unidades próprias e franqueadas: a estratégia ideal, segundo o empreendedor, é manter um equilíbrio (ele cita a meta histórica de 50%/50%). A franqueadora oferece assessoria estratégica, treinamento contínuo (calendário de alinhamentos a cada 3 e 6 meses no CALFIT) e suporte financeiro/administrativo — mas a execução operacional diária cabe ao franqueado.
    Um diferencial relevante é a política comercial com senhorios (locadores): Ibrahim afirma negociar pessoalmente os pontos e manter uma relação de parceria com proprietários de imóveis. Também afirma uma postura de risco compartilhado com franqueados: “Eu só cobro royaltie a partir do momento que a unidade dá lucro. Enquanto não der 1 real de lucro, eu não cobro royaltie de ninguém”, diz — uma condição fora do padrão que, segundo ele, facilita a abertura e o sucesso das unidades.
    A Lifefit opera atualmente 21 unidades inauguradas (incluindo a primeira unidade na Zona Sul — Botafogo) e administra ainda academias dentro de condomínios (esses não são contabilizados nas 21, pois são de uso exclusivo de moradores, mas contribuem para o reconhecimento da marca). Há 7 unidades em obras e negociações em andamento para novos pontos. A meta divulgada por Ibrahim é ambiciosa: 45 unidades até dezembro de 2026, com pelo menos 30 já em operação até lá. A meta estratégica de longo prazo inclui dominar o mercado fluminense antes de sair do estado — o objetivo declarado é chegar a 100 unidades no Rio de Janeiro antes de iniciar a expansão nacional.
    A rede faturou R$ 29 milhões de faturamento em 2024, projeta R$ 40 milhões em 2025 e estima chegar a R$ 72 milhões em 2026.
    “A persistência supera talento, sorte e qualquer obstáculo. Nem todo dia você vai acordar motivado — mas tem que levantar e fazer o que precisa ser feito”, diz Ibrahim. Esse, segundo ele, é o princípio que o trouxe de uma recepção onde ele e a esposa atendiam às 6h até uma central que coordena dezenas de unidades.
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