Morto de Fome: hamburgueria que viralizou com lanches em mini caixões vende 3,6 mil hambúrgueres ao mês

“Morto de fome”: era assim que a mãe de Matheus Bittencourt o chamava quando era criança. Quando a vontade de empreender chegou na fase adulta, ele decidiu nomear uma hamburgueria por delivery, inaugurada em 2020, em Gravataí (RS), com o apelido de infância. Em 2022, no entanto, acabou vendendo a marca para Felipe Fraga Santos, atual dono da Morto de Fome, que fatura cerca de R$ 150 mil ao mês.
Toda a marca é construída em volta do nome do negócio. Os lanches são servidos em mini caixões e nomeados também com trocadilhos — tem o combo Chorando de Fome e o Esfomiadinho. A criatividade chamou a atenção nas redes sociais. Uma publicação feita no X (antigo Twitter) alcançou mais de 700 mil visualizações. O usuário escreveu: “A HAMBURGUERIA SE CHAMA MORTOS DE FOME E A CAIXA É EM FORMATO DE CAIXÃO.”
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Em entrevista a PEGN, Santos conta que era cliente do estabelecimento. A vontade de empreender fez com que ele fizesse uma proposta para o dono em 2021, que foi negada. Um ano depois, no entanto, Bittencourt informou que encerraria o funcionamento e a venda se concretizou. “Gostei muito da ideia do caixãozinho e comecei a tocar o negócio em dezembro de 2022, em um momento em que o faturamento mensal era de R$ 35 mil”, conta.
Santos fez alguns ajustes de gestão para impulsionar as vendas. Ele passou a abrir a hamburgueria diariamente e funcionar entre 18h e 2h. Antes, o delivery fechava às segundas, e a lanchonete funcionava até as 23h. “A estratégia deu super certo, chegamos a abrir uma segunda unidade em Cachoeirinha (RS) e estamos pensando numa terceira em Porto Alegre (RS)”, diz.
Ele conta que os nomes dos lanches e o caixão continuam os mesmos. “Criamos um lanche vegano chamado Verde de Fome. Já o lanche Cagado de Fome, que tem nome inspirado em meme e vem com piscininha de cheddar”, conta.
As novas estratégias adotadas por Santos ao lado do nome criativo motivam o sucesso da hamburgueria que hoje fatura R$ 150 mil vende cerca de 3,6 mil hambúrgueres por mês nas duas unidades. A equipe também cresceu, saindo de sete para 20 colaboradores, incluindo motoboys. “O nome Morto de Fome atrai as pessoas, pois indica que vão receber um lanche grande, e os clientes são fidelizados pela qualidade”, aponta.
O viral não trouxe impacto direto para o negócio, pois se espalha para pessoas de outros estados – mas ele acredita que o nome pode chamar a atenção por si só quando chegar a Porto Alegre em 2026. “Vamos decidir se a gente vai abrir essa terceira ou se a gente vai fechar a de Cachoeirinha e levar os equipamentos para Porto Alegre, que é uma cidade maior”, conta. Segundo Santos, os clientes de Cachoeirinha continuariam a ser atendidos pela unidade de Gravataí, já que são cidades vizinhas.
“Acreditamos que no primeiro ano de funcionamento vamos alcançar 4 mil hambúrgueres vendidos apenas na unidade da capital”, diz. Depois, a ideia é continuar crescendo com novas unidades em Porto Alegre. “No futuro, conseguir um sócio e franquear”, completa.
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