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Brasil,11/05/2026

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    Visão em risco: diagnóstico precoce pode evitar milhões de casos de cegueira, alerta especialista

    Doenças como catarata, glaucoma e retinopatia diabética avançam silenciosamente e reforçam a importância do acompanhamento oftalmológico preventivo

    Dr. Leon Grupenmacher, médico coordenador da clínica de oftalmologia do Eco Medical Center.
    Visão em risco: diagnóstico precoce pode evitar milhões de casos de cegueira, alerta especialista Divulgação: Eco Medical Center

    Mais de 2,2 bilhões de pessoas convivem atualmente com algum tipo de deficiência visual no mundo. O dado, divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), chama atenção não apenas pelo volume de casos, mas principalmente por outro detalhe: cerca de 1 bilhão dessas ocorrências poderiam ter sido evitadas ou tratadas com acompanhamento adequado. No Brasil, aproximadamente 1,5 milhão de pessoas vivem com cegueira ou baixa visão, cenário que reforça a importância do diagnóstico precoce e do acesso à informação.

    Durante o Abril Marrom, campanha voltada à conscientização sobre a cegueira, especialistas voltam o olhar para doenças que, muitas vezes, evoluem de forma silenciosa e comprometem gradativamente a qualidade de vida dos pacientes.

    Para o oftalmologista Dr. Leon Grupenmacher, coordenador da clínica de oftalmologia do Eco Medical Center, ainda existe um grande desafio relacionado à prevenção. Segundo ele, muitas pessoas só procuram atendimento quando a perda visual já está avançada.

    “O Brasil ainda concentra muitos casos de cegueira evitável. A catarata segue como a principal causa, mesmo sendo uma condição tratável. Isso mostra como o diagnóstico tardio ainda é uma realidade”, afirma o médico.

    Entre as doenças mais frequentes está a catarata, responsável por afetar cerca de 94 milhões de pessoas no mundo. Associada principalmente ao envelhecimento, a condição provoca a perda da transparência do cristalino, causando visão embaçada, dificuldade para enxergar à noite e alterações nas cores.

    Dr. Leon explica que os sinais podem parecer discretos no início, mas passam a interferir diretamente na rotina. “O paciente começa a sentir dificuldade para dirigir, assistir televisão ou até perceber obstáculos simples no caminho. É uma perda gradual, mas que impacta profundamente o cotidiano”, destaca.

    Apesar do avanço da doença, o especialista reforça que a catarata possui tratamento eficaz. A cirurgia é considerada simples, rápida e indolor, com altas taxas de recuperação visual.

    Outra preocupação importante é o glaucoma, doença que afeta cerca de 7,7 milhões de pessoas no mundo e que pode causar perda irreversível da visão. Diferente da catarata, o glaucoma não apresenta sintomas evidentes nas fases iniciais.

    “O glaucoma vai comprometendo o nervo óptico lentamente. Quando o paciente percebe, parte da visão já foi perdida e não há como recuperar”, alerta Dr. Leon.

    Segundo o médico, a doença costuma atingir primeiro a visão periférica, dificultando situações comuns do dia a dia. Pequenos acidentes domésticos, dificuldade no trânsito e esbarrões frequentes podem ser sinais ignorados por muito tempo justamente porque a visão central permanece preservada.

    A retinopatia diabética também preocupa especialistas por atingir pessoas em idade produtiva e evoluir silenciosamente. Ligada diretamente ao diabetes, a doença pode ser controlada com acompanhamento regular e controle glicêmico adequado.

    Já entre os jovens, o ceratocone merece atenção crescente. A doença altera o formato da córnea e provoca distorções visuais importantes, especialmente durante a adolescência e início da vida adulta.

    “A visão começa a ficar deformada, a luminosidade incomoda mais e o foco diminui. Em muitos casos, o paciente não entende o que está acontecendo porque o problema evolui aos poucos”, explica Dr. Leon.

    O oftalmologista também alerta sobre o hábito frequente de coçar os olhos, que pode agravar quadros já existentes de ceratocone. Embora não seja a causa da doença, o atrito constante aumenta a pressão sobre a estrutura ocular e acelera a progressão.

    Para o especialista, a principal ferramenta contra a cegueira continua sendo a prevenção. Consultas regulares e exames oftalmológicos periódicos fazem diferença decisiva no sucesso dos tratamentos.

    “Quanto mais cedo a doença é identificada, maiores são as chances de preservar a visão e garantir qualidade de vida ao paciente. Em muitos casos, o tratamento precoce muda completamente o futuro daquela pessoa”, conclui Dr. Leon.




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