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Brasil,24/03/2026

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    Sinais silenciosos: quando a saúde emocional da equipe pede socorro

    Especialista Dr. Marco Aurélio Bussacarini alerta para os riscos psicossociais no ambiente corporativo e aponta três indícios que exigem atenção imediata das lideranças


    Sinais silenciosos: quando a saúde emocional da equipe pede socorro Gerada por IA


    A saúde mental no ambiente de trabalho deixou de ser um tema secundário para ocupar posição central nas estratégias corporativas. Mais do que uma questão individual, trata-se de um desafio coletivo que impacta diretamente a produtividade, o clima organizacional e a sustentabilidade das empresas.

    Dados recentes do Ministério Público do Trabalho (MPT) em conjunto com a Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil revelam a dimensão do problema: os benefícios por incapacidade temporária relacionados à saúde mental mais do que dobraram em apenas dois anos — saltando de 201 mil registros em 2022 para 472 mil em 2024, um aumento expressivo de 134%.

    Esse cenário se torna ainda mais relevante com a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que passa a exigir, a partir de maio de 2026, que empresas identifiquem e gerenciem riscos psicossociais de forma estruturada.

    Para o médico especialista em saúde ocupacional, Dr. Marco Aurélio Bussacarini, CEO da Aventus Ocupacional, esses riscos estão longe de serem invisíveis. Eles se manifestam de forma clara no dia a dia das equipes — ainda que, muitas vezes, passem despercebidos.

    “Os sinais aparecem no comportamento, na produtividade e nas relações interpessoais. Ignorá-los é comprometer não apenas a saúde das pessoas, mas o futuro da própria organização”, destaca.

    Os três sinais que não podem ser ignorados

    Segundo o especialista, há três alertas principais que indicam que algo não vai bem no ambiente corporativo:

    Queda repentina de produtividade

    Quando profissionais antes engajados passam a apresentar baixo rendimento sem justificativa aparente, o problema pode ir além de questões técnicas.

    Estafa emocional, sobrecarga e falta de reconhecimento estão entre os fatores que podem evoluir para quadros mais graves, como burnout e depressão.

    Conflitos frequentes entre colegas

    Ambientes tensionados, marcados por discussões constantes ou comunicação agressiva, refletem desgaste emocional coletivo. Pequenos conflitos recorrentes podem ser sintomas de um ambiente psicologicamente inseguro.

    Afastamentos e rotatividade elevados

    Pedidos de desligamento e afastamentos frequentes indicam um nível crítico de insatisfação e esgotamento. Além de afetar diretamente os resultados, esse cenário compromete a cultura organizacional e gera custos elevados para as empresas.

    Os dados reforçam essa realidade: entre os afastamentos relacionados ao trabalho, reações ao estresse lideram com 28,6% dos casos, seguidas por ansiedade (27,4%), episódios depressivos (25,1%) e depressão recorrente (8,46%).

    Um novo olhar para a gestão de pessoas

    Diante desse contexto, Dr. Bussacarini defende uma abordagem mais estratégica e humanizada na gestão das equipes. Para ele, prevenir riscos psicossociais é tão essencial quanto cuidar da segurança física no trabalho.

    Entre as principais práticas recomendadas estão:

    • Mapeamento contínuo dos riscos psicossociais
    • Capacitação de lideranças para uma gestão mais empática
    • Criação de canais de escuta ativa e apoio emocional
    • Monitoramento de indicadores como clima organizacional e absenteísmo

    Mais do que cumprir uma exigência legal, essas ações representam um investimento direto na performance e no bem-estar coletivo.

    “Cuidar da saúde mental no trabalho é garantir que as pessoas tenham condições reais de produzir, colaborar e se desenvolver com segurança”, reforça o especialista.

    Trajetória que une medicina e gestão

    Com formação em Medicina pela UNICAMP e especialização em Medicina Ocupacional pela USP, Dr. Marco Aurélio Bussacarini construiu uma carreira sólida que transita entre o setor público e privado. Sua atuação inclui experiências no Ministério da Saúde e liderança em projetos voltados à gestão hospitalar e cooperativas médicas.

    À frente da Aventus Ocupacional, empresa que fundou, ele tem se destacado por promover uma abordagem integrada entre saúde e segurança do trabalho, aliando tecnologia, inovação e atendimento humanizado.

    Com 25 anos de atuação, a Aventus é referência no segmento B2B de Saúde e Segurança do Trabalho (SST), atendendo diversos setores e investindo continuamente na digitalização de processos, incluindo plataformas de ensino a distância para capacitação corporativa.

    Em um cenário onde o esgotamento emocional se torna cada vez mais comum, a mensagem é clara: cuidar das pessoas não é apenas uma escolha — é uma necessidade estratégica.




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