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Brasil,14/03/2026

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    O Silêncio de Eva

    a história de Eva Nill


    O Silêncio de Eva

    Cataguases, localizada na Zona da Mata mineira, guarda um mistério: o silêncio de Eva.

    Pólo de cinema nas primeiras décadas do século XX, ali cresceu Eva Nill, nome artístico da egípcia Eva Comello, uma das atrizes mais requisitadas do cinema mudo. No auge de seus 21 anos, após grande sucesso, Eva decide abandonar a carreira de atriz, recusando todos os convites para a volta às telas, e retorna ao anonimato, dedicando-se ao estúdio fotográfico do pai, um italiano radicado na cidade, fugindo da Primeira Grande Guerra. Ali Eva morreu, desconhecida, em 1990, aos 81 anos de idade.


    Eva Nill


    A vida, a obra e o mistério de Eva são retratados no filme O Silêncio de Eva, que também resgata a memória cinematográfica mineira. Produzido e dirigido por Elza Cataldo, o filme é estrelado por Bárbara Luz, que atua com seus pais, Inês Peixoto e Eduardo Moreira. Elza e Inês também assinam o roteiro junto com Christiane Tassis. 




    As obras de Elza Cataldo são sempre de cunho histórico, revelando personagens femininas apagadas na história do país. Em Vinho de Rosas, por exemplo, premiado em festivais na Geórgia e em Maringá, ela conta a história de Joaquina, filha do inconfidente Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. Em As Órfãs da Rainha, premiado Toronto e Los Angeles, retrata a história de três irmãs portuguesas enviadas ao Brasil Colônia para se casarem e povoarem o Novo Mundo (disponível no Minas Play). No documentário Marianas, recém lançado e disponível na Globoplay, Elza mostra como cinco mulheres foram decisivas para salvar vidas no rompimento da barragem em Bento Rodrigues, em 2015. No recém finalizado, mas que ainda não estreou no Brasil, Maria, a Rainha Louca, a diretora dá protagonismo a Maria I, rainha de Portugal, mãe de Dom João VI, estigmatizada pela loucura e humanizada pelo olhar de Elza, que nos conduz à reflexão sobre o custo de ser mulher em um mundo dominado por homens. Em breve, lançará o documentário Quem Ama Não Mata: o ato, sobre o movimento feminista que teve início em agosto/1980 nas escadarias da Igreja São José, em Belo Horizonte, em protesto à onda de assassinatos de mulheres por seus parceiros, na época, tema ainda atual e necessário.


    Elza Cataldo


    É esse respeito e admiração por mulheres fortes e injustiçadas que permeia também O silêncio de Eva, que estreia em 26/03/2026, no Cine Belas Artes, ali coladinho na Praça da Liberdade.

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