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Brasil,04/04/2026

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    As maiores rodadas de investimento em startups em 2025

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    As maiores rodadas de investimento em startups em 2025


    Em 2025, os aportes em startups foram mais concentrados em menos rodadas, com crescimento do volume investido ao longo dos trimestres, e a presença marcante de estruturas como Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDCs) e instrumentos de dívida.
    Números da plataforma de dados Sling Hub mostram a crescente: no primeiro trimestre, as startups brasileiras captaram US$ 512 milhões, em 95 rodadas; no segundo, US$ 900 milhões, em 109 deals; e no terceiro, US$ 1,2 bilhão, em 130 rodadas. Os dados consideram captações por equity [participação societária] e dívida.
    Até novembro, outubro tinha sido o mês em que houve maior volume investido: o Brasil recebeu 69% do capital aportado na América Latina (US$ 1,1 bilhão), com mediana de US$ 2,8 milhões nas rodadas, a mais alta entre os países da região. Mais da metade do total investido veio de um FIDC de US$ 788 milhões, da fintech CloudWalk, unicórnio por trás da maquininha InfinitePay.
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    As startups do setor financeiro se destacam entre as maiores rodadas do ano. Das 10 rodadas que incluem equity e dívida, 7 tiveram fintechs como destino do capital. Restringindo para as rodadas em troca de equity, 30% são do setor financeiro.
    Para elaborar a lista dos maiores aportes do ano, PEGN usou dados da Sling Hub sobre investimentos entre janeiro e novembro de 2025. Neste ano, pelo alto volume de captações de FIDCs e instrumentos de dívida, trouxemos as informações em duas listas: uma restrita aos investimentos por equity e outra mais ampla, incluindo rodadas primárias de equity, FIDC e dívida. A conversão de dólar para real foi feita com a cotação no momento do fechamento da matéria (US$ 1=R$ 5,44).
    As 10 maiores rodadas por equity
    10. Enter
    Lawtech
    Série A (Founders Fund, Atlantico, ONEVC, Sequoia Capital)
    US$ 36,8M (R$ 200 milhões)
    A startup, fundada por Mateus Costa-Ribeiro, 25, nos Estados Unidos, utiliza inteligência artificial para otimizar a defesa de empresas em ações judiciais de consumidores. Entre os clientes estão Nubank, Vivo, Mercado Livre, Airbnb, Santander, iFood e Magalu. Com a rodada, a lawtech foi avaliada em US$ 350 milhões. O capital será destinado à expansão da carteira de clientes, contratação de funcionários e ampliação da tecnologia para novas áreas, como contencioso administrativo e direito trabalhista.
    9. A5X
    Fintech
    Série C (ABN AMRO, IMC Trading, Optiver, XTX Markets, Ideal CTVM, Jump Trading)
    US$ 37,6M (R$ 204 milhões)
    A A5X é uma bolsa brasileira de derivativos e futuros, em fase de estruturação. Segundo entrevista ao Valor Econômico, a fintech vai iniciar a fase de testes com o Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) entre o fim de 2025 e 2026, com previsão de entrar em operação entre o segundo e o terceiro trimestre do ano que vem. Os recursos da Série C terão duas finalidades: cerca de R$ 100 milhões vão compor o capital total exigido pelo Banco Central e os outros R$ 100 milhões se juntam ao caixa existente.
    8. Paytrack
    Traveltech
    Série B (Riverwood Capital)
    US$ 38,8M (R$ 211 milhões)
    A plataforma de gestão de despesas e viagens corporativas captou com o objetivo de expansão comercial, desenvolvimento de novos produtos e internacionalização da operação. A solução é usada por 7 mil empresas, incluindo JBS, WEG, Hypera Pharma e Sicredi. Os dados mais recentes, de 2024, indicam que a Paytrack gerenciou R$ 3 bilhões em despesas corporativas e cresceu 70% naquele ano.
    7. Onfly
    Traveltech
    Série B (Tidemark, Left Lane Capital, Endeavor, Cloud9 Capital)
    US$ 40 milhões (R$ 217 milhões)
    A startup de gestão de viagens corporativas, que atende 2 mil empresas (Vivara, PicPay, Hotmart e VTEX são algumas delas), vai direcionar o aporte para evoluir a plataforma e aplicar inteligência artificial, além de investir em marketing e internacionalização. A traveltech também mira M&As para alavancar o crescimento.
    6. Vammo
    Logtech
    Série B (Ecosystem Integrity Fund, Qualcomm Ventures, Construct Capital, Maniv Mobility, Monashees, 2150.vc, Endeavor)
    US$ 45 milhões (R$ 245 milhões)
    A startup de aluguel de motos elétricas, que atende principalmente entregadores por aplicativo, captou pelo terceiro ano consecutivo, após investimentos de US$ 30 milhões em 2023 e R$ 30 milhões em 2024. O capital será direcionado para expandir a fabricação e para a área de P&D no Brasil e na América Latina, com investimento em Manaus (AM) para a produção local de motos elétricas.
    5. MotoristaPX
    Logtech
    Série B (Bicycle Capital)
    US$ 46,5M (R$ 253 milhões)
    A plataforma, que conecta motoristas profissionais e ajudantes de carga às operações logísticas, vai direcionar o aporte para o fortalecimento tecnológico da solução e a redução das taxas operacionais. A startup já atende grandes frotas e está de olho na expansão internacional, com a primeira unidade nos Estados Unidos prevista para 2026.
    4. Solinftech
    Agritech
    Série D (YvY Capital)
    US$ 52,8M (R$ 287 milhões)
    Fundada em 2007, a startup de inteligência artificial e robótica para o agronegócio pretende acelerar sua expansão nacional e internacional. Com o capital, vai potencializar o desenvolvimento de soluções para produtores agrícolas aumentarem a eficiência e a produtividade no campo. Atualmente, já conta com unidades nos Estados Unidos, Colômbia, China e México.
    3. QI Tech
    Fintech
    Série B (General Atlantic e Across Capital)
    US$ 63M (R$ 343 milhões)
    O unicórnio de infraestrutura para serviços financeiros garantiu uma extensão de Série B para desenvolver soluções e ampliar o caixa para futuras aquisições. No passado, a QI Tech comprou as empresas Zaig (2021), Singulares e Builders Bank (ambas em 2023). A fintech tem mais de 400 clientes, incluindo 99, Shopee e QuintoAndar.
    2. Canopy
    Fintech
    Série não divulgada (Cloud9 Capital, Bessemer Venture Partners)
    US$ 100M (R$ 544 milhões)
    Voltada à consolidação de empresas de tecnologia B2B, a Canopy levantou capital para iniciar as operações no Brasil. A startup pretende adquirir negócios maduros de software, com atuação relevante em verticais como saúde, educação e finanças, assim como soluções horizontais de contabilidade e RH. O objetivo é oferecer um caminho de sucessão para os empreendedores.
    1. Starian
    Construtech
    Série não divulgada (General Atlantic)
    US$ 115,5M (R$ 629 milhões)
    A empresa foi lançada em junho, a partir do Grupo Softplan, como marca autônoma para reunir as operações voltadas ao setor privado, incluindo os produtos Sienge (Indústria da Construção), Projuris (Inteligência Legal), Checklist Fácil e Runrun.it (Eficiência Operacional). A Starian nasceu representando 54% da receita líquida do grupo, com o objetivo de construir ecossistemas especializados acelerados por inteligência artificial. Junto com o anúncio da chegada ao mercado, a startup divulgou a rodada de investimento.
    Veja também
    As 10 maiores rodadas (geral)
    10. Solinftech
    Agritech
    Série D (YvY Capital)
    US$ 52,8M (R$ 287 milhões)
    9. QI Tech
    Fintech
    Série B (General Atlantic e Across Capital)
    US$ 63M (R$ 343 milhões)
    8. Pravaler
    Fintech
    FIDC (não informado)
    US$ 84,5M (R$ 460 milhões)
    A fintech trabalha com antecipação de recebíveis para faculdades, com contratos de R$ 2 bilhões em crédito estudantil e R$ 500 milhões em financiamentos tradicionais. O FIDC será destinado para financiar 50 mil alunos, principalmente do curso de medicina, até agosto de 2026. Mensalmente, a startup repassa a fatia paga pelo estudante para as instituições de ensino – no modelo da Pravaler, o aluno paga 50% da mensalidade durante o curso e pode quitar o restante após a formatura, com taxa anual de juros de menos de 12%.
    7. Credix
    Fintech
    FIDC, BTG Pactual, Polígono Capital
    US$ 87,4M (R$ 476 milhões)
    A fintech estruturou o FIDC para potencializar a concessão de crédito para pequenos e médios negócios. A startup utiliza dados comportamentais a partir da integração ao processo de vendas das empresas e distribuidoras, sem depender de métodos de análise de crédito mais tradicionais.
    6. Canopy
    Fintech
    Série não divulgada (Cloud9 Capital, Bessemer Venture Partners)
    US$ 100M (R$ 544 milhões)
    5. Starian
    Construtech
    Série não divulgada (General Atlantic)
    US$ 115,5M (R$ 629 milhões)
    4. Creditas
    Fintech
    FIDC (não informado)
    US$ 143M (R$ 779 milhões)
    O unicórnio que oferece soluções de crédito com garantia estruturou o FIDC para as operações de financiamento de automóveis. A demanda, segundo a fintech, superou R$ 2,3 bilhões. Em dezembro, a empresa anunciou a captação de uma Série G de US$ 108 milhões – que não integra a lista por fugir do período de análise.
    3. Solfácil
    Energia
    FIDC (não informado)
    US$ 171,2M (R$ 933 milhões)
    Em uma nova ida ao mercado para captar, a energytech estruturou este FIDC para potencializar o financiamento da instalação de placas solares no Brasil. Na época da estruturação, em fevereiro, a startup previa a concessão do crédito para 50 mil clientes entre 6 e 9 meses. Posteriormente, a Solfácil captou mais R$ 1,2 bilhão em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), ao longo de 2025.
    2. Cloudwalk
    Fintech
    FIDC (Itaú BBA, Banco do Brasil, Safra, Bradesco, BTG Pactual)
    US$ 549M (R$ 2,9 bilhões)
    A plataforma de serviços financeiros para empreendedores bateu seus próprios recordes em 2025. O primeiro, em junho, quando estruturou esse FIDC para impulsionar a operação de antecipação de recebíveis de cartão de crédito da InfinitePay, maquininha utilizada por mais de 6 milhões de clientes no Brasil.
    1. Cloudwalk
    Fintech
    FIDC (Itaú BBA, Bradesco BBI, UBS BB, BTG Pactual, Santander, Safra, Banco BV)
    US$ 787,9M (R$ 4,2 bilhões)
    Meses depois, em outubro, a CloudWalk anunciou a conclusão de outro FIDC, desta vez no valor de R$ 4,2 bilhões – a maior operação da empresa. O objetivo era o mesmo da captação anterior: antecipar recebíveis do cartão de crédito.
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