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Brasil,06/04/2026

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    Assim Doce

    Conheça a receita do Salmão à Belle Meuniére.


    Conheça a receita do  Salmão à Belle Meuniére.

    Dos antigos moinhos às cozinhas contemporâneas, percorra a trajetória de um clássico que atravessou séculos: descubra sua história, suas curiosidades e o refinado passo a passo do prato que elevou a harmonia entre manteiga, limão e alcaparras à condição de ícone da gastronomia.

    Meunière, a la belle (fr.). À moda da mulher do moleiro. Nome dado, provavelmente, em referência a Marie Quinton (1854–1933), chamada La Belle Meunière, proprietária de restaurante na França.

    A origem do nome desse prato está associada à farinha de trigo. “Meunière” é a esposa do moleiro, que, no início do século XIX começou usar a farinha do moinho para garantir uma melhor consistência do pescado na frigideira.

    Sua origem remonta aos moinhos de trigo e à simplicidade engenhosa de quem soube transformar o essencial em memorável. “Meunière”, passou a utilizar a farinha recém moída para envolver o pescado, conferindo-lhe textura, leveza e uma crocância sutil ao toque da frigideira.

    Embora o linguado seja o protagonista clássico, a técnica abraça diferentes peixes com igual nobreza. O molho, por sua vez, é um capítulo à parte: manteiga ou azeite, alcaparras, cogumelos e, para os mais ousados, camarões e ervas que elevam a experiência sem jamais romper sua essência. 

    Esse é um dos preparos que me encantam!  Não pela ostentação, mas pela imponência silenciosa. É daqueles pratos que dispensam excessos, mas nunca passam despercebidos. Presente em mesas refinadas e, curiosamente, quase onipresente nos cardápios de hotéis, ele carrega uma sofisticação que reside justamente na simplicidade bem executada.

    Recordo um episódio que, à sua maneira, me marcou: servimos esse prato a um cliente exigente. O retorno veio em forma de elogio,  e de um pedido simples um pedaço de pão para limpar o prato.

    Para quem vive a cozinha, esse gesto diz tudo. É quando o sabor deixa de ser técnica e passa a ser memória  e cumpre, com discrição, seu papel mais nobre: tocar quem prova.

    Vamos ao preparo.


    Escolha um bom filé de salmão embora qualquer peixe de sua preferência possa ser utilizado. Considere cerca de 200g por pessoa. Certifique-se de que esteja limpo, sem escamas ou espinhos, e mantenha a pele, especialmente se for grelhar. Tempere apenas com sal, distribuído com parcimônia, e deixe repousar por ao menos 15 minutos.

    Enquanto isso, prepare o molho Belle Meunière.

    Para duas pessoas, utilize meia xícara de café de azeite (ou, se preferir, uma colher generosa de manteiga). Separe, em partes iguais (meia xícara de chá), alcaparras, cogumelos-de-paris fatiados e camarões pequenos, limpos. Opcionalmente, acrescente tomate picado na mesma proporção e uma colher de sobremesa rasa de cebola ralada e bem escorrida.

    O encontro final é breve, mas decisivo: disponha o molho sobre o peixe imediatamente antes de servir e finalize com um fio de azeite.

    Um último cuidado, que faz toda a diferença: para preservar a temperatura ideal sem comprometer o ponto do peixe, sugiro grelhar o salmão levemente mal passado, transferi-lo à travessa, cobrir com o molho e levá-lo ao forno por alguns instantes. Assim, o prato chega à mesa quente, mantendo a suculência que o torna inesquecível.

    Ecoando o pensamento de Leonardo da Vinci "a simplicidade é o último grau de sofisticação”. No Salmão à Belle Meunière, essa máxima ganha forma e sabor. Quando o simples se torna extraordinário, é aí que a cozinha alcança sua expressão mais alta.




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