Os 24 melhores restaurantes de Los Angeles em 2025

“A primeira responsabilidade de qualquer grande restaurante é mantê-lo dentro da bolha — o casulo cremoso de ilusão onde você esquece que o mundo existe por qualquer motivo além do seu prazer”, escreveu Jonathan Gold, o crítico gastronômico vencedor do Prêmio Pulitzer que dedicou sua carreira aos restaurantes de Los Angeles e às pessoas que os fazem funcionar. LA é lar de uma cena culinária fantástica — de antigos e românticos redutos de Hollywood a sushis divinos escondidos em galerias comerciais, sem falar nos inúmeros tacos perfeitos (se estiver de visita, o taco de camarão do Mariscos Jalisco pode estar fora de rota, mas vale cada quilômetro). Há muito mais a consumir do que apenas um suco verde — embora, aqui, até eles desçam surpreendentemente bem.
Los Angeles, onde os produtos são tão frescos e sedutores a ponto de arrancar lágrimas e a cultura das reservas é bem menos irritante do que a de Nova York, é uma cidade tão extensa quanto sua cena gastronômica. Nesta lista, estão lugares que atravessam a metrópole coberta de palmeiras — de restaurantes vanguardistas de alta gastronomia a clássicos que fazem qualquer um sorrir. Escrevê-la me deu muita fome.
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Antico Nuovo
Antico Nuovo
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O Antico Nuovo, de Chad Colby, localizado em uma galeria comercial na Beverly Boulevard, na divisa com Koreatown, serve a melhor massa de Los Angeles. Entre os destaques estão o foglie d’ulivo, massa em formato de folhas de oliveira servida com pombo assado e torresmos crocantes, e o plin dell’alta langa, delicados agnolotti recheados com bochecha de boi, pancetta e coelho, derretendo em um molho amanteigado com sálvia. De quase todas as mesas sai vapor da famosa focaccia recém-assada do restaurante, servida com acompanhamentos como ricota batida cremosa e anchovas em salsa verde; o pão aparece também em outros pratos, como o frango assado sobre croutons de focaccia e, de forma genial, no sorvete de focaccia. O Antico Nuovo também é um dos melhores lugares em LA para jantar sozinho — eles oferecem meias porções de massas, permitindo que o cliente prove mais de um prato.
The Apple Pan
The Apple Pan
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O The Apple Pan, com sua charmosa fachada retrô, balcão em formato de U revestido de fórmica e cozinheiros usando chapéus de papel, é um verdadeiro tesouro de Los Angeles. Aberto desde 1947, o tradicional diner de West LA é famoso pelo hickory burger, com molho barbecue adocicado e defumado, e por suas tortas (a de banana com creme é a minha favorita). Mas os frequentadores fiéis sabem que um dos melhores pedidos do Apple Pan é o tuna melt — tecnicamente fora do cardápio —, capaz de converter até os maiores inimigos do picles doce.
A Tí
A Tí
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O A Tí começou como um pop-up em Echo Park no início deste ano e, felizmente, decidiu ficar. O chef Andrew Ponce, segunda geração de mexicano-americanos nascido e criado em LA, celebra sua herança em cada prato. Os tacos de batata-doce e al pastor são imperdíveis, assim como o rico mole de pato crocante, adoçado com tâmaras e equilibrado por uma cremosa lime crema cítrica. A tostada de atum com lemon aioli e salsa negra é tão boa que você pode querer pedi-la novamente como sobremesa. O ambiente tem bar completo (raro em uma cidade onde se valoriza saúde e se dirige muito), iluminação baixa, equipe acolhedora — e um hard-shell taco de carne que é uma verdadeira reinvenção. Um restaurante de bairro perfeito.
Azizam
O Azizam é um restaurante informal em Silver Lake que serve o que seus donos chamam de “comida iraniana caseira”, evocando memórias da infância. E é tão deliciosa, acolhedora e rica em camadas de sabor que desperta nostalgia até em quem nunca viveu aquelas lembranças. O pão barbari, macio e coberto de sementes, é mergulhado em iogurte de vegetais sazonais; o pescoço de cordeiro é cozido até se desfazer ao toque do garfo; e o ash-e-jo — uma sopa de cevada, feijões e grãos mistos com soro fermentado, óleo de hortelã e cebola frita — faz você se sentir completamente cuidado. Há também doces lindos, como o pão de leite com açafrão e o Napoleon folhado do dia. É um prazer ver o rosto das pessoas provando o Azizam pela primeira vez.
Baby Bistro
Baby Bistro
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O Baby Bistro abriu este ano em um pequeno complexo na divisa entre Echo Park e Chinatown (também lar do Perilla, um ótimo ponto de almoço com releituras de banchan coreanos). O restaurante, do chef Miles Thompson, já está cercado de elogios merecidos. O cardápio tem seis pratos, que mudam conforme as estações, e o ideal é pedir todos para compartilhar. Clássicos como o pão de cebola caramelizada se revezam com criações como mackerel grelhado no carvão servido com tangerinas verdes, barriga de porco com pistache e labneh, ou surf clams japonesas com melão da Weiser Farms. Instalado em uma antiga casa Craftsman, o espaço é acolhedor — perfeito para um jantar demorado a dois.
Baroo
O Baroo é um restaurante coreano moderno no Arts District, com foco em fermentação. O chef Kwang Uh abriu a primeira versão do restaurante em 2015, em Hollywood, servindo tigelas de grãos e massas elaboradas a preços acessíveis por três anos. Em 2024, ele e sua esposa, Mina Park, inauguraram um novo Baroo, oferecendo um menu degustação sofisticado, porém descontraído. “As apresentações são tão belas e ordenadas quanto um jardim de topiária, frequentemente adornadas com lascas finíssimas para textura — mas apenas o paladar pode decifrar as profundezas invisíveis”, escreveu o crítico Bill Addison, do LA Times. Há imensa arte por trás de cada prato, mas a experiência permanece leve e prazerosa, sem rigidez.
Bistro Na’s
Bistro Na’s
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O Vale de San Gabriel — ou SGV — é um reduto de imigrantes asiáticos no condado de Los Angeles, repleto de comida espetacular (este guia é um ótimo ponto de partida). Ainda assim, o Bistro Na’s se destaca — é o restaurante favorito do seu chef favorito. Aberto em 2016, foi o primeiro nos EUA a servir culinária imperial chinesa. Os pratos são apresentados de forma majestosa, digna da realeza: imperdíveis são o camarão crocante salteado no wok, a salada de pele de tofu com pimenta e ervas e o Peking duck — o melhor de LA. O salão, com painéis de madeira entalhada sob lanternas vermelhas brilhantes, transporta completamente o visitante para fora dos subúrbios californianos.
Bub and Grandma’s
Bub and Grandma’s
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Padarias e restaurantes por toda LA servem o pão da Bub and Grandma’s, e seu restaurante em Glassell Park, no nordeste da cidade, rapidamente virou ponto fixo da cena local (eles acabaram de abrir uma nova pizzaria em Highland Park). Os sanduíches, aparentemente simples — como o de atum ou o de peito bovino com maçã —, são carregados de sabor. E as massas doces, especialmente os donuts, são imbatíveis.
Café 2001
Café 2001
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O Café 2001 é um café-bistrô curioso e encantador no Arts District, com pratos criativos de inspiração japonesa servidos ao longo do dia. O espaço arejado, de dois andares e fachada grafitada, é meu lugar favorito para almoçar — tem a tranquilidade de um kissaten de Tóquio e pratos leves, sofisticados e satisfatórios. Há um suculento sanduíche de pork katsu; um prato de truta defumada com ovos, pequenos bolinhos fritos de batata (latke) e geleia de huckleberry; e uma torta de limão brûlée que estala ao toque da colher. Eu comeria lá todos os dias.
Café Telegrama / Étra
Nos últimos anos, a Western Avenue, em Melrose Hill, passou a ser ladeada por galerias. E quem as visita costuma parar no Café Telegrama, um espaço claro e agradável conhecido por suas panquecas famosas e saladas crocantes e refrescantes. O café divide administração e endereço com o Étra, um restaurante italiano de luz baixa e atmosfera elegante, revestido em belos painéis de madeira. Peça as chicórias e o campanelle alla vodka picante, e dê uma boa olhada na carta de vinhos de mínima intervenção.
Camélia
Camélia
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O Camélia é um bistrô no Arts District onde ingredientes japoneses são integrados à culinária francesa — pense em pãezinhos Parker House de gergelim preto servidos com ikura ao lado, um pot pie de abalone com uma crosta enorme e amanteigada, ou loup de mer grelhado com sálvia e ponzu. O restaurante foi inaugurado em 2024 pelo casal Charles Namba e Courtney Kaplan, os mesmos por trás dos sempre deliciosos Ototo e Tsubaki, em Echo Park. A cheesecake de milho é realmente espetacular.
Damian
Damian
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O renomado chef Enrique Olvera — do Pujol, na Cidade do México, e do Cosme, em Nova York — abriu o Damian em outubro de 2020, não exatamente o momento mais favorável para restaurantes. Mas o Damian é tão absurdamente bom que simplesmente não poderia deixar de prosperar. O restaurante de alta gastronomia mexicana, localizado no Arts District, serve pratos impecavelmente apresentados em um espaço interno e externo (com teto retrátil), incorporando produtos californianos a preparos clássicos do México. Não deixe de provar a tlayuda e o aguachile.
Firstborn
O chef Anthony Wang é o primeiro de sua família a nascer nos Estados Unidos — daí o nome do restaurante. A maioria de seus pratos inventivos e viciantes é igualmente pessoal: o mapo tofu tartare foi inspirado nos dias em que ele trabalhava em cozinhas industriais, pedindo o prato e comendo-o frio no dia seguinte; o frango frito Chongqing remete à infância na Geórgia; e os blocos de repolho assado prestam homenagem à culinária de sua mãe. Wang diz que sua comida é nostálgica, mas ela parece totalmente voltada para o futuro. O Firstborn abriu este ano na Mandarin Plaza, em Chinatown — vizinho de lojas como James Veloria e Eckhaus Latta — e o espaço é lindamente decorado, com azulejos verde-jade e murais florais. Os banheiros também têm iluminação perfeita.
Found Oyster
Found Oyster
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A poucos metros do colossal centro da Cientologia (um dos pontos mais irônicos de LA para selfies) fica o Found Oyster, um charmoso e sempre lotado restaurante de frutos do mar inspirado nas clam shacks da costa leste. Peça uma taça de vinho natural gelado e qualquer item do menu cru (ou melhor ainda, uma travessa), além da tostada de vieira com toque adocicado de maçã e o lobster bisque roll, cremoso e irresistível.
Holbox
Holbox
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O Holbox, uma barraca de mariscos dentro do Mercado La Paloma, aparece no topo de todas as listas dos melhores restaurantes de LA — e com razão. Há fila, mas não se preocupe: ela anda rápido. Numa cidade obcecada por filas (às pessoas que esperam do lado de fora daquele café em West Hollywood, eu humildemente pergunto: por quê?), esta é a única que realmente vale a pena — e anda depressa mesmo assim. Eu sonho com a tostada de uni (ouriço-do-mar), o aguachile de camarão e o taco de kanpachi defumado com óleo de pimenta e amendoim. É daquelas experiências “corra, não ande”.
Horses
O Horses é um ponto histórico de Hollywood revitalizado, com martínis potentes, salões lindos (a sala dos fundos exibe pinturas neoclássicas bem-humoradas de Kacper Abolik) e comida saborosa e reconfortante. O ambiente é animado, divertido e lembra mais um restaurante de Nova York ou Londres do que de LA. O cardápio é uma sequência de acertos: todas as saladas valem o pedido, o hambúrguer é um dos melhores da cidade, e adoro o lavash de salmão defumado e a galinha-d’angola com panzanella, servida em um jus pontuado por groselhas.Os bartenders são excelentes, servindo martínis geladíssimos e outros coquetéis notáveis (meu favorito é o Horses’ Buck, com vodca, goiaba e pimenta-da-jamaica). O Horses funciona tanto para uma noite de festa quanto para curar a ressaca — o brunch de domingo traz pratos inteligentes e reconfortantes, como oatmeal brûlée e boudin blanc com purê de maçã e ovo frito.
Jitlada
Há uma infinidade de restaurantes tailandeses incríveis em LA, dentro e fora de Thai Town (Miya, em Altadena, sobreviveu aos incêndios e vale a visita). Mas o Jitlada é um queridinho desde os anos 1970. O restaurante colorido oferece um vasto menu de cozinha tailandesa do sul, vibrante e cheia de ervas — é difícil errar, mas não perca a salada crocante de morning glory (espinafre-d’água), as amêijoas no caldo de capim-limão e o crying tiger beef (carne grelhada com pimenta). Depois do jantar, vale passar na Bhan Kanom Thai para a sobremesa (os aventureiros podem seguir a caminhada até o lendário go-go bar Jumbo’s Clown Room).
Musso & Frank
Musso & Frank
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O Musso & Frank, localizado bem no meio da Calçada da Fama, é o restaurante mais antigo de Hollywood — um ícone com garçons de casaca vermelha, famosos por preparar martínis como ninguém. Desde 1919, o local já recebeu nomes como Charlie Chaplin, Harrison Ford, Dorothy Parker e Marilyn Monroe. A comida — ostras, bifes, espaguete — é sólida, mas quase secundária. Tanto turistas quanto moradores vão lá pelo prazer de absorver o clima e a história.
Mori Nozomi
O Mori Nozomi é um tranquilo balcão de sushi com apenas oito lugares, em Sawtelle, West LA. O ambiente — madeira clara, arranjos florais de ikebana, cerâmicas japonesas feitas à mão — transmite serenidade, e o omakase de 26 etapas se destaca mesmo em meio à saturada cena de sushi de Los Angeles. A chef Mori é famosa por comandar uma equipe inteiramente feminina — uma raridade no ainda masculino mundo do sushi —, mas seus pratos delicadamente compostos impressionariam independentemente de quem os servisse.
RVR
RVR
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Localizado na Abbot Kinney, em Venice, o RVR é um izakaya californiano do chef Travis Lett, criador dos cultuados Gjusta e Gjelina. Aqui, os vegetais são as estrelas — os picles da casa são obrigatórios — e não há erros possíveis entre os pratos principais, como o gyoza de costela suína finíssima e o espeto de almôndega de pato com mostarda picante. Aberto no ano passado, o RVR continua sendo, merecidamente, uma das reservas mais disputadas da cidade. Espere ver celebridades e chapéus de feltro de aba larga.
Rustic Canyon
Quase 20 anos após sua abertura em Santa Mônica, o Rustic Canyon ainda define o padrão da culinária californiana farm-to-table em Los Angeles. O foco é o preparo lento e sazonal, celebrando ingredientes encontrados no mercado de produtores de Santa Mônica (os agricultores são mencionados no cardápio). Pratos como halibut selvagem com pimentas Jimmy Nardello ou espaguete com abóbora e espinafre são reconfortantes e nutritivos, mas nunca previsíveis. O lema do restaurante — “simples não é fácil” — está presente em cada detalhe.
Somerville
Rustic Canyon
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O Somerville é um supper club no sul de LA, na região de View Park–Windsor Hills, onde uma banda de jazz ao vivo se apresenta quase todas as noites. Co-propriedade de Issa Rae, o restaurante é um lugar especial, onde a comida caseira ganha elegância: sliders de frango frito vêm cobertos com caviar, e a lasanha rica é equilibrada por folhas amargas de collard greens. Você se arruma para ir ao Somerville — e, em uma cidade cheia de roupas esportivas, isso por si só já vale o ingresso.
Sushi Gen
Nenhum guia gastronômico de LA estaria completo sem o Sushi Gen. Localizado em uma galeria comercial em Little Tokyo, o restaurante serve há décadas sushi de alta qualidade sem custar uma fortuna (o almoço executivo é um verdadeiro presente). Provavelmente foi ele que deu início à epidemia de ótimos restaurantes de sushi em galerias comerciais por toda a cidade. Pode ser que haja espera — mas, com um peixe tão bom assim, você vai querer esperar.
Soban
A densamente povoada Koreatown de LA abriga inúmeros restaurantes notáveis (outros favoritos incluem o defumado Soot Bull Jip para churrasco, o tranquilo Western Doma Noodles para macarrão frio com kimchi e o animado Dan Sung Sa para noites regadas a cerveja no estacionamento). O Soban ficou famoso por ter sido o local onde Bong Joon Ho e seu elenco comemoraram o Oscar de Melhor Filme por Parasita — e é fácil entender por que o diretor é fã do lugar. As especialidades incluem galbi jim, costelas curtas de boi cozidas com legumes e tâmaras secas, e o caranguejo cru marinado no shoyu (o cérebro é a melhor parte).
Nota: Este texto não reflete, necessariamente, a opinião da Vogue Brasil.
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