Desenvolvimento de lideranças: o que as empresas precisam repensar para 2027
Arquivo: Canva Com as empresas iniciando o planejamento de metas, orçamento e prioridades para 2027, a formação de lideranças volta ao centro das discussões nas áreas de Recursos Humanos. O desafio, porém, vai além de oferecer mais treinamentos. A questão é identificar quais líderes precisam ser preparados, quais competências precisam ser desenvolvidas e quais resultados a organização espera alcançar.
O Barômetro Internacional Cegos 2026 ajuda a dimensionar esse cenário. Embora 91% das lideranças de RH considerem o desenvolvimento de competências estratégico, 41% dos profissionais afirmam que os treinamentos chegam tarde demais para atender às suas necessidades. O levantamento foi realizado com 5.524 colaboradores e 498 diretores e gerentes de RH ou treinamento em 11 países.
A discussão reforça a importância de aproximar os programas de desenvolvimento das necessidades reais das empresas. Antes de definir conteúdos ou formatos, indicadores como turnover, clima organizacional, sucessão, performance e disponibilidade de profissionais preparados para posições críticas podem ajudar a identificar onde estão as principais lacunas.
Esse cuidado é especialmente importante na preparação de novos gestores. Muitos profissionais constroem carreiras técnicas consistentes e assumem posições de liderança sem terem passado por uma preparação específica para gerir pessoas. A nova função exige competências diferentes, como dar feedback, conduzir conversas difíceis, desenvolver talentos e formar novos líderes.
Outro ponto destacado é que ensinar uma ferramenta e promover mudanças de comportamento exigem processos diferentes. Enquanto determinados conhecimentos podem ser transmitidos em poucas horas, transformar a maneira como um gestor conduz pessoas, reage a conflitos ou toma decisões exige experiências mais longas, práticas e conectadas ao contexto da organização.
Por isso, programas de desenvolvimento podem combinar diferentes formatos, como encontros presenciais e online, mentorias, projetos práticos, squads e momentos de acompanhamento. A proposta é evitar que o desenvolvimento termine quando o participante retorna à rotina e criar condições para que o aprendizado seja aplicado no dia a dia.
A inteligência artificial também aparece como uma das competências que devem influenciar o planejamento das organizações nos próximos anos. Segundo o levantamento, 68% das lideranças de RH apontam a IA e a automação como as principais transformações que afetarão as competências das organizações nos próximos dois anos. No entanto, o tema precisa estar conectado à estratégia, aos processos e às prioridades de cada empresa, e não apenas ser incluído nos programas por estar em evidência.
Aqui, faço uma conexão com uma lição do Trade Marketing: planejamento sem acompanhamento não garante resultado. No varejo, uma estratégia precisa ser acompanhada na execução e avaliada a partir dos seus resultados. No desenvolvimento de pessoas, a lógica é semelhante. É necessário acompanhar se o conhecimento adquirido está sendo aplicado e se os indicadores que motivaram o investimento estão apresentando evolução.
Para 2027, talvez a pergunta mais importante não seja apenas “qual treinamento vamos oferecer?”, mas “quais competências precisam ser desenvolvidas para que a organização alcance os resultados que pretende?”
A formação de lideranças deixa de ser apenas uma agenda de cursos quando parte de problemas reais, considera o contexto da empresa e estabelece, desde o início, quais mudanças e resultados se espera alcançar. Afinal, como destaca a discussão apresentada no release, não se trata de fazer por fazer, mas de entender onde a organização quer chegar e o que o desenvolvimento precisa entregar para ajudar nesse caminho.
Sobre a Crescimentum
Fundada em 2003, a Crescimentum é uma consultoria de educação corporativa especializada em Gestão e Liderança, Cultura Organizacional, Coaching & Mentoring, Inovação, Vendas & Atendimento. A empresa desenvolve soluções voltadas à transformação de pessoas e organizações e integra o Cegos Group , referência global em treinamento e desenvolvimento, presente em mais de 50 países.
E se compreender os desafios da liderança também passa por entender os comportamentos que levamos para o trabalho, vale aprofundar essa reflexão. Clique aqui e leia a matéria “Quando a infância chega ao trabalho: 5 sinais de que o passado influencia sua carreira” e descubra como experiências antigas podem continuar influenciando escolhas, relações e comportamentos profissionais.




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