Seja bem-vindo
Brasil,17/04/2026

    • A +
    • A -

    Ricardo Santos aponta como o mercado ilegal pressiona a economia formal no Brasil

    Especialista analisa os efeitos da informalidade e defende equilíbrio regulatório como chave para competitividade


    Ricardo Santos aponta como o mercado ilegal pressiona a economia formal no Brasil Divulgação

    O avanço do mercado ilegal no Brasil deixou de ser um fenômeno periférico e passou a ocupar um papel central na dinâmica econômica do país. Estimativas recentes indicam que a chamada economia subterrânea já representa uma fatia significativa do Produto Interno Bruto (PIB), evidenciando um cenário em que atividades fora da legalidade coexistem — e competem diretamente — com empresas formais.

    Para Ricardo Santos, esse crescimento não ocorre por acaso. Segundo ele, o próprio ambiente regulatório brasileiro, marcado por alta complexidade e custos elevados, acaba favorecendo a expansão de operações informais.

    Na avaliação do especialista, quanto mais difícil e caro é cumprir todas as exigências legais, maior tende a ser o espaço ocupado por agentes que operam fora das regras. “Existe um efeito indireto: quando a formalidade se torna pesada demais, parte do mercado busca caminhos paralelos para se manter competitiva”, explica.

    Esse movimento é perceptível principalmente em setores de grande circulação financeira e rápida adaptação tecnológica, como apostas digitais, eletrônicos e combustíveis. Mesmo com avanços recentes na regulamentação, a presença de empresas não autorizadas continua relevante, criando um ambiente de disputa desigual.

    Ricardo destaca que a formalização, embora essencial para garantir segurança jurídica e arrecadação, precisa ser acompanhada de eficiência. Caso contrário, corre o risco de afastar tanto empresas quanto consumidores. “Se o ambiente regulado não consegue oferecer equilíbrio entre custo, acesso e experiência, o usuário tende a migrar para alternativas mais simples, ainda que irregulares”, afirma.

    O impacto econômico dessa dinâmica é amplo. Empresas que atuam dentro da legalidade enfrentam uma série de obrigações — tributárias, operacionais e fiscais — que aumentam seus custos. Já os concorrentes informais, livres dessas exigências, conseguem operar com maior flexibilidade e preços mais agressivos.

    Essa diferença, segundo o especialista, gera distorções importantes na concorrência. “Não se trata apenas de disputar mercado, mas de competir em condições desiguais. Isso afeta diretamente a sustentabilidade das empresas formais”, pontua.

    Além da pressão sobre as margens de lucro, o crescimento da informalidade também reduz a arrecadação pública e compromete investimentos em diversos setores. Em ambientes digitais, o desafio se intensifica: plataformas operando fora do país dificultam a fiscalização e ampliam a sensação de impunidade.

    Outro ponto de atenção está no consumidor. Sem regulamentação, não há garantias de segurança, transparência ou suporte em caso de falhas. Ainda assim, muitos usuários não percebem essa diferença ao acessar determinados serviços. “Existe uma falsa sensação de normalidade, mas sem qualquer proteção real”, alerta Ricardo.

    Diante desse cenário, o especialista defende que o caminho não está apenas no aumento da fiscalização, mas na construção de um modelo regulatório mais equilibrado. Para ele, regras claras, menos burocracia e maior eficiência operacional são fundamentais para reduzir a informalidade.

    “Regular é necessário, mas precisa fazer sentido na prática. Quando a norma não dialoga com a realidade, ela deixa de organizar o mercado e passa a estimular desvios”, analisa.

    Estratégia e adaptação como diferenciais

    Para empresas que atuam dentro da legalidade, o desafio é transformar limitações em estratégia. Ricardo Santos ressalta que a competitividade, nesse contexto, depende menos de preço e mais de inteligência operacional.

    Entre os caminhos possíveis, ele destaca a importância de compreender profundamente as exigências regulatórias, investir em tecnologia para reduzir custos e reforçar a credibilidade junto ao consumidor. Monitorar tendências de mercado e contar com apoio especializado também são medidas que ajudam a manter a sustentabilidade do negócio.

    “Empresas que entendem o ambiente em que estão inseridas conseguem operar com mais eficiência e transformar obrigações em vantagem competitiva”, afirma.

    O crescimento do mercado ilegal no Brasil reforça a necessidade de repensar o equilíbrio entre controle e desenvolvimento econômico. Para Ricardo, o futuro da competitividade no país dependerá diretamente da capacidade de alinhar regulação, inovação e acesso.




    COMENTÁRIOS

    Buscar

    Alterar Local

    Anuncie Aqui

    Escolha abaixo onde deseja anunciar.

    Efetue o Login

    Recuperar Senha

    Baixe o Nosso Aplicativo!

    Tenha todas as novidades na palma da sua mão.