Cabernet Sauvignon e Merlot: por que os brasileiros preferem estas uvas?
Entre intensidade e suavidade, os rótulos mais amados do país revelam como o paladar brasileiro se conecta com vinhos versáteis e fáceis de harmonizar
Gerada por IA O vinho deixou de ser um item restrito a ocasiões especiais para ganhar espaço no cotidiano dos brasileiros. Em um cenário de maior acesso, informação e curiosidade, cresce também a busca por rótulos que entreguem qualidade, personalidade e, principalmente, uma experiência descomplicada à mesa. E é nesse contexto que algumas uvas se destacam como verdadeiras favoritas nacionais.
Entre as tintas, dois nomes lideram essa preferência: Cabernet Sauvignon e Merlot. Cada uma com seu estilo, mas ambas com algo em comum — a capacidade de agradar diferentes paladares e se adaptar perfeitamente à gastronomia brasileira.
A força das tintas na mesa brasileira
A Cabernet Sauvignon é frequentemente chamada de “rainha das uvas tintas” — e não é por acaso. Com estrutura marcante, taninos firmes e aromas que remetem a frutas negras, como cassis e ameixa, ela conquista principalmente quem aprecia vinhos mais intensos. No Brasil, sua popularidade se conecta diretamente com um dos maiores símbolos da nossa cultura gastronômica: o churrasco. Carnes grelhadas, cortes mais gordurosos e sabores defumados encontram nela a parceria ideal.
Já a Merlot segue um caminho diferente, mas igualmente bem-sucedido. Mais macia, com taninos suaves e perfil frutado, ela costuma ser a porta de entrada para quem está começando no universo dos vinhos. Sua versatilidade permite harmonizações que vão de massas e risotos até pratos do dia a dia, tornando-a uma escolha segura e democrática.
O papel do Chile e a democratização do vinho
Outro fator importante para o sucesso dessas uvas no Brasil é a forte presença de rótulos chilenos no mercado. Com excelente custo-benefício, os vinhos do Chile ajudam a aproximar o consumidor desse universo, oferecendo qualidade acessível e estilos fáceis de compreender.
Além da Cabernet Sauvignon e da Merlot, a Carménère — considerada emblemática do país — também conquistou espaço entre os brasileiros. Seu perfil aromático, com notas de frutas maduras, especiarias e um leve toque vegetal, entrega personalidade sem perder a suavidade.
Entre os brancos, a Sauvignon Blanc vem ganhando destaque. Leve, refrescante e com acidez vibrante, ela combina perfeitamente com o clima tropical e ocasiões mais descontraídas, como encontros ao ar livre e refeições leves.
Terroir e vinificação: o que muda na taça
Muito além da uva, cada vinho carrega a influência do lugar onde foi produzido — o chamado terroir — e das escolhas feitas durante sua elaboração.
Uma Cabernet Sauvignon cultivada em clima quente tende a resultar em vinhos mais encorpados e alcoólicos. Já em regiões frias e de altitude, a mesma uva pode apresentar maior elegância, acidez mais viva e aromas mais sutis.
O processo de vinificação também faz toda a diferença. Fermentações em tanques de aço inox preservam frescor e aromas naturais, enquanto o envelhecimento em barricas de carvalho adiciona complexidade, trazendo notas de baunilha, café e toques tostados. É como um “tempero” que transforma a experiência sensorial do vinho.
Como harmonizar com a gastronomia do dia a dia
A popularidade dessas uvas também está diretamente ligada à facilidade de harmonização:
Cabernet Sauvignon: carnes vermelhas, churrasco, pratos mais intensos e gordurosos
Merlot: massas, risotos, carnes leves e até pizzas
Carménère: pratos temperados, carnes assadas e culinária com especiarias
Sauvignon Blanc: saladas, frutos do mar, petiscos e pratos leves
Mais do que regras rígidas, o segredo está no equilíbrio — e na liberdade de experimentar.
O mercado e a expansão do vinho no Brasil
O crescimento do consumo de vinho no país também está diretamente ligado à atuação de grandes players que vêm tornando o produto cada vez mais acessível.
O Grupo Wine é hoje o grupo número 1 de vinhos no Brasil e ocupa o primeiro lugar no ranking de importação. A companhia é formada por marcas que atuam em diferentes frentes do mercado: a Wine, reconhecida como o maior clube de assinatura de vinhos do mundo; a Cantu Grupo Wine, que representa mais de 40 produtores premiados internacionalmente; e a Bodegas Grupo Wine, com foco na inovação na distribuição por meio de uma plataforma online B2B.
Com a atuação integrada da Cantu e da Bodegas, o grupo garante presença em todo o mercado regional de varejo, tanto no off-trade — como supermercados, hortifrutis e mercearias — quanto no on-trade, que inclui bares, restaurantes, hotéis e casas noturnas. A missão é clara: tornar o vinho um produto cada vez mais disponível para o consumidor brasileiro.
Em reconhecimento ao seu crescimento, a empresa passou a integrar, em 2023, o ranking Valor 1.000, que reúne as maiores empresas do Brasil. Já em 2024, deu mais um passo estratégico ao lançar a vinícola Entre Dois Mundos, em parceria com a Miolo, com distribuição exclusiva pela Cantu Grupo Wine.
Um brinde à simplicidade
O crescimento do consumo de vinho no Brasil mostra que a bebida está cada vez mais conectada à vida real: encontros, refeições simples e momentos de prazer cotidiano. Cabernet Sauvignon e Merlot seguem liderando essa jornada justamente por traduzirem, com clareza, o que o consumidor busca hoje — sabor, versatilidade e uma experiência acessível.
No fim das contas, escolher um bom vinho não precisa ser complicado. Às vezes, tudo começa com uma taça, uma boa companhia e a vontade de descobrir novos sabores.




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