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Brasil,02/04/2026

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    Ginecomastia não é gordura: o erro comum que atrasa o diagnóstico masculino

    Especialista alerta para a importância de diferenciar gordura de tecido glandular e destaca impactos físicos e emocionais da condição


    Ginecomastia não é gordura: o erro comum que atrasa o diagnóstico masculino Gerada por IA

    O aumento das mamas em homens ainda é cercado por desinformação e tabu — e é justamente essa combinação que tem atrasado diagnósticos importantes. Muitas vezes confundida com excesso de gordura, a ginecomastia é, na verdade, uma condição médica caracterizada pelo crescimento do tecido glandular mamário. E entender essa diferença pode mudar completamente o caminho do tratamento.

    Quem chama atenção para o tema é o cirurgião plástico Dr. Pedro Westphalen, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, que tem acompanhado de perto o impacto da falta de informação na vida dos pacientes.

    “É muito comum que o homem acredite estar lidando apenas com gordura localizada no tórax. Ele emagrece, treina, muda hábitos — e o volume continua ali. Isso acontece porque, na ginecomastia verdadeira, estamos falando de glândula, não de gordura”, explica o especialista.


    Gordura ou glândula? Entenda a diferença

    Um dos principais desafios no diagnóstico é justamente distinguir os tipos de aumento mamário masculino. De forma geral, existem três quadros:

    • Pseudoginecomastia: quando há apenas acúmulo de gordura, geralmente associado ao sobrepeso

    • Ginecomastia verdadeira: crescimento do tecido glandular, que pode estar ligado a alterações hormonais, uso de medicamentos, anabolizantes, álcool ou doenças metabólicas

    • Ginecomastia mista: combinação entre gordura e glândula

    Segundo o Dr. Pedro, o diagnóstico correto depende de avaliação clínica e, em muitos casos, exames como ultrassonografia e investigação hormonal.

    “Sem esse cuidado, o paciente insiste em estratégias que não resolvem o problema. Isso gera frustração e impacta diretamente a autoestima”, destaca.


    O peso do atraso no diagnóstico

    A demora em procurar ajuda especializada vai além da estética. Muitos homens convivem por anos com desconfortos emocionais e limitações no dia a dia.

    Entre as consequências mais comuns estão:

    • Evitar situações sociais como praia, piscina ou academia

    • Uso constante de roupas largas ou faixas compressivas improvisadas

    • Queda da autoestima e insegurança com o próprio corpo

    Além disso, casos não tratados podem evoluir para um tecido mais fibroso, o que torna a cirurgia mais complexa.

    “Quanto antes o paciente entende o diagnóstico, mais simples tende a ser o tratamento. Informação, nesse caso, é libertadora”, reforça o médico.


    Quando a cirurgia é indicada

    A cirurgia costuma ser recomendada quando:

    • O aumento persiste após a puberdade

    • Não há regressão espontânea

    • Existe desconforto físico ou emocional

    • A causa hormonal já foi estabilizada

    O procedimento pode envolver a retirada da glândula por uma pequena incisão na região da aréola e/ou lipoaspiração, podendo ser associada a tecnologias modernas para retração da pele, como o uso do equipamento Ignite Quantum.

    A escolha da técnica varia conforme o tipo de ginecomastia, o grau do aumento e a qualidade da pele.


    Pós-operatório e resultados

    De acordo com o Dr. Pedro Westphalen, o pós-operatório costuma ser bem tolerado quando realizado por especialista qualificado.

    “É uma cirurgia com alto índice de satisfação, desde que haja indicação correta e alinhamento realista das expectativas”, afirma.


    Mais comum do que se imagina

    Embora, na maioria dos casos, seja uma condição benigna, todo aumento mamário masculino deve ser investigado. Em situações raras, pode estar associado ao câncer de mama masculino.

    Dados da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS) mostram que a cirurgia de correção de ginecomastia está entre os procedimentos mais realizados em homens no mundo, com crescimento constante nos últimos anos — especialmente após a pandemia.

    No Brasil, essa tendência acompanha o cenário global, consolidando o país como uma das principais referências em cirurgia plástica.


    Quebrar o silêncio também faz parte do tratamento

    Mais do que uma questão estética, a ginecomastia envolve saúde, autoestima e qualidade de vida. E, segundo o Dr. Pedro, falar sobre o tema é um passo essencial.

    “O homem ainda busca menos assistência médica preventiva. Quando mostramos que a ginecomastia é comum, tratável e tem solução, ajudamos a encurtar o caminho até o diagnóstico correto.”




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