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Brasil,12/05/2026

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    Glória Barcelos

    Mulheres na Constelação

    a vida pede movimento, coragem e cura

    Arquivo Pessoal
    Mulheres na Constelação Por trás de muitos conflitos existem lealdades invisíveis, padrões herdados e dores que atravessam gerações. Porém, também existe um enorme potencial de transformação.

    Há momentos na vida em que a alma pede movimento. Pede liberdade, coragem e verdade. E, muitas vezes, esse movimento começa quando uma mulher decide olhar para a própria história sem fugir dela.Se eu pudesse deixar uma mensagem para cada mulher que lê esta coluna, diria: permita-se conhecer a sua origem, honrar a sua trajetória e ocupar o seu lugar no sistema familiar, como filha,mãe, irmã, esposa ou simplesmente como mulher. É desse lugar interno de pertencimento que nascem a força, a prosperidade, a paz na alma e, consequentemente, os relacionamentos mais saudáveis.

    A Constelação Familiar continua me ensinando que a transformação verdadeira começa dentro de nós. E, quando algo se reorganiza internamente, naturalmente pede expansão. Foi justamente esse movimento que me levou a integrar o projeto Série Mulheres, da Editora Leader, em São Paulo, como coautora do livro Mulheres na Constelação.

    A obra reúne histórias reais de mulheres que transformaram dor em consciência, medo em força e experiências difíceis em crescimento. Cada capítulo traz relatos profundos de superação, pertencimento e reconciliação com a própria história. São mulheres que decidiram assumir o protagonismo da própria vida e compreenderam que amadurecer também significa integrar feridas, reconhecer limites e ressignificar vivências.

    Na visão sistêmica desenvolvida por Bert Hellinger, pertencimento é uma das principais leis que sustentam os sistemas familiares. Todos têm direito a um lugar. Quando rejeitamos nossas origens, negamos partes importantes de nós mesmos. A reconciliação com a própria história não significa concordar com tudo o que aconteceu, mas reconhecer que a nossa força também vem de quem veio antes. Pertencemos à nossa mãe, ao nosso pai, aos avós, aos irmãos e à ancestralidade que abriu caminhos para que estivéssemos aqui.

    Muitas vezes, passamos anos lutando contra dores, ausências, rejeições e conflitos familiares sem perceber que essa resistência nos afasta da própria potência. A Constelação Familiar propõe exatamente o contrário: olhar para a história com mais consciência e menos julgamento. Integrar a dor, a vergonha, os silêncios e os aprendizados para seguir adiante com mais leveza. Afinal, ninguém constrói um futuro sólido enquanto permanece em guerra com o próprio passado.

    Outro aprendizado importante é compreender que escrever sobre si também pode ser um ato de cura. Ao acompanhar os relatos presentes no livro, percebi algo em comum entre todas aquelas mulheres: a coragem de sustentar movimentos internos profundos em busca de identidade, verdade e reposicionamento emocional. Por trás de muitos conflitos existem lealdades invisíveis, padrões herdados e dores que atravessam gerações. Porém, também existe um enorme potencial de transformação. Muitas vezes, é justamente a partir do trauma que nasce a força para reconstruir a vida com mais consciência e propósito. Por isso, deixo aqui um convite: priorize o autoconhecimento, a terapia e o cuidado emocional.

    Não desista de si mesma. Escreva a sua história, ainda que apenas para você. Reconheça sua trajetória, honre seus passos e crie caminhos possíveis para realizar os seus sonhos. Quando uma mulher se reconcilia com sua essência, toda a sua ancestralidade encontra paz através dela.




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