Bárbara Luíza
Da superação à passarela: a história de uma modelo que transformou dor em força
Quando a vida muda de direção: a jornada de uma mulher que descobriu na moda um novo propósito
Colunista | @barbaraluizaoficialEntre desafios pessoais, perdas e limitações de saúde, ela encontrou na carreira de modelo um caminho de superação, representatividade e recomeço.
Durante muitos anos, pessoas ligadas a agências de modelos me procuravam com convites e propostas. Isso já acontece há cerca de dez anos, mas, naquele período, eu nunca dei muita atenção. Minha vida estava voltada para outra realidade muito mais urgente: minha filha era muito doente e precisava estar constantemente no CTI. Eu praticamente vivia essa rotina semanalmente e não tinha tempo para pensar em qualquer outra coisa.
Além disso, sempre pensei que, por ter uma doença crônica — artrite reumatoide —, eu jamais poderia seguir carreira como modelo. Parecia algo distante da minha realidade.
Até que um dia recebi uma mensagem no Facebook de Álvaro Mack, diretor da revista Mulher Elegante, do Rio de Janeiro. Ele insistia muito para que eu participasse de uma edição da revista. No início, recusei. Não acreditava que aquilo fosse realmente para mim. Mas, com muita insistência, acabei aceitando o convite.
Em 2019, participei de duas edições da revista Mulher Elegante. Na segunda edição tive a honra de aparecer ao lado de Helô Pinheiro, eternizada como a Garota de Ipanema. Álvaro sempre dizia que eu tinha um perfil elegante e que foi exatamente por isso que fui escolhida.
Depois dessa experiência, outras oportunidades começaram a surgir, principalmente através do Instagram. Fui convidada para posar para o fotógrafo Vagner Carvalho, conhecido por seus trabalhos com celebridades e por fotografar participantes do BBB. Gaúcho, ele tem seu estúdio em Porto Alegre e também acreditava muito no meu potencial, dizendo que eu tinha um perfil excelente para o mercado.
Logo em seguida, fui selecionada pessoalmente por Dilson Stein, em Contagem, para fazer parte de um grupo de 20 mulheres. Durante uma live que reuniu quase mil pessoas, ele comentou que precisaria escolher 10 modelos entre todas as participantes. Naquele momento pensei comigo mesma: “Eu não vou conseguir.”
Mas, na manhã seguinte, recebi uma mensagem do próprio Dilson Stein, me parabenizando. Ele havia me selecionado para participar de um desfile em São Paulo. Foi uma surpresa enorme — eu nunca imaginei que seria escolhida.
A partir daí, comecei a ser procurada por diversas agências de modelos pelo Instagram. Algumas delas passaram a me agenciar, e hoje estou representada por seis agências.
Também fui agenciada pela Forbes, em São Paulo, e pela Krystal Brasil, na Bahia, onde participei de uma revista lançada em Salvador. Recebi ainda o convite para participar de um desfile do Atelier Babi Ramos da Miss Brasil Unificado Versões Lady, Bárbara Luíza. Foi através desse encontro que comecei a abrir ainda mais espaço em Belo Horizonte, onde hoje estou bastante presente no meio da moda.
Nesse caminho, também tive a oportunidade de conhecer pessoalmente Nilton Mattos, instrutor de passarela do Curso de Modelo e Manequim, adquirindo novos aprendizados. Realizei também um editorial com Sara Santos Recria e tenho planos de viajar em breve para Santa Catarina e Rio Grande do Sul para novos trabalhos. Além disso, fui selecionada pela marca Fórum, no Paraná.
Essa é um pouco da minha história.
No meio de tudo isso, descobri algo muito importante: ser modelo também é ser inclusiva. Esse foi, sem dúvida, o maior aprendizado que a moda me trouxe.
Na minha vida pessoal, tenho 48 anos, sou mãe e avó. Trabalhava como coordenadora escolar e professora, além de ter cursado enfermagem na faculdade. Também sou confeiteira por hobby. Hoje, sigo mergulhando cada vez mais no universo da moda.
Carrego também uma dor muito grande: perdi minha filha, Rebecca Eufrazio, que também era modelo. Tudo o que faço hoje é por ela. É uma forma de continuar sonhando e realizando aquilo que também faria feliz. Meu filho Isaac, que amo muito, me deu dois netinhos que são uma grande alegria na minha vida.
Sou uma pessoa persistente. Quando quero algo, não descanso até conseguir. Sou batalhadora e não desisto fácil, mesmo com minhas limitações. Sempre gostei de ajudar o próximo e, ao longo da vida, enfrentei muitas adversidades — situações que talvez muitas pessoas não conseguiriam suportar.
Mas eu acredito que Deus sempre esteve comigo. Tudo o que vivi foram aprendizados.
Hoje atuo como modelo fotográfica, publicitária e fashion.
Sou nascida e criada em Belo Horizonte, e atualmente resido em Betim, Minas Gerais.
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Instagram: @karla_eufrazio
Provador para o ATELIER BABI RAMOS
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