Camila Sol
De falar muito a ser ouvido
por que a oratória virou a habilidade mais disputada entre líderes e profissionais
Em um mercado cada vez mais acelerado e competitivo, saber se comunicar deixou de ser um diferencial e passou a ser requisito básico para quem deseja liderar, fechar negócios e fortalecer sua imagem profissional. Um estudo divulgado em junho de 2025 pela Amcham Brasil aponta que 58% dos CEOs e gestores consideram a comunicação assertiva decisiva para o sucesso nas empresas. No entanto, apenas 18% afirmam dominar essa competência com excelência.
Os números revelam um paradoxo: todos reconhecem a importância da comunicação, mas poucos se sentem realmente preparados para exercê-la com segurança e impacto.
Para a treinadora comportamental Hélida Tavares, o principal desafio não está na falta de conteúdo, e sim na forma como ele é transmitido. Segundo ela, existe uma diferença clara entre falar e se comunicar. Falar é emitir palavras. Comunicar é fazer a mensagem chegar com clareza, gerar entendimento e manter a atenção de quem escuta.
Essa percepção tem impulsionado a busca por treinamentos de oratória e comunicação estratégica, especialmente em um cenário em que reuniões virtuais, gravações de vídeo e posicionamento digital se tornaram parte da rotina profissional. Mais do que aprender técnicas de fala, os participantes trabalham postura, intenção, presença e construção de autoridade.
A chamada “oratória com propósito” se apresenta como ferramenta de transformação prática. Entre os benefícios mais apontados estão o aumento da clareza e objetividade, o fortalecimento da credibilidade, a redução do medo de exposição, a melhora no desempenho diante das câmeras e o desenvolvimento do poder de influência.
Hoje, sexta-feira (20), e amanhã, sábado (21), uma nova turma com 35 participantes inicia o treinamento voltado à prática intensiva. A próxima edição já está confirmada para os dias 27 e 28 de março, com encontros na sexta-feira, das 18h às 22h, e no sábado, das 8h30 às 12h.
Em tempos de excesso de informação, destacar-se não depende apenas do que se sabe, mas de como se diz. No fim das contas, quem aprende a transformar discurso em conexão amplia oportunidades e constrói relevância de forma consistente.




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