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Brasil,05/04/2026

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    O livro que Bill Gates recomenda para aumentar a confiança em si mesmo

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    O livro que Bill Gates recomenda para aumentar a confiança em si mesmo

    Bill Gates recomenda muitos livros todos os anos, entre biografias inspiradoras, histórias de ficção que o surpreenderam, livros sobre ciência, história e até fantasia — e todos eles fizeram diferença em sua vida, podendo fazê-lo também na vida de qualquer pessoa.
    É em seu blog, GatesNotes, onde Gates faz suas recomendações, compartilhando uma pequena análise de cada livro, as coisas que aprendeu enquanto lia e, inclusive, a maneira como certas histórias mudaram sua visão de mundo e lhe ensinaram coisas importantes, que ele depois adotou em sua vida e transformou em elementos-chave que lhe permitem manter o sucesso e continuar crescendo.
    E não, talvez ele não tenha um clube do livro, como muitas celebridades têm atualmente, mas suas recomendações ganharam o mundo, especialmente porque compartilha obras que não buscam apenas entreter, mas também nos oferecer algumas lições de vida.
    Entre suas recomendações, Bill Gates compartilhou um livro que “contém valiosas lições sobre liderança e como encontrar força na vulnerabilidade”, e que fala sobre a importância de permanecermos fiéis a nós mesmos, de confiarmos em nossos instintos e de lutarmos pelo que queremos.
    Qual livro Bill Gates recomenda para aumentar a confiança em si mesmo?
    O livro em questão se chama "Personal History" ("Uma História Pessoal", em português) e foi escrito por Katherine Graham, a mulher interpretada por Meryl Streep no filme "The Post", que conta a história de como Graham levou o jornal The Washington Post a liderar uma batalha entre a imprensa e o governo, enquanto ela e seu editor trabalhavam juntos para publicar uma história que mudaria o país para sempre.
    A história na qual ela e sua equipe estavam trabalhando era a do caso Watergate, em que teve de enfrentar Nixon e a Casa Branca para revelar o que se tornaria um dos maiores escândalos da história dos Estados Unidos.
    No livro, Katherine Graham, que foi a primeira mulher a chefiar um jornal, escreve sobre esse caso e sobre o que significou enfrentá-lo, liderando uma equipe de editores e jornalistas que precisaram trabalhar juntos e enfrentar milhares de obstáculos para conseguir publicar sua história.
    Em seu blog, Gates escreveu que conheceu Graham em uma festa em 1991, depois que Warren Buffett os apresentou, e que, desde então, ela se tornou uma amiga próxima e uma grande inspiração para ele.
    Além disso, a história de Graham é interessante e inspiradora, pois, originalmente, seu pai, dono do Washington Post, havia colocado o marido dela no comando do jornal, já que, por ser mulher, seu papel era o de ser uma boa esposa e mãe — não o de empresária ou líder de um dos jornais mais importantes do mundo.
    Mas Phil, o marido de Graham, sofria de transtorno bipolar e começou a ter episódios de saúde mental que eventualmente o levaram ao suicídio. Segundo Gates, foi Graham quem encontrou o corpo e, em meio ao luto, teve de enfrentar a enorme tarefa de se tornar a nova presidente da empresa — em um momento em que ninguém teria considerado colocar uma mulher em uma posição tão importante.
    "Uma História Pessoal", livro escrito por Katherine Graham
    Reprodução
    Graham enfrentou a rejeição de muitos colegas que não queriam ter uma mulher como chefe ou líder, mas ela decidiu confiar em si mesma e fazer tudo o que fosse possível para demonstrar que era a pessoa certa para o cargo — e que poderia levar o jornal muito longe, transformando suas fraquezas em forças.
    “Sua história é um poderoso lembrete de que líderes fortes nem sempre se apresentam como esperamos. O que Kay via como fraquezas acabou se tornando suas forças. Como ela não conhecia muito sobre redação quando assumiu o cargo em 1963, fez muitas perguntas. Um editor com mais experiência poderia ter chegado ao posto com ideias preconcebidas sobre como comandar as coisas, mas Kay ouviu seus novos colegas e levou tempo para aprender como eles trabalhavam. Essa confiança em sua equipe renderia frutos anos depois, durante o escândalo de Watergate”, escreveu Gates.
    Assim, não é apenas um livro que fala sobre confiança em si mesmo, mas também sobre a importância da integridade, de estar aberto a aprender, de confiar nas pessoas certas e de lutar pelo que se deseja.




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