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Brasil,02/03/2026

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    Arte, memória e celebração: o pontilhismo em óleo sobre tela do artista ouro-pretano Marcelo Cássio

    Foto/Divulgação
    Arte, memória e celebração: o pontilhismo em óleo sobre tela do artista ouro-pretano Marcelo Cássio Bloco Zé Pereira dos Lacaios e a Bandalheira Folclórica desfilando em frente ao histórico Museu Casa dos Contos, em Ouro Preto.

    Na cidade histórica de Ouro Preto,
    onde a arte dialoga permanentemente com a arquitetura colonial e a memória coletiva, o artista plástico Marcelo Cássio desenvolve uma narrativa visual marcada pela cor, pelo movimento e pela identidade cultural mineira.

    Sua produção em óleo sobre tela, construída a partir da técnica do pontilhismo, transforma cenas populares em experiências sensoriais vibrantes, nas quais tradição e contemporaneidade
    convivem de forma harmoniosa.

    A técnica como linguagem

    O pontilhismo, historicamente associado à pintura europeia do final do século XIX, baseia-se na aplicação de pequenos pontos de cor que, observados à distância, formam imagens completas e
    luminosas. Marcelo Cássio revisita essa técnica clássica sob uma estética brasileira, utilizando o óleo para criar textura, relevo e profundidade cromática.

    Distanciando-se do rigor acadêmico tradicional, o artista incorpora pinceladas densas e expressivas, aproximando o método de uma pintura quase tátil. O resultado é uma superfície viva, em que cada ponto assume função narrativa, reunindo cor, emoção e memória.

    Cultura popular em movimento

    Na obra apresentada, a atmosfera festiva ocupa o centro da composição. Bandas musicais, personagens tradicionais e bonecos gigantes percorrem as ladeiras históricas sob uma profusão de confetes e cores. A cena dialoga diretamente com as manifestações culturais e  carnavalescas presentes no cotidiano ouro-pretano.

    Mais do que registrar um acontecimento, Marcelo Cássio traduz o sentimento coletivo da celebração,
    transformando a multidão em protagonista. O olhar do espectador percorre a tela como quem acompanha um cortejo, descobrindo novos detalhes a cada observação.

    Entre memória e identidade

    A escolha pelo óleo sobre tela reforça a permanência da imagem, funcionando como um verdadeiro arquivo afetivo da cidade. O pontilhismo, nesse contexto, ultrapassa a dimensão técnica e assume caráter simbólico, no qual múltiplos pontos individuais se unem para formar uma identidade comum.

    A produção de Marcelo Cássio reafirma o papel da arte como guardiã da cultura local e evidencia que, em Ouro Preto, a tradição permanece viva, continuamente reinventada pelo olhar sensível do artista.

     

























     




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