Adri Fernandes e o compromisso com um jornalismo que transforma
Na linha editorial da Revista Salto, ética, responsabilidade e sensibilidade não são apenas conceitos — são práticas diárias. À frente da direção de jornalismo, Adri Fernandes conduz o trabalho editorial com um olhar plural, construído a partir de uma trajetória que atravessa o Direito, o jornalismo, a moda e a atuação. Diferentes caminhos que, juntos, fortalecem uma comunicação mais humana, consciente e transformadora.
Para Adri, o jornalismo exercido na Salto carrega uma responsabilidade ainda maior por se tratar de uma plataforma independente. “Não há assunto proibido, mas a ética e o respeito estão acima de tudo”, afirma. Esse compromisso se traduz em um cuidado rigoroso que começa na escolha dos profissionais e se estende por todas as etapas do processo editorial — da pauta ao texto final. A premissa é clara: oferecer informação imparcial, verdadeira e confiável, permitindo que o leitor construa sua própria opinião a partir de fontes seguras.
Manter esses valores em um cenário acelerado e, muitas vezes, superficial, exige coerência e estrutura. Adri explica que sua ética não nasce de um ideal abstrato, mas da necessidade de padrões bem definidos. Diagnosticada com autismo nível 1 de suporte, ela compartilha que regras, processos e organização são fundamentais para seu funcionamento e, consequentemente, para sua atuação profissional. “A ética é um conjunto de normas que facilita a vida de todos. Eu me sinto segura cumprindo regras e humana sendo cooperativa”, resume. Essa postura reflete diretamente na forma como lidera equipes, constrói relações e toma decisões editoriais dentro da revista.
A formação em Direito também exerce papel central em sua atuação. A experiência como advogada traz respaldo técnico e senso de responsabilidade para não admitir qualquer risco de desinformação. O combate às fake news é um princípio inegociável. Além disso, o Direito a ensinou a lidar com conflitos e a analisar os temas sob diferentes perspectivas, exercitando o olhar crítico e a contraposição. Esse exercício contribui para avaliar se as matérias e colunas realmente dialogam com as dores e necessidades dos leitores — um processo contínuo de alinhamento e amadurecimento editorial.
Antes mesmo da moda e do teatro, Adri já havia desenvolvido a escuta ativa a partir de trabalhos sociais. Na moda, compreendeu a construção de personagens e a importância do repertório humano para uma representação verdadeira. No teatro, essa percepção se aprofunda ainda mais. “O ator não representa, ele sente”, explica. Para ela, a narrativa pulsa a partir das experiências absorvidas, da capacidade de sentir o outro e de integrar diferentes histórias.
Quando todas essas áreas se encontram dentro da Revista Salto, Adri é direta ao afirmar que o olhar humano ganha mais força. Em seus textos e colunas, ela transforma vivências cotidianas em crônicas que informam e provocam reflexão. “Traduzo a vida em palavras”, define — expressão que também dá nome à trilogia de livros A Vida em Palavras, síntese de sua forma de observar, sentir e comunicar o mundo.
A comunicação, para Adri, é a principal ferramenta de transformação social. Disseminar informação é, para ela, a única forma real de promover mudanças consistentes. O conhecimento molda o presente e projeta o futuro, e a comunicação é o caminho que leva essa semente até as pessoas. Em tempos de excesso de informação e de fake news, esse papel se torna ainda mais urgente: comunicar com responsabilidade é também criar condições para o crescimento individual e coletivo.
Ao longo de suas respostas, Adri reforça sua gratidão à Revista Salto pelas oportunidades e pela construção conjunta de um jornalismo comprometido, sensível e consciente. Um trabalho que nasce do rigor técnico, mas encontra seu verdadeiro sentido quando guiado pelo humano.




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