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Brasil,13/05/2026

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    Marca de cookies que troca sabores toda semana faturou mais de R$ 100 mil em sete dias

    revistapegn.globo.com
    Marca de cookies que troca sabores toda semana faturou mais de R$ 100 mil em sete dias


    Após uma viagem aos Estados Unidos, os influenciadores Joana Rita Amorim de Azevedo, 26 anos, e Sérgio Henrique Mota Lima Silva, 30, tiveram a ideia de criar a Crush Cookies. A proposta é simples e desperta desejo: os sabores do doce variam a cada semana e são vendidos por delivery. O lançamento aconteceu em agosto e o resultado foi imediato – cerca de 800 pedidos por dia e um faturamento de R$ 104 mil ao final de uma semana. Eles precisaram se adaptar à demanda e, para fevereiro de 2026, já esperam abrir uma loja física.
    Para que a empresa nascesse, quatro sócios de diferentes áreas se uniram. Os influenciadores conhecidos como Caju e Sermota trouxeram a ideia e o público. Após conhecerem a empresa Crumbl Cookies, nos Estados Unidos, que tem a proposta de oferecer sabores semanais e conta com mais de 1 mil unidades pelo mundo, eles decidiram abrasileirar o formato. Para isso, convidaram a irmã de Caju, Maria Rosa de Azevedo Leão, 28 anos, e sua noiva, Beatriz de Azevedo Leão, 30 anos.
    Maria, formada em administração pela Universidade de São Paulo (USP), é responsável pelas finanças e gestão, e Beatriz atua no desenvolvimento dos cookies. “Minha família inteira é de chefs de cozinha, e minha mãe compartilhou uma receita de cookie tradicional que usamos como base para desenvolver os diferentes sabores”, diz Beatriz. A receita foi criada há anos pela mãe, após ela conhecer os cookies americanos – crocantes por fora e super recheados por dentro.
    “Passamos três meses fazendo cerca de 40 receitas por dia, em média. Eu procurava diversas opções e ia adaptando até chegar à fórmula perfeita de ingredientes, temperatura e tempo”, lembra Beatriz. Hoje, novas receitas ainda são desenvolvidas para trazer ineditismo e atender às demandas dos consumidores. Alguns dos sabores que já passaram pela Crush são: chocolate triplo, morango com nutella, limão e biscoff. Os preços variam de R$ 49,90, caixa com dois cookies, até R$ 129,90 na opção que reúne as seis opções da semana.
    Ao mesmo tempo, o planejamento de design e marketing acontecia, e o negócio era nomeado. Crush: palavra americana que traz a essência dos cookies, mas que já é conhecida entre os brasileiros – remete ao amor e também ao barulho de uma mordida.
    O casal analisa que a presença dos influenciadores foi essencial no lançamento da marca, que faturou R$ 104 mil na primeira semana. “Tem muita gente com ideias boas, mas, se você não tem uma janela de público para mostrar, é muito difícil crescer”, analisa Maria.
    A primeira semana começou com as duas e mais dois funcionários na cozinha. “Eram duas pessoas numa cozinha minúscula e a gente achando que ia dar conta. O local recebia uma fila de entregadores de aplicativo; o próprio iFood chegou a fechar a loja alguns dias por causa disso”, relata. Hoje, são 10 funcionários e três cozinhas. Elas contam oferecer todos os benefícios e uma escala 5x2, como forma de reter os colaboradores.
    A Crush Cookies se inspiram no doce americano, que conta com muito recheio
    Divulgação
    Além dos seguidores, a marca passou a alcançar clientes de forma orgânica, por meio de compartilhamentos nas redes sociais, boca a boca e pelo desejo criado pela marca. “Os sabores novos fazem com que as pessoas queiram consumir mais rápido, e o design da caixa também se tornou desejo de muitas pessoas”, conta Beatriz.
    Hoje, a Crush atende cerca de 200 pedidos por dia e tem um faturamento mensal de R$ 400 mil – mantendo essa tendência, a expectativa é faturar R$ 5 milhões no primeiro ano de funcionamento. Mas o valor pode aumentar: a empresa está passando por reformas para abrir uma nova cozinha de 400 m² em fevereiro de 2026. Os empreendedores têm apostado na venda para o mundo corporativo. Com as duas ações, a meta é dobrar o faturamento mensal no início do ano.
    A loja será inaugurada no bairro da Barra Funda, em São Paulo. No espaço, os clientes poderão ver a produção por meio de um vidro. Os empreendedores pretendem intensificar as experiências, com um design que remete ao amor e com “correios elegantes” para distribuir, o que já acontece de forma orgânica no delivery. “Recebemos muitos pedidos em que o cliente pede para enviar junto uma cartinha para os namorados”, conta Maria.
    O casal também revela já ter recebido vários pedidos para franquear e acredita que o modelo fará parte do futuro da Crush — mas sem pressa. “Queremos abrir nossa loja e depois outras unidades próprias para entendermos todos os processos com clareza e criar um manual de franqueado. Mas nosso modelo é de fácil reprodução, com cookies que podem ser congelados, então vemos a franquia como possibilidade para o futuro”, aponta Beatriz.
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