Viajar sozinha também é uma forma de liberdade: por que cada vez mais mulheres estão colocando o mundo no próprio roteiro
Levantamento mostra que mulheres lideram a procura por seguro viagem em quase todas as faixas etárias; para Liza Nicário, autonomia, informação e planejamento caminham juntos na nova experiência de viajar por conta própria
Imagem: Azeitona Comunicação Viajar sozinha pode começar muito antes do embarque. Começa quando uma mulher decide que não precisa esperar companhia para conhecer um lugar, experimentar uma cultura diferente ou simplesmente viver alguns dias seguindo o próprio ritmo. É nesse cenário de escolhas mais independentes que as viagens solo femininas vêm ganhando espaço — e os números ajudam a dimensionar essa mudança.
Dados da Comparar Seguro Viagem mostram que as mulheres são maioria nos pedidos de seguro viagem em quase todas as faixas etárias. A maior concentração aparece entre 25 e 54 anos: somente os grupos de 25 a 34 e de 35 a 44 anos representam mais de 40% das solicitações analisadas pela plataforma.
Para Liza Nicário, diretora de Operações da Comparar Seguro Viagem, os dados revelam mais do que uma mudança no comportamento de consumo. Eles ajudam a enxergar uma mulher que pesquisa, compara, planeja e toma para si as decisões relacionadas à própria viagem.
“Não é uma viagem de impulso. É uma viagem construída”, resume Liza, ao descrever o perfil que mais aparece na base da empresa: mulheres entre 30 e 45 anos, principalmente do Sudeste, que viajam sozinhas para a Europa, permanecem cerca de duas semanas fora e começam a organizar a experiência aproximadamente quatro meses antes do embarque.
O seguro, nesse processo, deixa de ser uma decisão de última hora. Ele aparece ao lado da passagem e de outros elementos do planejamento, como parte da preparação para uma experiência que foi pensada nos detalhes.
Uma viajante que pesquisa antes de escolher
Existe uma palavra que, segundo Liza, ajuda a explicar esse novo comportamento: “comparar”.
A mulher que chega à plataforma não está necessariamente procurando alguém que escolha por ela. Pelo contrário. Ela quer conhecer as alternativas, compreender as diferenças entre os planos e decidir qual opção faz mais sentido para sua viagem.
Essa postura está relacionada a uma combinação de fatores. A independência financeira amplia as possibilidades de escolha, enquanto o trabalho também contribui para o aumento das viagens individuais, inclusive quando o objetivo não é exclusivamente lazer.
Outro elemento importante é o acesso à informação. Comunidades de viajantes e conteúdos especializados tornaram muito mais simples encontrar orientações sobre destinos, hospedagem, transporte e segurança. Informações que antes poderiam ser difíceis de encontrar hoje estão a poucos cliques de distância.
Há ainda uma particularidade importante: a Europa aparece como o destino mais procurado por essas viajantes e, em muitos casos, o seguro é uma exigência para a entrada. O que começa como uma necessidade burocrática pode acabar despertando uma preocupação maior com a proteção durante toda a viagem.
Para Liza, porém, é importante não interpretar a viagem solo como uma tentativa de isolamento.
“A mulher que viaja sozinha não está, necessariamente, buscando fazer tudo sozinha”, explica. O que ela procura é liberdade para fazer suas próprias escolhas, informação para tomar decisões conscientes e segurança para seguir o caminho que escolheu.
A viagem solo não tem idade
Se o perfil entre 30 e 45 anos chama atenção, outro grupo também quebra expectativas: mulheres com 55 anos ou mais.
Elas aparecem em volume relevante na base da Comparar e apresentam o maior ticket médio entre os grupos analisados. Segundo Liza, são viajantes que fazem viagens mais longas, escolhem destinos mais distantes e optam por coberturas mais completas.
O dado ajuda a afastar a ideia de que viajar sozinha seria uma tendência exclusivamente associada às mulheres mais jovens.
A autonomia, afinal, não tem idade. O que muda são as experiências, as necessidades e o tipo de planejamento envolvido em cada viagem.
Segurança sem abrir mão da liberdade
Viajar acompanhada significa, muitas vezes, dividir decisões e responsabilidades. Quando a mulher está sozinha, a percepção sobre determinados riscos pode ganhar outro peso.
Na experiência da Comparar, três preocupações aparecem com frequência no momento da contratação do seguro. A primeira é justamente entender qual plano escolher diante da quantidade de opções disponíveis.
Para Liza, o desafio nem sempre está no preço. Está em compreender as diferenças entre as coberturas e identificar qual proteção realmente corresponde ao destino e ao perfil da viagem.
A segunda preocupação é o atendimento médico. Mais do que saber o valor da cobertura, a viajante quer entender como o serviço funciona na prática, como acionar o seguro, se terá suporte 24 horas e se poderá receber orientação em português.
Para quem está em outro país, especialmente sem dominar o idioma local, essa diferença pode ser significativa.
A terceira questão é ainda mais simples de compreender: não precisar enfrentar um imprevisto completamente sozinha.
A proposta, nesse sentido, é preservar a independência sem transformar a viajante em única responsável por encontrar soluções quando algo foge do planejado.
O que observar antes de embarcar
A escolha do seguro deve acompanhar as características de cada destino. Na Europa, por exemplo, Liza explica que é necessária uma cobertura médica mínima de 30 mil euros para entrada em países que adotam essa exigência. Para os Estados Unidos, onde os custos médicos podem ser muito elevados, a recomendação é optar por valores de cobertura significativamente maiores.
Para mulheres que viajam sozinhas, alguns recursos podem ganhar importância especial.
Entre eles está a possibilidade de custear passagem aérea e hospedagem para um acompanhante em situações cobertas que envolvam acidente e internação e exijam a presença de um familiar.
A telemedicina e o atendimento 24 horas em português também podem facilitar a vida da viajante diante de problemas de saúde, permitindo orientação sem necessariamente precisar interromper o roteiro em busca de atendimento presencial.
Liza também destaca coberturas relacionadas a traslado médico e regresso sanitário, além de situações de retorno antecipado ou interrupção da viagem previstas nas condições do seguro.
Mais do que acumular coberturas, entretanto, a recomendação é entender o que está sendo contratado e verificar se a proteção faz sentido para o destino escolhido.
Planejar não diminui a aventura
Para Liza, existe uma ideia equivocada de que planejamento e espontaneidade seriam opostos. Na realidade, preparar-se pode ser justamente o que permite aproveitar uma viagem com mais tranquilidade.
Antes da primeira experiência solo, ela recomenda pesquisar o destino e as regiões escolhidas para hospedagem, entender os deslocamentos, manter documentos e contatos importantes acessíveis e compartilhar o roteiro com alguém de confiança.
Também vale pensar antecipadamente nos principais imprevistos que poderiam acontecer.
A pergunta que Liza sugere é simples: “Se alguma coisa sair do planejado, eu sei o que fazer e a quem recorrer?”
Ter essa resposta pode fazer diferença sem transformar a viagem em uma lista interminável de preocupações.
No fim, a relação entre viajar sozinha e independência talvez esteja justamente aí. Liberdade não significa ausência de planejamento ou de apoio. Significa ter condições de escolher o próprio caminho sabendo que, caso algo saia diferente do esperado, existe uma estrutura para ajudar a seguir em frente.
E talvez seja essa a transformação mais interessante por trás dos números: cada vez mais mulheres estão descobrindo que não precisam esperar alguém para colocar o mundo no roteiro.
Sobre a Comparar Seguro de Viagem
A Comparar Seguro de Viagem é uma plataforma especializada em pesquisa, comparação e contratação de seguros de viagem. O serviço reúne diferentes planos, coberturas e valores, permitindo que o viajante avalie as opções de acordo com seu destino e perfil.
A empresa também oferece atendimento especializado e suporte 24 horas em português, buscando facilitar a escolha e orientar o cliente diante de situações que possam surgir durante a viagem.




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