Afastamento em alta: como a IA transforma atestados em dados estratégicos para as empresas
Ansiedade, depressão e burnout estão entre as principais causas de afastamento no Brasil; nova ferramenta da Indexmed aposta em inteligência artificial para organizar informações e ajudar empresas a entender o impacto das ausências
IA transforma atestados em dados- Gerada por IA Um atestado médico pode parecer apenas um
documento. Mas, quando milhares deles começam a se acumular, eles revelam uma
história muito maior sobre a saúde dos trabalhadores — e sobre os desafios
enfrentados pelas empresas.
Em 2025, o Brasil registrou 546.254 afastamentos
do trabalho relacionados a transtornos mentais, um aumento de
aproximadamente 15% em relação ao ano anterior e o maior patamar da última
década. Entre os principais motivos aparecem ansiedade, depressão, estresse
grave e síndrome de burnout.
A ansiedade lidera entre as causas isoladas.
Segundo levantamento da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT),
baseado em dados do INSS, os registros de outros transtornos ansiosos passaram
de 81.874, em 2023, para 157.235 em 2025. Já os transtornos depressivos
também representam uma parcela expressiva: em 2025, foram 122.222
afastamentos por episódios depressivos e 60.715 por transtorno
depressivo recorrente, totalizando 182.937 benefícios.
O burnout, por sua vez, apresentou um dos
crescimentos mais expressivos: os registros passaram de 1.760 afastamentos
em 2023 para 6.985 em 2025, praticamente quadruplicando em dois anos.
O cenário atinge diferentes profissões. Entre os
professores da rede pública, por exemplo, foram registrados mais de 65 mil
afastamentos por problemas de saúde mental em 2025, segundo dados
divulgados pela Fundação Carlos Chagas. O número ajuda a dimensionar como o
fenômeno atravessa diferentes setores da economia.
Mas, diante de tantos números, surge uma pergunta: como
as empresas conseguem acompanhar, organizar e interpretar milhares de atestados
sem depender de planilhas, documentos espalhados e processos manuais?
É justamente nesse ponto que a tecnologia entra em
cena.
A Indexmed, plataforma especializada em
gestão de Saúde e Segurança do Trabalho, acaba de ampliar sua atuação com um
novo módulo de Gestão de Afastamentos, desenvolvido para digitalizar o
ciclo de recebimento, validação e acompanhamento dos atestados.
A proposta é transformar o que antes era apenas um
documento administrativo em informação estruturada para a tomada de decisão.
Na prática, o colaborador pode enviar o atestado
pela plataforma, enquanto profissionais de Recursos Humanos, Departamento
Pessoal e SESMT passam a acompanhar os documentos em um ambiente centralizado.
O sistema permite registrar informações, controlar o período de afastamento e
manter o histórico dos registros.
O diferencial está justamente na capacidade de
transformar esses dados em indicadores. A empresa passa a visualizar quantidade
de afastamentos, duração das ausências, setores mais impactados e possíveis
reflexos financeiros, criando uma visão mais ampla do absenteísmo.
Em vez de descobrir o problema somente quando os
custos já aumentaram, os gestores podem utilizar os dados para identificar
padrões e direcionar ações preventivas.
A ferramenta também se integra à estrutura de
gestão de Saúde e Segurança do Trabalho e ao eSocial, área que já faz
parte do ecossistema digital da Indexmed.
O desafio, porém, vai além de automatizar
documentos.
A verdadeira revolução está em transformar dados em
inteligência.
Saber que uma empresa teve centenas de afastamentos
é importante. Descobrir por que eles estão acontecendo, onde se concentram e
como podem ser prevenidos é ainda mais valioso.
Em um cenário no qual ansiedade, depressão e
burnout já ocupam espaço significativo nas estatísticas de incapacidade
laboral, a tecnologia pode deixar de ser apenas uma ferramenta para reduzir
burocracia e se tornar uma aliada na gestão estratégica da saúde dos
trabalhadores.
Porque, no fim das contas, um atestado não
representa apenas alguns dias de ausência. Ele pode ser o primeiro sinal de um
problema que a empresa ainda não conseguiu enxergar.




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