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Brasil,20/03/2026

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    Confiança cibernética: por que a segurança digital se tornou prioridade estratégica nas empresas

    Com ataques mais sofisticados e riscos crescentes, tecnologia e gestão integrada são essenciais para proteger dados, reputação e negócios


    Confiança cibernética: por que a segurança digital se tornou prioridade estratégica nas empresas Divulgação

    A transformação digital acelerou processos, ampliou mercados e trouxe eficiência para empresas de todos os portes. Mas junto com esses avanços, veio um desafio que já não pode mais ser tratado como secundário: a segurança cibernética. Em um cenário onde ataques digitais se tornam cada vez mais sofisticados, garantir a confiança nos ambientes digitais deixou de ser apenas uma questão técnica — passou a ser um ativo estratégico.

    Hoje, um incidente de segurança não impacta apenas sistemas ou operações. Ele atinge diretamente a reputação da empresa, compromete relações comerciais e pode gerar perdas financeiras significativas. Em muitos casos, o dano mais difícil de reparar não está nos números, mas na confiança abalada de clientes e parceiros.

    De acordo com a pesquisa Global Digital Trust Insights 2025, da PwC, apenas 2% das empresas conseguiram implementar resiliência cibernética de forma abrangente. O dado chama atenção, especialmente diante do aumento dos riscos impulsionados pela digitalização e pelo uso crescente de tecnologias como inteligência artificial. Cerca de 68% dos líderes de TI afirmam que a IA generativa ampliou a superfície de ataque, exigindo respostas mais rápidas e inteligentes.

    Para Marcio Verderio Tahan, CEO da VTCall, o maior equívoco ainda está na forma como muitas empresas encaram o tema. “Segurança não é custo, é investimento. Confiança digital não se constrói apenas com ferramentas, mas com processos bem definidos, monitoramento constante e capacidade de resposta. Quem age de forma reativa está sempre um passo atrás”, afirma.

    Na prática, as fragilidades mais comuns continuam sendo básicas: senhas fracas, ausência de autenticação em dois fatores, controle inadequado de acessos e falhas na integração entre sistemas. Soma-se a isso o fator humano — colaboradores sem treinamento continuam sendo uma das principais portas de entrada para ataques.

    Esse cenário evidencia que a segurança precisa ser pensada de forma integrada. Não basta proteger apenas a infraestrutura tecnológica; é necessário criar uma cultura organizacional voltada à proteção de dados e à prevenção de riscos.

    Entre as ações prioritárias que as empresas devem adotar imediatamente, destacam-se:

    • Implementação de autenticação multifator para todos os acessos críticos

    • Revisão constante de permissões e níveis de acesso

    • Centralização da gestão de sistemas e canais digitais

    • Criação de rotinas de backup com planos de contingência estruturados

    • Treinamento contínuo das equipes para prevenção de incidentes

    Além disso, o uso de automação e inteligência artificial tem se mostrado um aliado importante na proteção digital. Sistemas inteligentes conseguem identificar comportamentos anormais, detectar padrões suspeitos e emitir alertas antes que uma ameaça cause danos maiores.

    Mais do que evitar ataques, investir em confiança cibernética é uma forma de fortalecer a imagem da empresa no mercado. Organizações que demonstram responsabilidade na proteção de dados tendem a conquistar mais credibilidade e fidelizar clientes em um ambiente cada vez mais competitivo.

    A realidade é clara: não existe mais espaço para improviso quando o assunto é segurança digital. Em um mundo conectado, proteger informações é proteger o próprio negócio. E, acima de tudo, é preservar aquilo que nenhuma empresa pode se dar ao luxo de perder — a confiança.




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