Camila Sol
Por trás do FIRE: os bastidores que transformam o Hotmart FIRE em uma experiência para milhares de pessoa
Meses de planejamento, tecnologia, parceiros, ativações e uma complexa operação nos bastidores fazem do Hotmart FIRE uma experiência que vai muito além dos palcos.
Muito antes de as luzes dos palcos se acenderem e os participantes ocuparem os espaços do Expominas, em Belo Horizonte, uma grande operação já está em movimento. O Hotmart FIRE 2026 é resultado de cerca de 15 meses de planejamento, envolvendo estratégia, curadoria de conteúdo, infraestrutura, tecnologia, parceiros, marcas e uma complexa operação para transformar o evento em uma experiência de aprendizado, networking e negócios.
Nascida em Belo Horizonte e hoje com atuação global, a Hotmart mantém uma relação especial com a capital mineira. A escolha do Expominas para sediar o FIRE une essa conexão com critérios estratégicos: o espaço tem capacidade para aproximadamente 10 mil participantes e estrutura para receber múltiplos palcos simultâneos, feira de negócios e mais de 100 horas de conteúdo.

Segundo Fernanda Pincherle, Diretora Global de Marketing da Hotmart, a preparação começa ainda antes de o ciclo de uma edição terminar. “São cerca de 15 meses de planejamento do evento”, explica. O trabalho parte da análise de métricas e feedbacks do público e passa por infraestrutura, negociações estratégicas com marcas e curadoria de conteúdo.
Uma experiência que começa antes do evento
Para um evento dessa dimensão, a experiência do participante não se resume ao que acontece dentro dos palcos. Hotéis, empresas de transporte, fornecedores de tecnologia e profissionais de produção integram uma rede construída com antecedência.
“Construímos relações de parceria de longo prazo baseadas na troca de valor, planejamento antecipado e impacto na economia local”, afirma Fernanda. A proposta é pensar toda a jornada — da chegada à permanência no evento — de forma integrada.
Nos bastidores, um dos maiores desafios é justamente fazer com que toda essa complexidade seja percebida pelo público da maneira mais simples possível. São múltiplos palcos, palestrantes internacionais e milhares de credenciamentos que precisam funcionar simultaneamente.
A estratégia, segundo a executiva, é fazer com que tecnologia e infraestrutura trabalhem quase de forma invisível. “Queremos que a tecnologia e a infraestrutura trabalhem de forma invisível nos bastidores para que o participante vivencie cada momento sem atritos.”

Marcas que deixam de ser apenas estandes
Outro componente importante do FIRE é a presença das marcas patrocinadoras. A proposta para 2026 amplia a ideia tradicional de estande e transforma os espaços de parceiros em pontos de experiência, interação e produção de conteúdo.
As diferentes cotas de patrocínio permitem ativações integradas à jornada do público, com cafés, espaços de maquiagem e outros pontos de interação espalhados pelo evento.
Uma das novidades desta edição é um palco dentro da Creator Hall, espaço que permitirá aos patrocinadores apresentar marcas e conteúdos diretamente aos participantes.
A estratégia acompanha uma transformação no comportamento do público de eventos: para além de simplesmente visualizar uma marca, as pessoas buscam experiências que possam ser vividas, compartilhadas e transformadas em conteúdo.
Um evento também pensado para quem conta histórias
O FIRE também se apresenta como um grande ambiente de produção e circulação de conteúdo. Imprensa, empreendedores digitais, criadores e veículos encontram no evento diferentes possibilidades de pautas, entrevistas e histórias.
Além da programação oficial, a organização destaca encontros com grandes nomes, conversas com a comunidade, tendências da Creator Economy e experiências desenvolvidas pelas marcas.
Para quem trabalha com produção de conteúdo, isso amplia o evento para além das palestras: o próprio público, os bastidores, as ativações e as conexões passam a ser matéria-prima para novas narrativas.

Dados, tecnologia e grandes nomes
Parte da operação que o público não vê está justamente na inteligência de dados utilizada para orientar o evento. Fernanda define essa estrutura como uma verdadeira “orquestra” que rege a experiência.
A programação também reúne nomes internacionais como Terry Crews e Ryan Deiss, convidados para discutir temas relacionados a reinvenção e escala.
Para facilitar a experiência dos participantes, o FIRE contará ainda com um aplicativo que reúne atualizações em tempo real sobre palestras e atividades. A ferramenta também permite a conexão entre participantes, abrindo espaço para networking e potenciais novos negócios.
O que fica depois que as portas se fecham
Depois de meses de preparação e do envolvimento de uma extensa cadeia de profissionais e empresas, a expectativa da Hotmart é que o FIRE ultrapasse a experiência de alguns dias de evento.
“A nossa maior expectativa é consolidar o Hotmart FIRE como o principal ambiente de aprendizado, networking e transformação da Creator Economy”, destaca Fernanda.
A ideia é que os participantes saiam não apenas com referências e inspiração, mas com insights práticos, novas conexões estratégicas e ferramentas para transformar conhecimento em crescimento real.

No fim, o palco é apenas a parte mais visível de uma operação muito maior. Por trás de cada palestra, ativação, credenciamento e conexão existe uma engrenagem que começa a funcionar muitos meses antes — e que tem como principal objetivo fazer com que, para quem está do outro lado, tudo pareça acontecer naturalmente.



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