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Brasil,07/06/2026

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    Aline Costa

    Movimento, Escolha e Gratidão…

    Quando a culpa deixa de ser dos outros e a vida finalmente começa a mudar.

    Mauro Mendonça
    Movimento, Escolha e Gratidão…

    A vida pulsa...

    É movimento, energia, escolha e, ousaria dizer, também é gratidão.

    Seja pela lei da compensação, seja pela luz do Criador, uma coisa tenho observado ao longo da minha trajetória: quem decide se levantar e seguir em frente, mesmo diante das dificuldades, acaba sendo recompensado. A vida parece responder ao movimento. Ela premia quem arrisca, quem tenta, quem dá o salto. A vida não se curva diante da estagnação.

    Há algum tempo ouvi uma reflexão sobre as palavras "atitude" e "aptidão". Ambas têm origem na raiz latina "aptu", relacionada àquilo para o qual estamos preparados ou dispostos. Aquilo para o qual nos arrumamos, nos preparamos e nos colocamos à disposição. Desde então, passei a enxergar a vida sob essa perspectiva. A vida é, em grande parte, aquilo que escolhemos fazer com as oportunidades, os desafios e as circunstâncias que encontramos pelo caminho.

    Eu sei disso porque já estive no fundo do poço. Já chorei pelo que não conquistei, pelo que não aconteceu, pelo que perdi e pelo que acreditava merecer. E, curiosamente, quanto mais eu me afundava na dor, mais distante parecia ficar de qualquer solução.

    A mudança começou quando percebi que precisava despertar. Despertar para certos hábitos, para certos pensamentos e, principalmente, para a energia que eu alimentava diariamente. Foi quando, aos poucos, troquei a revolta pela gratidão. Em vez de despejar no mundo tudo aquilo que me frustrava, comecei a agradecer até mesmo pelas situações que não saíram como eu queria.

    Hoje entendo que muitos dos meus maiores aprendizados nasceram justamente dos fracassos. Os tropeços me ensinaram lições que os acertos jamais teriam ensinado. Aprendi com meus erros, com os erros dos outros, com as observações silenciosas da vida e, principalmente, com as consequências das minhas escolhas.

    Com o tempo, compreendi uma verdade que transformou a forma como enxergo o mundo: existe uma relação profunda entre a energia que empregamos e os resultados que construímos. Tudo aquilo em que colocamos atenção tende a crescer. Tudo aquilo que alimentamos dentro de nós encontra uma forma de se manifestar fora de nós.

    Houve períodos de escassez. Escassez financeira, emocional e até mental. Houve dias em que me senti completamente perdida, presa em um ciclo de reclamações, frustrações e autopiedade. Também houve momentos em que expus minhas dores na esperança de encontrar alívio. Mas percebi que, muitas vezes, ao fazer isso, eu apenas reforçava aquilo que mais desejava superar.

    Foi então que comecei a entender que a vida não é definida pelo que nos falta, mas pelo que fazemos com aquilo que já temos. Reclamar não constrói caminhos. Reclamar não desenvolve habilidades. Reclamar não aproxima sonhos da realidade.

    Já estive no fundo do poço mais vezes do que gostaria de admitir, mas a minha maior libertação aconteceu quando deixei de me enxergar como vítima das circunstâncias. Foi quando compreendi que a responsabilidade pela minha vida precisava voltar para as minhas mãos.

    A vida é movimento. Esse é o seu estado natural.

    Por isso, aprendi a fazer as pazes com o desconforto. Ele não é um inimigo. O desconforto nos empurra para frente. Nos obriga a crescer. Nos mostra aquilo que precisa ser transformado.

    As frustrações, por sua vez, deixaram de ser castigos e passaram a ser convites para a ação. A dor deixou de ser apenas sofrimento e passou a ser, muitas vezes, um trampolim para uma nova versão de mim mesma.

    Hoje acredito que até as emoções mais difíceis têm algo a nos ensinar. A tristeza revela feridas que ainda precisam de atenção. O medo aponta para traumas que ainda precisam ser compreendidos. A raiva, muitas vezes, mostra o quanto ainda nos importamos com algo.

    A vida real não é feita apenas de conquistas e celebrações. Ela também é feita de falhas, limitações, inseguranças e desafios. E talvez a maturidade esteja justamente em reconhecer tudo isso sem permitir que essas coisas definam quem somos.

    Meu maior aprendizado foi entender que não podemos mudar aquilo que nos recusamos a enxergar. Por isso, precisei fazer as pazes com meus defeitos, minhas limitações e minhas imperfeições. Não para me acomodar nelas, mas para finalmente começar a transformá-las.

    Em algum momento, parei de culpar os outros. Parei de culpar as circunstâncias, a infância, os acontecimentos do passado e as pessoas que passaram pela minha vida. Passei a assumir responsabilidade pelas minhas escolhas, pelas minhas reações e pelo caminho que eu estava construindo.

    E foi nesse momento que algo começou a mudar.

    Passei a celebrar pequenas vitórias. Passei a respeitar meus próprios processos. Passei a reconhecer minhas conquistas, mesmo aquelas que ninguém via. Acima de tudo, aprendi a cultivar a gratidão.

    Gratidão pela vida, pela saúde, pelas pessoas que permanecem e até pelas que partiram. Gratidão pelas portas que se abriram e também pelas que se fecharam.

    Hoje, quando olho para trás, percebo que cada desafio carregava uma oportunidade de crescimento. Cada queda continha uma possibilidade de recomeço. Cada dificuldade escondia uma versão mais forte de mim mesma esperando para nascer.

    Por isso, deixo uma reflexão.

    Você vai continuar reclamando da vida que tem ou vai assumir o protagonismo da vida que deseja construir?

    Porque a vida é uma dança constante entre aquilo que queremos e aquilo que estamos dispostos a fazer para alcançar. Cada passo exige coragem. Cada queda exige resiliência. Cada transformação exige movimento.

    Se existe uma decisão capaz de mudar tudo, talvez ela seja esta: assumir responsabilidade por quem você é hoje e por quem deseja se tornar amanhã.

    Afinal, a vida é, em grande parte, aquilo que escolhemos fazer com ela.




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