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Brasil,10/06/2026

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    Lipedema: milhares de mulheres podem conviver com a doença sem diagnóstico adequado


    Lipedema: milhares de mulheres podem conviver com a doença sem diagnóstico adequado

    Dor constante nas pernas, sensação de peso, hematomas frequentes e dificuldade para reduzir gordura localizada mesmo com alimentação equilibrada e prática de exercícios físicos podem parecer sintomas isolados ou consequência do ganho de peso. Entretanto, para muitas mulheres, esses sinais podem indicar uma condição ainda pouco conhecida: o lipedema.

    Estimativas apontam que cerca de 150 mil mulheres em Belo Horizonte podem conviver com a doença sem diagnóstico. O número acompanha estudos brasileiros que indicam que aproximadamente 12,3% das mulheres apresentam sintomas compatíveis com lipedema, condição frequentemente subdiagnosticada ou confundida com outros problemas de saúde.

    Caracterizado pelo acúmulo anormal e progressivo de gordura, principalmente nas pernas e braços, o lipedema afeta predominantemente mulheres e costuma surgir ou se intensificar em períodos de alterações hormonais importantes, como adolescência, gravidez e menopausa. A doença ainda é frequentemente confundida com obesidade, retenção de líquidos ou dificuldades para emagrecer, o que pode atrasar o reconhecimento dos sintomas e o início do acompanhamento adequado.

    Essa semelhança faz com que muitas pacientes passem anos buscando respostas sem compreender a origem do problema. Uma situação frequentemente observada é a de mulheres que seguem dietas, mantêm rotina de exercícios físicos e conseguem reduzir medidas em determinadas regiões do corpo, mas percebem pouca resposta em áreas específicas, especialmente pernas e quadris, além de relatarem dores persistentes, sensação de peso e inchaço.

    Além do aumento desproporcional do volume corporal, o lipedema pode provocar sensibilidade ao toque, dores, cansaço nas pernas e surgimento frequente de hematomas. Estudos também apontam impacto significativo na rotina das pacientes, com redução da qualidade de vida e limitações em atividades sociais, físicas e funcionais.

    Nos últimos anos, o aumento das informações sobre o tema tem contribuído para um número maior de diagnósticos e para a ampliação das formas de tratamento. Especialistas defendem uma abordagem multidisciplinar, envolvendo acompanhamento médico, suporte nutricional e estratégias voltadas ao controle do processo inflamatório relacionado à doença.

    Entre os recursos utilizados no manejo do lipedema, a atividade física orientada também tem sido considerada importante. Embora não represente cura, exercícios individualizados podem auxiliar na melhora da circulação, fortalecimento muscular, redução da sensação de peso nas pernas e aumento da mobilidade. Quando realizada de forma adequada e respeitando as necessidades de cada paciente, a prática pode contribuir para maior funcionalidade e bem-estar.

    Procedimentos específicos também podem contribuir para a redução dos sintomas e para a melhora da qualidade de vida das pacientes. No entanto, profissionais da área ressaltam que o tratamento exige acompanhamento contínuo, associado a mudanças no estilo de vida e estratégias individualizadas para controle e estabilização do quadro.

    O diagnóstico precoce também é apontado como um fator importante na evolução da doença. Dores persistentes nas pernas, sensação constante de peso, hematomas frequentes e dificuldade para perder gordura localizada estão entre os principais sinais que merecem atenção. Mais do que uma questão estética, o lipedema vem sendo reconhecido como uma condição de saúde capaz de impactar mobilidade, autoestima e qualidade de vida.

    Converse sobre isso com o seu médico.




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