Vinicius The Moraes
Onde tudo começou: a trajetória de Vinícius The Moraes na dança
Quando a dança vira destino: formação, luta e conquista
Vini The Ninja Em entrevista à jornalista Rúbia Vieira, da Revista Salto, Vinícius The Moraes relembra como a dança entrou na sua vida ainda na adolescência, entre poucos recursos, muita curiosidade e vontade de aprender.
A seguir, uma das perguntas que guiou essa conversa inspiradora: como tudo começou, quando nem internet havia em casa?
Primeiramente, você pode nos contar um pouco da sua formação? Estudos, trajetória no mundo da dança?
"Minha história com a dança começou ainda na adolescência, dentro da escola. Em casa não havia muitos recursos e nem mesmo internet, mas um amigo me presenteou com alguns DVDs de música. Eu assistia inúmeras vezes àqueles vídeos, repetindo passos e tentando aprender sozinho. Sempre que havia um talent show ou apresentações artísticas, lá estava eu dançando.
Uma das minhas primeiras grandes inspirações foi o grupo Jabbawockeez, que dançava música urbana usando máscaras. Eu e meu amigo assistíamos repetidamente às coreografias deles, tentando entender cada passo e cada movimento. A partir daí, começamos a criar nossas próprias coreografias caseiras, adaptando o que víamos e colocando o nosso toque pessoal.
Essas criações eram apresentadas em todos os eventos da escola, shows de talentos, festas do Dia das Mães ou do Dia dos Pais, e, pouco a pouco, fomos entendendo a magia de subir no palco escolar, dançar para os colegas e transformar aquelas referências em algo nosso. Foi nesse processo, ainda simples e despretencioso, que minha paixão pela dança ganhou força e me mostrou que eu queria seguir esse caminho.
Mais tarde, cheguei a fazer aulas de dança de salão e, posteriormente, investi em aulas privadas, muitas vezes com muito sacrifício. A verdade é que, na minha trajetória, o conceito de ser bailarino não era bem visto. Havia preconceito, estigmas, e muita gente ao meu redor não entendia essa escolha. Mas decidi ser maior do que as minhas circunstâncias e seguir em frente.
Estudei sozinho sempre que foi necessário, criei minhas próprias aulas, desenvolvi coreografias e não desisti, mesmo quando parecia difícil. No caminho, também encontrei pessoas muito especiais que acreditaram em mim e me ajudaram de diferentes formas, e sou profundamente grato a cada uma delas.
Essa mistura de resiliência, autodescoberta e gratidão foi o que moldou minha formação como artista e como pessoa."
First, could you tell us a little about your background? Studies, your journey in the world of dance?
"My story with dance began in my teenage years, at school. At home there weren’t many resources, not even internet, but a friend gave me some music DVDs. I watched those videos countless times, repeating steps and trying to learn on my own. Whenever there was a talent show or artistic performances, there I was, dancing.
One of my first great inspirations was the group Jabbawockeez, who danced urban music wearing masks. My friend and I repeatedly watched their choreographies, trying to understand every step and every movement. From there, we started creating our own homemade choreographies, adapting what we saw and adding our personal touch.
These creations were presented at all school events, talent shows, Mother’s Day or Father’s Day parties, and little by little we came to understand the magic of stepping onto the school stage, dancing for our classmates, and transforming those references into something of our own. It was in this process, still simple and unpretentious, that my passion for dance grew stronger and showed me that I wanted to follow this path.
Later, I took ballroom dance classes and afterwards invested in private lessons, often with great sacrifice. The truth is that, in my journey, the idea of being a dancer was not well regarded. There was prejudice, stigma, and many people around me did not understand that choice. But I decided to be bigger than my circumstances and move forward.
I studied on my own whenever it was necessary, created my own classes, developed choreographies, and didn’t give up, even when it seemed difficult. Along the way, I also met very special people who believed in me and helped me in different ways, and I am deeply grateful to each of them.
This mix of resilience, self-discovery, and gratitude is what shaped my training as an artist and as a person."
Primero, ¿podrías contarnos un poco sobre tu formación? Estudios, trayectoria en el mundo de la danza?
"Mi historia con la danza comenzó todavía en la adolescencia, dentro de la escuela. En casa no había muchos recursos ni siquiera internet, pero un amigo me regaló algunos DVDs de música. Yo veía esos videos innumerables veces, repitiendo pasos e intentando aprender solo. Siempre que había un talent show o presentaciones artísticas, allí estaba yo bailando.
Una de mis primeras grandes inspiraciones fue el grupo Jabbawockeez, que bailaba música urbana usando máscaras. Mi amigo y yo mirábamos repetidamente sus coreografías, intentando entender cada paso y cada movimiento. A partir de ahí, comenzamos a crear nuestras propias coreografías caseras, adaptando lo que veíamos y poniendo nuestro toque personal.
Estas creaciones se presentaban en todos los eventos de la escuela, shows de talentos, fiestas del Día de la Madre o del Día del Padre, y, poco a poco, fuimos entendiendo la magia de subir al escenario escolar, bailar para los compañeros y transformar esas referencias en algo nuestro. Fue en ese proceso, todavía simple y sin pretensiones, que mi pasión por la danza cobró fuerza y me mostró que yo quería seguir ese camino.
Más tarde, llegué a tomar clases de baile de salón y, posteriormente, invertí en clases privadas, muchas veces con mucho sacrificio. La verdad es que, en mi trayectoria, el concepto de ser bailarín no estaba bien visto. Había prejuicio, estigmas, y mucha gente a mi alrededor no entendía esa elección. Pero decidí ser más grande que mis circunstancias y seguir adelante.
Estudié solo siempre que fue necesario, creé mis propias clases, desarrollé coreografías y no me rendí, incluso cuando parecía difícil. En el camino, también encontré personas muy especiales que creyeron en mí y me ayudaron de diferentes formas, y estoy profundamente agradecido a cada una de ellas.
Esa mezcla de resiliencia, autodescubrimiento y gratitud fue lo que moldeó mi formación como artista y como persona."
Vinicius The Moraes | Vini The Ninja 🥷🏍️




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