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Brasil,18/04/2026

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    65,2% das startups brasileiras nunca receberam aportes, diz Abstartups

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    65,2% das startups brasileiras nunca receberam aportes, diz Abstartups


    65,2% das startups brasileiras não receberam investimentos e, dentre as que conquistaram aportes, o valor médio do capital investido é de R$ 1 milhão. Os dados fazem parte da nova edição do Mapeamento do Ecossistema Brasileiro de Startups 2025, lançado nesta quinta-feira (27/11) pela Associação Brasileira de Startups (Abstartups).
    A maioria das empresas entrevistadas afirmou que recebeu investimento-anjo (36,8%). Em seguida, aparecem programas de aceleração (14,1%) e fomento público (10,3%).
    Edtech, healthtech e tech (desenvolvimento de software) lideram entre as verticais de atuação, com 10,1%, 9,4% e 8,8% de representação respectivamente. As startups de saúde e bem-estar superaram as fintechs, respondendo por 8,7% das participantes no estudo – em 2024, as startups do setor financeiro estavam em segundo lugar no mapeamento; neste ano, ficaram em quarto.
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    82,2% das startups mapeadas oferecem soluções para empresas – 53,7% no formato B2B e 28,5% no B2B2C. O modelo de negócios SaaS (Software as a Service) segue como o mais utilizado (39,2% das participantes). Em seguida, aparecem venda direta (15%), clube de assinatura recorrente (12,3%), marketplace (9,1%) e taxa sobre transações (8,8%).
    Em relação a tempo de vida, 61,6% têm cinco anos ou menos e 53,1% estão em operação ou tração. “Ainda não temos um mapeamento sobre mortalidade, mas o dado sobre a idade das startups é um destaque. Ele representa maturidade, mostra que elas já passaram do chamado ‘Vale da Morte’, e mostra que o ecossistema nacional está mais consolidado”, afirma Mayara David, analista de dados da Abstartups.
    Pessoa fundadora
    O mapeamento mostra pouca alteração no perfil das pessoas fundadoras de startups no Brasil. Em 2025, a participação de mulheres cisgênero cresceu de 19,2% para 19,9% – a vasta maioria (78,4%) dos que fundam startups são homens cisgêneros.
    O perfil também ainda é majoritariamente branco (69,8%), com 24,3% das pessoas fundadores se autodeclarando pretas e pardas – em 2024, o índice era de 23,6% e, no ano anterior, de 23,9%.
    Fugindo do estereótipo de que startups são fundadas por jovens universitários em garagens, 69,1% das pessoas fundadoras mapeadas têm entre 31 e 50 anos – 16,7% têm entre 21 e 30 anos. “Faz parte do nosso papel [como associação] antecipar um pouco mais, por isso estamos criando projetos junto com universidades. Mas, naturalmente, as startups que fazem sucesso são criadas por empreendedores de segunda ou terceira viagem, que já tiveram experiências anteriores e vão com sangue nos olhos”, afirma Lindomar Góes, presidente da Abstartups.
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    Geografia
    Como nos anos anteriores, São Paulo lidera o top 10 dos estados com mais startups no país, com concentração de 45% das entrevistadas. O pódio é ocupado também por Minas Gerais (7,9%) e Santa Catarina (7,5%).
    No mapeamento por regiões, o Sudeste reúne 60,2% das startups do país, seguido pelo Sul (19,3%), Nordeste (10,5%), Norte (5,4%) e Centro-Oeste (4,6%). De acordo com a Abstartups, o Nordeste registrou crescimento de cerca de 11% no número de startups mapeadas e o Norte avançou de 4,6% para 5,4% na distribuição nacional em relação a 2024.
    “Esse número é um reflexo do trabalho que iniciou na gestão anterior da associação, de se aproximar mais da Amazônia. O Nordeste também cresceu muito, apoiado pelos projetos do Sebrae. Para transformar o Brasil no país das startups, precisamos levar inovação para as regiões com menor densidade de empresas de base tecnológica para dar uma equilibrada no cenário”, finaliza Góes.
    Em sua oitava edição, o mapeamento foi realizado em parceria com o núcleo de pesquisa da Universidade de São Paulo (USP), e trouxe informações autodeclaradas por 3.650 startups, com respostas de 424 cidades de todos os estados brasileiros. A pesquisa foi realizada entre os meses de julho e setembro de 2025 com atualização de dados das startups que já integravam a base da associação e registro de novos cadastros.
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