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Brasil,13/08/2026

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    31ª CASACOR Minas Gerais começa neste sábado com experiências que unem arquitetura, design, arte e emoção

    Mostra ocupa a histórica sede da PUC Minas Lourdes e reúne 40 ambientes assinados por 54 profissionais

    Divulgação
    31ª CASACOR Minas Gerais começa neste sábado com experiências que unem arquitetura, design, arte e emoção Paralaxe - Greco Design | Jomar Bragança

    Entre os dias 15 de agosto e 6 de outubro, Belo Horizonte recebe a 31ª edição da CASACOR Minas Gerais, uma das mais importantes vitrines de arquitetura, design de interiores, paisagismo e arte do país. Com o tema “Mente Coração”, a mostra propõe uma reflexão sobre essas duas forças que atravessam as escolhas humanas e sobre a necessidade de fazê-las convergir — tendo a casa como ponto de partida.

    Neste ano, a CASACOR Minas ocupa novamente a PUC Minas Lourdes, em um edifício histórico de 1941 projetado pelo arquiteto italiano Raffaello Berti. Tombada pelos órgãos competentes e marcada pela imponência de sua arquitetura em estilo Art Déco, a construção ganha uma nova leitura a partir dos projetos apresentados nesta edição.

    São 40 ambientes assinados por 54 profissionais das áreas de arquitetura, design e paisagismo, reunindo nomes consagrados, talentos em ascensão e novos profissionais. Segundo o diretor Eduardo Faleiro, esta é uma edição completamente diferente da anterior, com novos espaços, dinâmica renovada, ambientes mais generosos e projetos surpreendentes.

    Mais do que apresentar tendências, a mostra reafirma seu papel como espaço de encontro, conexão e troca. Para Juliana Grillo, diretora da CASACOR Minas, o evento aproxima profissionais criativos, indústria e público, além de promover uma programação com palestras, encontros e bate-papos e uma estrutura gastronômica voltada à valorização dos talentos envolvidos.

    Um percurso de descobertas

    A experiência começa antes mesmo da entrada nos ambientes. O projeto de iluminação da fachada e paisagismo, assinado pela Atiaîa Lighting Design, valoriza a arquitetura Art Déco e evidencia a volumetria do edifício. No interior, o ambiente Paralaxe, da Greco Design, provoca uma reflexão sobre o excesso de imagens que nos cerca, enquanto o Alento, de Bárbara Pazzini e Camila Vilela, cria um foyer pensado para permanecer como legado após o encerramento da mostra.

    Ao longo do circuito, a diversidade de propostas traduz diferentes formas de morar, viver e sentir. Há ambientes voltados ao acolhimento e ao bem-estar, como o Living e Jardim de Inverno, de Myrna Porcaro, e o Refúgio Entre Tempos, de Bárbara Antunes, que aposta em curvas, materiais naturais e texturas acolhedoras.

    A relação entre arte, arquitetura e experiência sensorial também ganha protagonismo. Em Raízes Sensoriais, Holdlianh Beiró leva os princípios do neurodesign para a Maison Deboá, enquanto a Galeria Auá, de Fernando Godoy, cria uma experiência imersiva que aproxima arquitetura, arte e design brasileiro.

    Outro conceito recorrente é a desaceleração. Em A Última Hora da Casa, Eduarda Fernandes cria um living bar que resgata o valor do tempo. Já outros projetos exploram a convivência, a permanência, a reconexão e o prazer de estar em casa, estabelecendo um diálogo direto com a proposta central de “Mente Coração”.

    Arquitetura que conversa com a história

    A escolha do imóvel acrescenta uma camada especial à experiência. Construído originalmente para abrigar o Instituto Metodista Izabela Hendrix, o edifício atualmente integra a PUC Minas Lourdes e também faz parte do Circuito Liberdade. Seu projeto, de autoria de Raffaello Berti, revela forte influência Art Déco, com formas precisas, planta simétrica, janelas altas e estreitas e fachada em pó de pedra — elementos que preservam a identidade histórica da construção.

    Ao longo de 31 anos, a CASACOR Minas já ocupou 26 imóveis em diferentes regiões da Grande Belo Horizonte, criando novas perspectivas sobre edifícios e espaços que fazem parte da história da cidade.

    Nesta edição, passado e presente novamente se encontram. A arquitetura histórica serve como ponto de partida para uma mostra que olha para o futuro sem abandonar aquilo que torna o morar essencial: a capacidade de criar experiências, despertar sentidos e estabelecer conexões.

    Com ambientes que transitam entre tecnologia e memória, sofisticação e simplicidade, arte e natureza, a 31ª CASACOR Minas propõe, acima de tudo, uma pausa para sentir. Afinal, quando mente e coração encontram equilíbrio, a casa deixa de ser apenas espaço físico e passa a ser território de pertencimento, afeto e novas possibilidades.





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