Novo livro propõe olhar mais consciente e acolhedor sobre a menopausa
Ginecologista e sexóloga Andréa Rufino promove noite de autógrafos aberta ao público no dia 09 de abril, no Shopping Pátio Savassi
Divulgação A agenda cultural de Belo Horizonte recebe, no dia 09 de abril, um evento que une literatura, saúde e diálogo feminino. A ginecologista e sexóloga Andréa Rufino lança o livro “Menopausa, muito prazer” em uma noite de autógrafos aberta ao público, a partir das 19h, na Livraria Leitura.
Mais do que um lançamento, o encontro se propõe a ser um espaço de escuta, troca de experiências e acolhimento — ampliando o debate sobre uma fase da vida ainda cercada por tabus.
Durante décadas, a menopausa foi associada quase exclusivamente à perda e ao desconforto. Hoje, começa a ser compreendida também como um período de transformações profundas — físicas, emocionais e relacionais. Sintomas como ondas de calor, alterações no sono, mudanças de humor e na libido fazem parte dessa etapa, que ainda enfrenta desinformação e silêncio.
É justamente para romper com essa visão limitada que nasce a obra publicada pela Latitude Editora. Com linguagem acessível e base científica, o livro conduz a leitora por toda a jornada da vida reprodutiva — da menarca à pós-menopausa — explicando como as mudanças hormonais impactam corpo, mente, emoções e sexualidade.
A autora detalha temas essenciais como perimenopausa, terapias hormonais e não hormonais, prevenção de doenças cardiovasculares e ósseas, diabetes, qualidade do sono, alimentação e cuidados com o assoalho pélvico. Também reforça a importância de observar sinais do corpo e buscar acompanhamento adequado, destacando que o desconforto não deve ser normalizado.
Outro ponto de destaque da obra é o olhar atento à realidade das mulheres brasileiras. Andréa Rufino aborda como a menopausa ainda é atravessada por desigualdades, desinformação e dificuldade de acesso a diagnóstico e tratamento. Muitas vezes, os sintomas são tratados de forma isolada, sem reconhecer a transição hormonal como causa central — o que pode atrasar o cuidado e prolongar o sofrimento.
Ao propor a menopausa como um rito de passagem — e não como um declínio — o livro convida à construção de uma nova relação com o corpo e com o envelhecimento. A ausência menstrual deixa de ser vista como fim e passa a ser entendida como um processo que exige participação ativa, informação e autonomia.
Com orientações práticas, a obra aponta caminhos para viver essa fase com mais qualidade de vida: ajustes no estilo de vida, prevenção de doenças, atenção à saúde emocional e fortalecimento do autocuidado. A maturidade, nesse contexto, surge como um tempo possível de prazer, consciência e reinvenção.
A noite de autógrafos será uma oportunidade para o público conhecer de perto a autora, trocar experiências e aprofundar reflexões sobre saúde feminina — em um ambiente acessível e acolhedor.




COMENTÁRIOS