Flávia Siqueira
Entre panelas e treinos
Quem eu sou e por que faço isso
Na vida real, quase ninguém começa pelo plano perfeito.
Eu comecei com vontade.
Vontade de me movimentar, de trabalhar e de construir algo que fizesse sentido pra mim.
Desde a adolescência, a educação física já fazia parte da minha vida. Era mais do que um interesse. Era uma certeza silenciosa de que eu queria estar ali, ajudando pessoas a se sentirem melhor dentro do próprio corpo.
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Arquivo pessoal
Com o tempo, me tornei profissional da área. E foi no contato com pessoas de diferentes idades, histórias e objetivos que eu comecei a entender algo muito importante.
A vida real não cabe dentro de um treino perfeito.
São rotinas diferentes, fases diferentes, desafios diferentes. Crianças aprendendo a nadar, adolescentes em formação, adultos tentando equilibrar tudo e quem já viveu mais fases da vida buscando mais autonomia e qualidade de vida.
Ao mesmo tempo, existe um outro lado meu.
O lado da cozinha.


Crédito da foto: Agência Rykdom
Das receitas com cheiro de infância, das memórias que chegam através do sabor, das coisas simples que minha mãe e minha avó me ensinaram. Não só sobre cozinhar, mas sobre cuidado, presença e afeto.
Foi aí que tudo começou a fazer sentido.
Hoje, eu vivo entre esses dois mundos. O movimento e o acolhimento. O treino e a comida. A disciplina e o afeto.
E talvez pareça que são coisas opostas.
Mas não são.
Cuidar do corpo não é só sobre exercício. E se alimentar não é só sobre regra. Existe uma vida acontecendo entre uma coisa e outra.
E é exatamente sobre isso que eu quero falar aqui.
Sobre pessoas reais.
Sobre rotina possível.
Sobre recomeços.
Essa coluna não é sobre perfeição.
É sobre caminho.
E, se você estiver no meio do seu, tentando equilibrar tudo, talvez esse espaço também seja um pouco seu.
Porque o possível transforma.



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