Patrícia Maria Pimenta
SALDO DE OURO DA FOLIA MINEIRA
Economia, turismo e celebração da cultura em Minas Gerais
Peças da artista @kellycamillozziacessoriosSaldo de Ouro da Folia Mineira
O Carnaval da Liberdade 2026 entrou para a história como a maior celebração já registrada em Minas Gerais; sobretudo como um marco da gestão cultural estratégica conduzida pela Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais.
Com cerca de 14,9 milhões de foliões circulando pelas cidades mineiras, o estado alcançou um crescimento de 14,2% em relação a 2025; consolidando um salto quantitativo e qualitativo na política pública de eventos. Mais do que números, o Carnaval da Liberdade se firmou como um case de integração cultural, turística e econômica.
Na capital, Belo Horizonte reafirmou seu protagonismo nacional ao registrar 6,5 milhões de foliões e tornar-se o segundo destino mais procurado do país; a movimentação financeira foi igualmente expressiva, com aproximadamente R$ 1,2 bilhão circulando apenas na capital, contribuindo para um impacto bilionário na economia mineira como um todo. Hotéis com alta taxa de ocupação, bares lotados, transporte aquecido e uma cadeia produtiva cultural fortalecida evidenciam o acerto estratégico da política de incentivo e organização.
O diferencial de 2026 foi a ampliação do conceito de ocupação cultural. O principal aeroporto do estado tornou-se vitrine artística, adornado com obras do renomado artista plástico Fernando Pacheco; obras que dialogaram com a identidade mineira e acolheram turistas já no desembarque; um gesto simbólico e sofisticado de hospitalidade cultural. A presença de grandes artistas nacionais, com mais de 19 nomes confirmados, elevou ainda mais o patamar do Carnaval belo-horizontino; repercutindo inclusive em análises da Forbes Brasil sobre o impacto econômico da festa.
A segurança, apontada como uma das mais eficientes do país, foi resultado da atuação integrada das forças públicas; com destaque para a Polícia Militar de Minas Gerais, garantindo tranquilidade tanto para mineiros quanto para turistas internacionais que escolheram o estado como destino.
No interior, cidades históricas também brilharam; Itabirito ganhou visibilidade pela combinação criativa entre blocos de rua e bonecos gigantes, reafirmando que o Carnaval da Liberdade é plural, descentralizado e economicamente capilarizado.
Entre as tendências que seguem repercutindo, a moda carnavalesca de 2026 valorizou tecidos metalizados, crochê, transparências e acessórios artesanais; um reflexo da economia criativa e do protagonismo do feito à mão.
Minas mostrou que cultura é ativo econômico, vetor turístico e instrumento de identidade coletiva; o Carnaval em Minas Gerais foi política pública bem executada, impacto financeiro mensurável e projeção nacional consolidada.
Patrícia Maria Pimenta @mariapimentamariapimenta




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