Infestações de caramujo africano em Belo Horizonte
Caramujo africano (Achatina fulica) |Pinterest Infestações de caramujo africano (Achatina fulica) voltaram a preocupar moradores de Belo Horizonte e da Região Metropolitana neste período chuvoso. Relatos se multiplicam em diferentes bairros da capital, com maior incidência no Barreiro, especialmente no bairro Diamante, nas proximidades da Praça José Sobrinho de Barros, e no Dom Bosco, na região Noroeste. A presença do molusco em áreas urbanas acende o alerta das autoridades de saúde para riscos sanitários associados à espécie invasora.
Além do Barreiro e do Dom Bosco, moradores do bairro São Bernardo relatam grande quantidade de caramujos em quintais, calçadas e áreas verdes. Há registros de focos também na região da Pampulha e em cidades da Grande BH, como Sabará, o que indica uma dispersão ampla do animal, favorecida pela umidade e pelo acúmulo de resíduos orgânicos no ambiente urbano.
O caramujo africano é vetor de doenças como a angiostrongilose e a meningite eosinofílica, infecções que podem ocorrer por contato com a gosma do animal ou pela ingestão de alimentos contaminados. O risco aumenta quando há manipulação direta, principalmente sem proteção adequada, e consumo de hortaliças mal higienizadas.
A orientação das autoridades é que a população evite tocar nos caramujos com as mãos desprotegidas. Para a coleta, devem ser usadas luvas de borracha ou sacos plásticos. A eliminação correta inclui colocá-los em um balde com mistura de água e cloro por 24 horas ou o esmagamento seguido de enterro. Jogar os animais vivos no lixo é contraindicado, pois contribui para a proliferação em outros pontos da cidade.
No preparo de alimentos, a recomendação é redobrar os cuidados com a higienização de frutas e hortaliças, reduzindo o risco de ingestão de larvas presentes na gosma deixada pelos caramujos em superfícies e folhas.
Casos de infestação intensa podem ser comunicados ao Controle de Zoonoses da Prefeitura de Belo Horizonte pelo telefone 3277-7722. A atuação conjunta entre poder público e moradores é considerada fundamental para conter o avanço do caramujo africano e reduzir os riscos à saúde coletiva.





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