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Belo Horizonte,07/02/2026

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    Maternidade Tardia

    Fé, maturidade e a beleza de gerar uma vida aos 42 anos


    Maternidade Tardia Imagens Arquivo pessoal

    Em um tempo em que tudo parece precisar ser imediato, a história de Lidiane Machado nos convida a olhar para a maternidade sob outra perspectiva: a do tempo, da maturidade e da fé vivida no cotidiano.

    Gerar um filho aos 42 anos não foi, para ela, um ato movido por idealizações ou expectativas irreais. Foi, acima de tudo, um exercício de entrega, consciência e confiança. Uma experiência marcada não pelo medo, mas pela responsabilidade de escutar o próprio corpo, respeitar seus limites e viver cada fase com presença.


    A fé como sustentação, não como promessa de perfeição

    Ao falar sobre o papel da fé durante a gestação, Lidiane é direta: ela não viveu a fé como uma expectativa de que tudo seria perfeito, mas como uma base de sustentação e equilíbrio emocional.

    “A fé me ajudou a atravessar cada etapa com mais serenidade. Trouxe descanso, clareza e um olhar mais consciente sobre o tempo e sobre os limites do meu corpo.”

    Foi uma fé prática, vivida nos pequenos gestos do dia a dia: nas decisões responsáveis, na confiança no processo e no cuidado recebido. Em vez de gerar ansiedade, a espiritualidade trouxe presença, gratidão e esperança.


    Cuidado, acolhimento e respeito: a importância do acompanhamento médico

    Desde o início, a gestação foi acompanhada com atenção especial por conta da idade. A médica chegou a sinalizar que se tratava de uma gestação de risco algo que, naturalmente, causa impacto emocional.

    No entanto, com o avanço dos exames e o acompanhamento contínuo, tudo evoluiu de forma tranquila e segura. Lidiane realizou todo o pré-natal e o parto pelo SUS e faz questão de destacar a qualidade da assistência recebida.


    “Fui muito bem assistida. Vivi uma experiência marcada por cuidado, responsabilidade e respeito. Isso reforçou em mim a importância de um acompanhamento humano e acessível, especialmente em uma fase tão delicada da vida.”


    O maior desafio: respeitar o próprio ritmo

    Para Lidiane, o maior desafio de engravidar aos 42 anos não foi o medo, mas aprender a respeitar o próprio corpo e o seu tempo.

    “O corpo pede mais escuta, mais cuidado e menos comparação.”

    A maturidade trouxe consciência, mas também responsabilidade: ajustar a rotina, priorizar o descanso, fazer escolhas mais criteriosas e confiar no processo sem pressa. Em contrapartida, houve menos ansiedade, menos idealização e muito mais presença.


    Uma maternidade vivida de outro lugar

    Gerar um bebê aos 42 anos foi, segundo ela, viver a maternidade a partir de um novo ponto de vista.

    Com mais consciência, menos urgência e mais serenidade. Já conhecendo seus limites, emoções e prioridades, Lidiane viveu essa gestação sem a necessidade de provar nada a ninguém — apenas acolhendo o tempo, o processo e a beleza dessa nova fase.

    “Foi uma gestação vivida com gratidão, responsabilidade e fé prática.”


    Uma história que inspira

    A trajetória de Lidiane Machado é um retrato de que a maternidade não tem apenas um tempo possível ela tem o tempo certo para cada mulher.

    Sua história mostra que fé não é sobre controlar resultados, mas sobre caminhar com confiança. Que maturidade não pesa: ela acalma. E que gerar uma vida, em qualquer fase, é sempre um ato de coragem, entrega e amor.

    Uma mulher que inspira por meio da fé. Uma história que nos lembra que, quando se acredita e se vive com consciência, tudo encontra o seu tempo.




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