Aline Costa
Janeiro Branco: saúde mental no trabalho entra em estado de alerta no Brasil e reforça urgência
Especialista alerta que esgotamento emocional já impacta produtividade, inovação e sustentabilidade das empresas
Beatriz Plaça Assessoria de imprensa de Raphael RezendePor: Beatriz Plaça Assessoria de imprensa de Raphael Rezende
A campanha Janeiro Branco, realizada todos os anos, ganha ainda mais relevância
em 2026 diante do agravamento da crise de saúde mental no mercado de trabalho.
O Brasil continua sendo o mais ansioso do mundo. De acordo com dados da
Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 9,3% da população convive com
transtornos de ansiedade. O cenário permanece como um dos principais desafios
para empresas e gestores.
Nos últimos anos, os impactos dessa crise se tornaram ainda mais evidentes.
Dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) mostram que nos primeiros
nove meses de 2025, o Brasil já havia ultrapassado a marca de 400 mil
afastamentos por saúde mental, colocando ansiedade, depressão e burnout entre
as principais causas de licenças médicas no país. O esgotamento mental, inclusive,
passou a ser amplamente reconhecido como uma condição relacionada ao trabalho,
exigindo mudanças estruturais nas organizações.
De acordo com o especialista em saúde e bem-estar no mercado de trabalho,
Raphael Rezende, ignorar o tema deixou de ser uma opção.
“Assim como os acidentes de trabalho, o esgotamento mental deve ser tratado com seriedade pelas empresas. Um ambiente de trabalho seguro é essencial para a produtividade e a inovação. Funcionários esgotados não conseguem produzir. A relação entre bem-estar e produtividade é clara: sem o primeiro, o segundo é comprometido. É essencial que as empresas invistam na saúde mental de seus colaboradores para garantir o sucesso dos negócios”, explica.
Reconhecendo sinais
“A sobrecarga de demandas, a falta de clareza nas tarefas e a liderança tóxica são fatores que contribuem para o esgotamento mental. A ansiedade gerada por essas situações pode levar a sérios problemas de saúde mental. A ausência de feedbacks efetivos também faz com que o profissional questione seu valor dentro da organização, alimentando a síndrome do impostor”, explica.
“Embora o temor de afastamentos aumente, é um compromisso necessário para garantir a sustentabilidade dos negócios”, conclui.





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