Vinicius The Moraes
Quando a dança encontra as redes
Vini The Ninja e o sonho de viver da arte
Vini The Ninja na chegada à premiação do Influency.meEm entrevista à jornalista Rúbia Vieira, da Revista Salto, Vini falou sobre o início de sua trajetória nas redes sociais.
Revista Salto — Vini, seus vídeos de dança no Instagram têm encantado milhares de pessoas. Como nasceu a ideia de compartilhar suas coreografias nas redes sociais?
Vini — Minha trajetória na dança começou muito cedo, aos 14 anos, e já são 16 anos de dedicação a essa arte. Em 2016, nasceu a ideia de começar a criar vídeos de dança e coreografias inspiradoras com música brasileira no YouTube, sob o conceito de FreeFunk, com o objetivo de dar visibilidade ao meu nome no cenário de bailarinos e coreógrafos do Brasil. Esse conceito foi formalizado em 2019 e, ao longo dessa fase, produzi mais de 150 vídeos, incluindo aulas de coreografia, tutoriais, meus famosos DCS (dance challenges) e outras produções.
Lembro que foi um grande desafio, pois justamente quando formalizei o projeto veio a pandemia, em 2020, trazendo enormes obstáculos para a indústria da dança e impondo o distanciamento social. Ainda assim, não desisti: continuei dando aulas, até mesmo usando máscara, sempre com o desejo de inovar.
Entre 2021 e 2022, comecei minha transição para formatos curtos, como Reels, TikTok e Shorts, e passei a investir em conteúdo mais estruturado na minha conta @ViniciusTheMoraes no TikTok, onde obtive bastante sucesso. Poucos dias depois de criar a conta, tive meu primeiro vídeo viral: uma dança ao som de “Aquecendo”, de Yuri Gabe, e outra de “Atenção”, de Pedro Sampaio & Luísa Sonza, que juntas alcançaram cerca de 200 mil visualizações. Foi a primeira vez que experimentei a sensação de começar a viralizar nas redes sociais.
Logo em seguida, em menos de uma semana, publiquei outro vídeo com a música “Mega Funk”, de Leko Rodrigues, que chegou a 400 mil visualizações. Até que, quase sem esperar, um vídeo de uma das minhas aulas de Mega Funk, com a música “Joga de Ladin”, ultrapassou a marca de 2 milhões de visualizações.
A partir daí, comecei a compreender, de forma mais profunda, a força dos conteúdos virais e como eles podem impactar e alcançar pessoas de maneira exponencial. Nesse processo, criei mais de 700 conteúdos em vídeo, explorando diferentes formatos e tendências, sempre com o objetivo de inovar e me conectar cada vez mais com o público.
Foi também nesse período que desenvolvi um método fitness de dançar na esteira, que acabou me levando a participar de um quadro no programa Caldeirão com Mion, da TV Globo, no Rio de Janeiro, onde apresentei essa ideia. Em 2024, o conceito ganhou ainda mais destaque e aprovação do público.
Como você pode ver, sempre procurei inovar e levar a dança e a nossa cultura para onde quer que eu esteja. Mas, para responder de forma direta à sua pergunta, a ideia nasceu de um sonho: o sonho de mostrar que é possível construir uma carreira sólida por meio da arte e da dança, rompendo esquemas e provando que esse trabalho pode, sim, ser valorizado. Por muito tempo, a visão sobre o bailarino no Brasil foi menosprezada. Minha meta sempre foi quebrar paradigmas e mostrar ao mundo que, independentemente das opiniões contrárias, é possível realizar seus sonhos com perseverança e autenticidade.
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In an interview with journalist Rúbia Vieira from Revista Salto, Vini talked about the beginning of his journey on social media.
Revista Salto — Vini, your dance videos on Instagram have delighted thousands of people. How did the idea of sharing your choreographies on social media come about?
Vini — My journey in dance began very early, at the age of 14, and I now have 16 years of dedication to this art form. In 2016, the idea emerged to start creating inspiring dance videos and choreographies set to Brazilian music on YouTube, under the concept of FreeFunk, with the goal of giving visibility to my name within the Brazilian dance and choreography scene. This concept was officially formalized in 2019, and throughout that phase I produced more than 150 videos, including choreography classes, tutorials, my well-known DCS (dance challenges), and other productions.
I remember it was a major challenge, because just as the project was formalized, the pandemic hit in 2020, bringing enormous obstacles to the dance industry and enforcing social distancing. Even so, I didn’t give up: I continued teaching classes, even while wearing a mask, always driven by the desire to innovate.
Between 2021 and 2022, I began transitioning to short-form content such as Reels, TikTok, and Shorts, and started investing in more structured content on my TikTok account, @ViniciusTheMoraes, where I achieved significant success. Just a few days after creating the account, I had my first viral videos: one dance set to “Aquecendo” by Yuri Gabe and another to “Atenção” by Pedro Sampaio & Luísa Sonza, which together reached around 200,000 views. It was the first time I experienced what it felt like to start going viral on social media.
Shortly after that, in less than a week, I posted another video to the song “Mega Funk” by Leko Rodrigues, which reached 400,000 views. Then, almost unexpectedly, a video from one of my Mega Funk classes, set to the song “Joga de Ladin,” surpassed the 2 million views mark.
From that point on, I began to truly understand the power of viral content and how it can impact and reach people exponentially. Throughout this process, I created more than 700 video pieces, exploring different formats and trends, always with the goal of innovating and connecting more deeply with my audience.
It was also during this period that I developed a fitness method based on dancing on a treadmill, which eventually led me to be featured in a segment on the TV show Caldeirão com Mion, on Globo TV, in Rio de Janeiro, where I presented this concept. In 2024, the idea gained even more visibility and public approval.
As you can see, I have always sought to innovate and to carry dance and our culture wherever I go. But to answer your question directly, the idea was born from a dream — the dream of showing that it is possible to build a solid career through art and dance, breaking traditional molds and proving that this work can indeed be valued. For a long time, the role of the dancer in Brazil was underestimated. My goal has always been to break paradigms and show the world that, regardless of opposing opinions, it is possible to achieve your dreams with perseverance and authenticity.
En una entrevista con la periodista Rúbia Vieira, de la Revista Salto, Vini habló sobre el inicio de su trayectoria en las redes sociales.
Revista Salto — Vini, tus videos de baile en Instagram han encantado a miles de personas. ¿Cómo nació la idea de compartir tus coreografías en las redes sociales?
Vini — Mi trayectoria en la danza comenzó muy temprano, a los 14 años, y ya son 16 años de dedicación a este arte. En 2016 nació la idea de comenzar a crear videos de baile y coreografías inspiradoras con música brasileña en YouTube, bajo el concepto de FreeFunk, con el objetivo de dar visibilidad a mi nombre dentro del escenario de bailarines y coreógrafos de Brasil. Este concepto se formalizó en 2019 y, durante esa etapa, produje más de 150 videos, incluidos clases de coreografía, tutoriales, mis famosos DCS (dance challenges) y otras producciones.
Recuerdo que fue un gran desafío, porque justo cuando formalicé el proyecto llegó la pandemia en 2020, trayendo enormes obstáculos para la industria de la danza y el distanciamiento social. Aun así, no me rendí: continué dando clases, incluso usando mascarilla, siempre con el deseo de innovar.
Entre 2021 y 2022 comencé mi transición hacia formatos cortos como Reels, TikTok y Shorts, y empecé a invertir en contenido más estructurado en mi cuenta de TikTok, @ViniciusTheMoraes, donde obtuve bastante éxito. Pocos días después de crear la cuenta, tuve mis primeros videos virales: una danza con la canción “Aquecendo”, de Yuri Gabe, y otra con “Atenção”, de Pedro Sampaio & Luísa Sonza, que juntas alcanzaron alrededor de 200 mil visualizaciones. Fue la primera vez que experimenté la sensación de comenzar a viralizar en las redes sociales.
Poco después, en menos de una semana, publiqué otro video con la canción “Mega Funk”, de Leko Rodrigues, que alcanzó 400 mil visualizaciones. Hasta que, casi sin esperarlo, un video de una de mis clases de Mega Funk, con la canción “Joga de Ladin”, superó la marca de 2 millones de visualizaciones.
A partir de ahí, comencé a comprender la fuerza de los contenidos virales y cómo pueden impactar y alcanzar a las personas de forma exponencial. En este proceso, creé más de 700 contenidos en video, explorando diferentes formatos y tendencias, siempre con el objetivo de innovar y conectar cada vez más con el público.
Fue también durante este período cuando desarrollé un método fitness de bailar en la cinta de correr, lo que me llevó a participar en un segmento del programa Caldeirão com Mion, de TV Globo, en Río de Janeiro, donde presenté esta idea. En 2024, el concepto ganó aún más visibilidad y aprobación del público.
Como puedes ver, siempre he buscado innovar y llevar la danza y nuestra cultura a donde quiera que vaya. Pero, para responder de forma directa a tu pregunta, la idea nació de un sueño: el sueño de demostrar que es posible construir una carrera sólida a través del arte y la danza, rompiendo esquemas y demostrando que este trabajo puede y debe ser valorado. Durante mucho tiempo, la figura del bailarín en Brasil fue menospreciada. Mi objetivo siempre ha sido romper paradigmas y mostrarle al mundo que, independientemente de las opiniones contrarias, es posible alcanzar los sueños con perseverancia y autenticidad.




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