Joelisio Fraga
Janeiro Branco: cuidar da saúde mental é cuidar da vida
A importância do acolhimento emocional no enfrentamento das doenças crônicas e na promoção da saúde integral
Janeiro Branco O início do ano convida à reflexão, ao recomeço e ao cuidado. É nesse contexto que o Janeiro Branco ganha força como um movimento nacional de conscientização sobre a importância da saúde mental. Mais do que uma campanha pontual, trata-se de um chamado coletivo para olhar para a mente com a mesma atenção que dedicamos ao corpo.
A saúde mental influencia diretamente a qualidade de vida, as relações sociais, a adesão aos tratamentos e a capacidade de enfrentar desafios. Para pessoas que convivem com doenças crônicas, como o mieloma múltiplo e outras enfermidades hematológicas, esse cuidado torna-se ainda mais fundamental. O diagnóstico, as incertezas, os efeitos colaterais e as mudanças na rotina podem gerar ansiedade, medo, tristeza e sobrecarga emocional, sentimentos legítimos que precisam ser acolhidos, não silenciados.
Historicamente, falar sobre saúde mental foi cercado de preconceitos. Hoje, sabemos que cuidar da mente não é sinal de fraqueza, mas de responsabilidade consigo mesmo. Buscar apoio psicológico, compartilhar emoções, fortalecer vínculos familiares e participar de redes de apoio são estratégias que contribuem para o equilíbrio emocional e para melhores desfechos em saúde.
O Janeiro Branco nos lembra que a saúde mental deve ser cuidada durante todo o ano. Pequenas atitudes fazem diferença: respeitar limites, falar sobre sentimentos, oferecer apoio, combater o estigma e incentivar a busca por ajuda profissional quando necessário.
Cuidar da mente é cuidar da vida. E uma sociedade mais saudável começa quando entendemos que saúde mental é um direito de todos.




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