Seja bem-vindo
Belo Horizonte,07/02/2026

    • A +
    • A -

    Monique Saliba

    Infância Negra: Abrindo as Portas da Representatividade no Século 21


    Infância Negra: Abrindo as Portas da Representatividade no Século 21 Desenho IA/ Produção: Monique Saliba / Modelo: Duda Crespinha

    No coração das brincadeiras, das danças e dos sonhos das crianças, nasce um movimento poderoso: o de abrir as portas da representatividade. No século 21, as crianças negras têm conquistado espaços que antes pareciam distantes nas passarelas, nas telas, nos livros e nas escolas mostrando ao mundo que a beleza está em todas as cores, texturas e histórias.

    Durante muito tempo, a infância negra foi retratada de forma invisível ou estereotipada. Mas hoje, essa realidade está mudando! As bonecas de pele escura, os cabelos crespos com orgulho, os nomes africanos e as roupas coloridas cheias de identidade estão ganhando destaque. Cada passo é uma conquista para que todas as crianças se vejam representadas, sintam-se valorizadas e saibam: “Eu posso ser o que eu quiser!”

    Produção: Monique Saliba/ Fotografia: Januária Vargas (Sonharte Retratos)

    A ancestralidade é a raiz que sustenta essa transformação. Ela traz a força dos antepassados, dos reis e rainhas africanos, das histórias contadas ao redor da fogueira, das canções que atravessaram oceanos e do amor que resistiu ao tempo. Quando uma criança conhece sua origem, ela cresce mais confiante, mais livre e mais consciente do seu valor.

    Nas escolas, cada vez mais professores e educadores têm trabalhado para celebrar a diversidade e combater o preconceito desde cedo. A educação para a igualdade começa no brincar, nas rodas de conversa, nos desenhos e nas histórias. É na infância que se constrói o sonho de uma sociedade mais justa e colorida, onde cada criança é respeitada pelo que é.

    No século 21, ser diferente é ser especial. A representatividade não é apenas uma tendência é um direito. E quando uma criança negra se reconhece em um livro, em uma boneca ou em uma bailarina, nasce um novo mundo de possibilidades.

    Que todas as infâncias possam brilhar, com orgulho das suas raízes e liberdade para sonhar alto!

    "Se a representatividade abre portas, o pertencimento é como se fosse um tapete estendido para nossos sonhos e vontades de criar um novo lugar".

    Antes de colocar um turbante, é fundamental entender e respeitar a sua importância como símbolo. Diversas culturas usam o turbante com finalidades distintas, podendo indicar desde a religião seguida por uma pessoa até o status social dela. Atualmente, para a população negra, o acessório também é visto como um símbolo de sua resistência em meio ao racismo e ao eurocentrismo tão presentes no ocidente.


    Produção: Monique Saliba/ Fotografia: Januária Vargas (Sonharte Retratos)

    Desfile Ancestralidade: Celebrando a Diversidade e o Poder de Ser Quem Somos!

    Eu não preciso ser negra para lutar pela representatividade! Luto porque acredito na infância, na empatia e na nova geração uma geração que inclui, respeita e valoriza as diferenças. No dia 05 de outubro de 2025, senti-me honrada em produzir o "Desfile Ancestralidade", na Feira Ébano, em Belo Horizonte. 

    Toda a produção foi pensada nos mínimos detalhes para resgatar a ancestralidade de nossas crianças e valorizar a diversidade presente em nosso país. Cada passo carrega uma história. Cada cor, um símbolo de força. Cada criança, um espelho da ancestralidade que nos orgulha! 

    Celebrar a infância negra é reconhecer raízes, fortalecer o pertencimento e abrir caminhos de representatividade para um futuro mais justo, bonito e diverso.

    A infância é o ponto de partida da nossa história. Cada criança carrega em si um fio de ancestralidade, que se entrelaça no presente com cores, ritmos e saberes. No desfile da vida, a moda se torna linguagem: traduz identidade, diversidade e respeito. 

    Celebrar as diferenças é valorizar a beleza única de cada um, mostrando que ser criança é viver a liberdade de expressar quem se é, com orgulho de onde se veio e do que ainda está por vir.

    A proposta do desfile seria compor os looks a partir das cores que representam a unidade africana.

    • Vermelho → sangue, luta, batalhas, vitórias, territórios.
    • Preto → a cor da pele.
    • Amarelo → o ouro e as riquezas minerais.
    • Verde → as riquezas naturais, a natureza.
    • Branco → não faz parte oficialmente da unidade africana, mas gosto de incluir pois simboliza a paz e compõe muito bem com a proposta.


    Produção: Monique Saliba/ Fotografia: Januária Vargas (Sonharte Retratos)

    Produção: Monique Saliba/ Fotografia: Januária Vargas (Sonharte Retratos)

    Produção: Monique Saliba/ Fotografia: Januária Vargas (Sonharte Retratos)

    Produção: Monique Saliba/ Fotografia: Januária Vargas (Sonharte Retratos)

    Produção: Monique Saliba/ Fotografia: Januária Vargas (Sonharte Retratos)


    Produção: Monique Saliba/ Fotografia: Januária Vargas (Sonharte Retratos)

    Produção: Monique Saliba/ Fotografia: Januária Vargas (Sonharte Retratos)

    Produção: Monique Saliba/ Fotografia: Januária Vargas (Sonharte Retratos)

    Educação Antirracista já!

    Não dá para a gente cobrar ou alegar que temos que ter um trabalho antirracista se não inicia na base, e a base é a educação infantil. Mas como aderir à lei, administrá-la e implementá-la de verdade, se pouquíssimos são os professores que se colocam a querer estar nesse espaço de aprendizado?

    Ter a Lei é uma coisa, ela ser usada em prol dos meninos e meninas negras é outra. A gente aplaude que o dia 20 de novembro agora é feriado nacional no Brasil, mas vejo muita gente nem saber o porquê do feriado. Todos os dias lutamos por uma educação anti-racista. Faço a minha fala, mostrando imagens de como a gente precisa, não só no mês de novembro, mas todos os dias, de uma educação anti-racista.

    Em prol daqueles que estão com um peso muito grande de um futuro para o Brasil. Que país é esse que nós queremos? Que Brasil é esse que a gente não consegue colocar na mente de pessoas tão estudiosas, que já fizeram vários tipos de cursos, mestrado e doutorado, e tantas outras coisas, mas não consegue reconhecer a necessidade de uma reparação histórica para um bem-viver verdadeiro de uma “minoria”, que na verdade é a maior parte da população desse país.




    COMENTÁRIOS

    LEIA TAMBÉM

    Buscar

    Alterar Local

    Anuncie Aqui

    Escolha abaixo onde deseja anunciar.

    Efetue o Login

    Recuperar Senha

    Baixe o Nosso Aplicativo!

    Tenha todas as novidades na palma da sua mão.