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Brasil,23/02/2026

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    Inteligência artificial e segurança digital: o novo campo de batalha

    Imagem gerada por IA
    Inteligência artificial e segurança digital: o novo campo de batalha


    Em um mundo cada vez mais orientado por dados, a inteligência artificial deixou de ser apenas ferramenta de inovação para se tornar também vetor de risco. Em 2025, um ataque cibernético em larga escala, coordenado majoritariamente por sistemas de IA, acendeu um alerta global. A ação atingiu dezenas de organizações, entre empresas de tecnologia, instituições financeiras e órgãos públicos, revelando um cenário em que algoritmos já são capazes de executar a maior parte de uma ofensiva digital com mínima intervenção humana.

    Para Alberto Jorge, CEO da Trust Control, o episódio simboliza uma virada histórica. Segundo ele, 2025 marcou a democratização da inteligência artificial para o cibercrime. Se antes ataques exigiam conhecimento técnico aprofundado, hoje ferramentas baseadas em IA permitem que golpes sofisticados sejam estruturados com poucos comandos. Phishing automatizado, clonagem de voz e imagem por meio de deepfakes e fraudes personalizadas ganharam escala e velocidade inéditas.

    A porta aberta começa dentro de casa

    O risco não está apenas na sofisticação dos criminosos, mas também na forma como empresas e usuários utilizam a própria tecnologia. A busca por soluções rápidas pode levar à exposição inadvertida de dados estratégicos em plataformas públicas de IA. Planejamentos, relatórios internos e informações sensíveis, quando inseridos sem critérios em sistemas abertos, podem se tornar vulneráveis a exploração futura.

    Alberto Jorge chama atenção para a necessidade de governança. Antes de adotar ferramentas corporativas de inteligência artificial, é fundamental estabelecer políticas claras sobre quais informações podem ser compartilhadas, quais ambientes são seguros e como monitorar o uso interno. A ausência desse controle transforma a inovação em uma brecha silenciosa.

    Combater IA com IA

    Se os ataques se tornaram mais rápidos e automatizados, a defesa também precisa evoluir no mesmo ritmo. A aplicação de inteligência artificial em sistemas de monitoramento, detecção de padrões suspeitos e resposta automática a incidentes já não é diferencial competitivo, mas requisito básico de proteção.

    Gestores de segurança terão, nos próximos anos, o desafio de equilibrar inovação e prudência. Investir em tecnologia, capacitação de equipes e políticas robustas de proteção de dados será determinante para reduzir perdas financeiras e danos reputacionais.

    Educação digital como estratégia

    Para além das grandes corporações, usuários comuns também fazem parte desse ecossistema. Mensagens falsas, ligações simuladas e conteúdos manipulados por IA circulam diariamente. Desenvolver senso crítico, verificar contextos e desconfiar de solicitações urgentes são atitudes simples, mas eficazes.

    O avanço da inteligência artificial não é uma ameaça em si. Pelo contrário, representa uma das maiores revoluções tecnológicas da atualidade. O desafio está em dominar seu uso com responsabilidade. Em 2026, mais do que nunca, segurança digital será sinônimo de maturidade no uso da própria tecnologia.





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