Foto divulgação Instagram @viradadaliberdadeoficial Belo Horizonte entrou no novo ano envolta em luz, música e sentimento. Na Praça da Liberdade, a Virada da Liberdade representou a chegada de 2026 em uma celebração que reuniu arte, tecnologia e a identidade de Minas Gerais, reconfigurando o coração da capital como um grande espaço de encontros coletivos.
O evento tornou-se a maior celebração de Réveillon de Minas Gerais em sua quarta edição. Na escala da estrutura, na curadoria artística e na experiência oferecida ao público, o crescimento foi evidente. Um gigantesco cenário cenográfico envolvendo o Palácio da Liberdade, o videomapping ampliado e um show de drones sem precedentes proporcionaram uma sensação simbólica, sensível e, ao mesmo tempo, grandiosa.
Uma iniciativa do Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo, em colaboração com a Fundação Clóvis Salgado, e com patrocínio da COPASA, CODEMG, Instituto BAT Brasil, Itambé e CDL/BH, confirmou a força da cooperação para a realização de um evento gratuito e acessível.
Uma virada que cresceu ao longo do tempo
Durante a coletiva de imprensa realizada no Palácio da Liberdade, a secretária de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Bárbara Botega, destacou como a Virada da Liberdade vem crescendo de forma gradual e consistente ao longo dos anos.

Foto Daniel Stone - Portal - www.colanagradebh.com.br
“A gente, como bom mineiro, vai começando de pouquinho em pouquinho, vai crescendo com o tempo. Essa é a maior edição que a gente já teve da Virada da Liberdade, tanto no que diz respeito à curadoria de artistas quanto à duração, aos fogos e aos drones, que já se tornaram tradicionais no céu de Belo Horizonte”, afirmou.
A secretária ressaltou ainda que o evento passou a preencher um vazio histórico na capital, que por muitos anos não contou com uma celebração pública e gratuita para a chegada do Ano Novo.
“Por muito tempo, a cidade não tinha esse momento de celebrar, de fato, a chegada do novo ano de maneira gratuita para todos. E isso vem crescendo ano a ano”, completou.
Essas transformações também se refletiram no turismo. Segundo Bárbara Botega, a procura pela rede hoteleira aumentou mais de 15% durante o período festivo, demonstrando que a Virada da Liberdade contribui para o aquecimento da economia e para a geração de oportunidades. A Secretária também afirma em entrevista que não foi utilizado dinheiro público para a elaboração do evento devido aos patrocínios conquistados, o que reafirma mais ainda a credibilidade do evento.
“É uma oportunidade de celebrar, mas também de gerar emprego e renda para muita gente”, enfatizou.
Segurança, acolhimento e confiança
A secretária também destacou a sensação de segurança percebida pelo público. A Virada foi realizada com uma operação integrada, contando com policiais a pé, viaturas, motocicletas, drones e três bases de segurança instaladas na Praça da Liberdade.
“Recebemos muitos retornos positivos sobre a segurança do evento, que a cada ano vem melhorando. Essa parceria com a segurança pública é fundamental para que as pessoas venham para Belo Horizonte”, afirmou.
Ela ressaltou ainda que Minas Gerais é um dos estados mais seguros do país, com uma Polícia Militar reconhecida nacionalmente, fato comprovado pela baixíssima incidência de ocorrências registradas nas edições da Virada.
‘Fé no Amanhã’: o sentimento que inspirou a celebração
Guiada pelo tema “Fé no Amanhã”, a Virada da Liberdade traduziu um sentimento coletivo de esperança, renovação e confiança em um futuro melhor. Para Bárbara Botega, o evento vai além do entretenimento.
“O principal objetivo da Virada da Liberdade é democratizar a cultura para todos os mineiros. Por isso é tão importante fazer uma festa bonita, com shows, drones, comida mineira, espaço para crianças e uma praça toda decorada. É uma festa pensada para todos”, destacou.
Momento em que os drones formam imagens e enviam mensagens visuais de ano novo, na voz de Fernanda Ribeiro @soufernandaribeiro
Música mineira e encontros que atravessaram gerações
A programação teve início com atrações voltadas para as famílias. A banda Pé de Sonho abriu a noite com um projeto musical dedicado ao público infantil, reafirmando a Praça da Liberdade como um espaço de convivência ampla e acolhedora.
Na sequência, o guitarrista Juarez Moreira levou ao palco a sofisticação e a sensibilidade da música instrumental mineira. O samba ganhou força com Aline Calixto, que apresentou um repertório marcado pela fusão entre tradição e contemporaneidade.
Outro destaque da noite foi o show da banda Lagum, expoente da cena musical mineira atual, que atraiu uma multidão com sucessos consagrados e novas faixas. No encerramento, Bruno Gouveia, natural de Ituiutaba, subiu ao palco com a banda Biquíni, revisitando canções que marcaram gerações do pop-rock brasileiro.

Foto divulgação retirada do Instagram: @loborgesoficial
A Virada da Liberdade também foi atravessada por emoção e memória. Pouco antes do evento, Belo Horizonte se despediu de um de seus maiores símbolos culturais: Lô Borges, que faleceu aos 73 anos, na noite de domingo (02/11/25), após lutar bravamente por 17 dias. O artista, que faria parte da programação da Virada, foi homenageado de forma sensível e silenciosa, como pede o respeito à sua grandeza. Sua ausência física se transformou em presença simbólica: na música que ecoou, nas imagens projetadas, no céu iluminado e no sentimento coletivo que tomou a praça. Lô não estava no palco, mas estava em tudo. Sua arte, como a própria Virada, permanece viva, atravessando gerações, tempos e afetos, e reafirmando que Minas canta, sente e resiste através de seus artistas.

Aline Calixto - Foto Daniel Stone - Portal - www.colanagradebh.com.br

Biquini - Foto Daniel Stone - Portal - www.colanagradebh.com.br

Lagun- Foto Daniel Stone - Portal - www.colanagradebh.com.br
O céu como palco da virada
Pouco antes da meia-noite, o público voltou os olhos para o céu. Um espetáculo de drones inédito, aliado a fogos de artifício de baixo ruído e efeitos visuais sincronizados em três pontos ao redor do Palácio da Liberdade, marcou a contagem regressiva para 2026. Conduzido pelo mestre de cerimônias Kdu dos Anjos, o momento trouxe imagens que simbolizaram a força cultural e a identidade de Minas Gerais.
CDL/BH: Apoio consistente desde 2022
A CDL/BH esteve presente mais uma vez como apoiadora da Virada da Liberdade, reafirmando seu compromisso com iniciativas que impulsionam o desenvolvimento urbano, cultural e econômico da capital. A entidade patrocina o evento desde 2022.
Durante a noite, a CDL/BH manteve uma tenda instalada no Palácio da Liberdade, onde funcionou o Lounge CDL/BH, espaço que serviu como ponto de encontro para a diretoria da entidade e convidados, promovendo integração e conexão institucional em meio à celebração.
Copasa: cultura como caminho de transformação
Patrocinadora master da Virada da Liberdade, a Copasa contribuiu para a realização das atrações musicais, do espetáculo de drones e da estrutura que transformou a Praça da Liberdade em um grande palco a céu aberto.
Durante a coletiva de imprensa, a diretora da Copasa, Marília Carvalho de Melo, destacou que o apoio da companhia à cultura vai além do saneamento básico, enxergando a arte como ferramenta de transformação social e de conexão com as comunidades.
“A Copasa acredita que investir em cultura é investir em pessoas. A Virada da Liberdade é um exemplo de como a arte pode promover pertencimento, educação e impacto social, conectando a população aos espaços públicos e à identidade mineira”, afirmou.
A participação da Copasa no evento reafirmou seu compromisso com iniciativas que integram sustentabilidade, cultura e cidadania, deixando um legado para a cidade.
Uma virada que já faz parte da história
O encerramento da Virada da Liberdade não foi apenas um espetáculo de imagens e aplausos. Deixou a sensação de que Belo Horizonte encontrou um novo ritual para celebrar o futuro — coletivo, humano, acessível e carregado de significado.
Sob as luzes da Praça da Liberdade, 2026 começou com música, fé e a certeza de que a cultura compartilhada transforma cidades e pessoas.

















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