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Brasil,24/05/2026

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    Jiba Bruin

    Alexitimia: a dificuldade de nomear emoções tem origem na infância

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    Alexitimia: a dificuldade de nomear emoções tem origem na infância

    Você já teve dificuldade de explicar o que está sentindo? Já respondeu um “não sei” quando alguém perguntou como você estava, mesmo sabendo que alguma coisa não estava bem?


    Isso é mais comum do que parece. Existe, inclusive, um nome para essa dificuldade: a alexitimia, a incapacidade de identificar, compreender e expressar os próprios sentimentos.


    E os números mostram que não se trata de algo raro. Estima-se que aproximadamente 1 em cada 10 pessoas apresenta essa condição. A prevalência é ainda maior entre os homens, podendo chegar a 17%, enquanto entre as mulheres gira em torno de 10%.


    E aqui está um ponto importante: isso não começa na vida adulta.


    A forma como lidamos com as nossas emoções é construída desde a infância. Quando uma criança não é estimulada a reconhecer o que sente, não encontra espaço para falar ou cresce em ambientes onde emoções são ignoradas, minimizadas ou até reprimidas, ela aprende a se desconectar de si mesma.


    O resultado aparece anos depois.


    Adultos que não conseguem se comunicar emocionalmente, que têm dificuldade em lidar com conflitos, se irritam sem entender o motivo ou simplesmente não sabem nomear o que estão sentindo. Não é falta de maturidade. Muitas vezes, é falta de repertório emocional.


    Ninguém nasce sabendo lidar com sentimentos. Isso também se ensina.

    Assim como aprendemos palavras, aprendemos emoções. Ou, em muitos casos, deixamos de aprender.


    Por isso, olhar para a infância é essencial. É nesse período que se constrói a base da inteligência emocional. Quando uma criança aprende a identificar tristeza, medo, frustração ou alegria, ela desenvolve ferramentas para lidar com essas emoções ao longo da vida.


    E isso não precisa, e nem deve, ser feito de forma complexa.


    A literatura tem um papel fundamental nesse processo. Histórias ajudam a traduzir o que muitas vezes a criança ainda não consegue explicar. Elas criam identificação, abrem espaço para conversas e tornam o abstrato mais concreto.


    Na Bom Bom Book’s, desenvolvemos a coleção Sentimentos justamente com esse objetivo: ajudar crianças a reconhecer, entender e expressar o que se passa dentro delas, de forma leve e acessível.


    Mas esse convite não é só para as crianças.


    É também para os adultos.


    Porque, muitas vezes, ao ajudar uma criança a entender o que sente, o adulto também começa a se reconectar com as próprias emoções.


    E talvez esse seja um dos maiores aprendizados: nunca é tarde para aprender a sentir e a se compreender.



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